Paraíba, 29 de maio de 2022

Pauta Cultural (Ep. 43)

Paraíba, 29 de maio de 2022

⧏ Aconteceu
Janaína & Ricardo Pinheiro, Daniella Ribeiro e Juca Pontes
50
anos de história de uma livraria que se consagrou além de uma loja de livros, tornando-se um centro de eventos e ponto de encontro de artistas, poetas e de gente que gosta de ler.

A Livraria do Luiz, localizada na Galeria Poeta Augusto dos Anjos, centro histórico da capital paraibana, foi homenageada na programação da última edição do "Pôr do Sol Literário", do grupo Sol das Letras, comandado pelo editor e poeta Juca Pontes.

A senadora Daniella Ribeiro, que apresentou no Senado Federal um voto de aplausos pelo cinquentenário da Livraria do Luiz, compareceu ao evento ocorrido na última quinta-feira, dia 26 de maio, na Usina Cultural Energisa.


A livraria foi fundada em 1972 por Luiz Carvalho da Costa, que a ela se dedicou totalmente após aposentar-se. O estabelecimento continuou sua história bem sucedida sob a administração do casal Janaína e Ricardo Pinheiro.

A Livraria do Luiz é carinhosamente considerada patrimônio cultural imaterial da cidade, e neste evento recebeu o troféu “Solito”, concedido pelo grupo Sol das Letras.
O violoncelista Felipe Avellar de Aquino, participante do Festival de Primavera de Gênova 2022 (série anual de concertos musicais na Itália), apresentou-se também, no último dia 26 de maio, no recital intitulado Un violoncello per la Pace, no Palazzo della Sapienza, convidado pela Universidade de Pisa, Itália. O evento foi promovido pelo Centro Interdisciplinar da Paz pela Paz, um programa de cooperação de relações culturais internacionais entre vários países.

Marcílio Franca, professor visitante do Departamento de Jurisprudência da instituição italiana, dicursou na introdução do concerto em Pisa, na presença do reitor Paolo Maria Mancarella, que entregou uma medalha de gratidão a ambos os paraibanos. Na ocasião, o professor Marcílio presenteou o reitor com um exemplar da tradução italiana d'O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna.


O programa apresentado incluiu peças dos compositores Clóvis Pereira (Brasil), Gaspar Cassadó (Espanha) e Zóltan Kodáli (Hungria). Ao final, o reitor Paolo Mancarella concluiu dizendo que "o concerto 'Un Violoncelo per la Pace' ficará guardado em sua memória por muitos anos!".

Felipe Aquino continua a representar a Paraíba em outros eventos, a exemplo do que aconteceu neste domingo, 29 de maio, em recital no “Centro Le Radici del Cielo”, na Colina di Pilonico, organizado pela Comuna de Perúgia.

Na quarta-feira, dia 01/06, Felipe tocará na Embaixada do Brasil, em Estocolmo (Suécia), em concerto celebrativo aos 200 anos da independência do Brasil, e conclui sua jornada em Munique (Alemanha), onde proferirá palestra, ministrará duas masterclasses e fará mais um recital, no dia 12 de junho.
⧎ Acontece
Ana Elvira Steinbach Torres
A MEMUS PB - Associação Memória Musical da Paraíba — foi criada em 2020 por iniciativa da professora Ana Elvira Steinbach Silva Raposo Torres, mestre em Educação e doutora em Ciências Humanas, com o objetivo de preservar a memória musical da Paraíba, por meio de coleta, organização e conservação de acervos, ações artísticas e promoção de outros conteúdos culturais.

A MemusPB é composta por 59 membros de referência na cena cultural, como maestros, músicos, professores, jornalistas, escritores, arquivistas e amantes da música. A entidade, sem fins lucrativos, tem seu foco em acontecimentos da história cultural paraibana. Uma de suas criações são os podcasts mensalmente lançados nas plataformas de streaming Spotify, Google Podcasts, Anchor, Breaker, Rádio Public, Apple Podcasts e em seu site: https://memuspb.org.

O mais recente episódio, publicado no dia 19 de maio, aborda a história do memorável Festival de Verão de Areia, realizado no brejo paraibano, e tido como um dos mais importantes festivais de música do país. No podcast — que pode ser ouvido no banner abaixo —, o músico e pesquisador Victor Soares Lustosa lembra que o festival “contou com uma constelação da intelectualidade brasileira e conferencistas como Lygia Pape, Oscar Niemeyer, Ivan Cavalcanti Proença e Ariano Suassuna, durante o ciclo de 8 anos em que se manteve em atividade.

⧐ Acontecerá
Com a exposição “O admirável mundo de Zé Ramalho” — em que serão exibidos banners, instrumentos musicais, camisas usadas pelo cantor em sua trajetória, e 25 fotografias históricas ampliadas, pertencentes ao acervo pessoal do artista paraibano - a Galeria de Artes Arribaçã marcará a sua inaguração, na próxima sexta-feira, dia 3 de junho.
Aurílio Santos e Zé Ramalho
Será o mais novo espaço para exposições de arte da cidade de Cajazeiras, no sertão paraibano. A galeria é localizada na sede da Livros & Companhia, na rua Epifânio Sobreira. Na inaguração, também estará à venda o livro “Zé Ramalho na Literatura de Cordel”, do curador da exposição, Aurílio Santos (em parceira com o poeta Kyldemir Dantas), responsável pelo acervo do cantor, situado em sua cidade natal, Brejo do Cruz, no sopé da Pedra de Turmalina, mencionada na letra da música Avôhai .

A exibição estará aberta ao público, gratuitamente, durante todo o mês de junho.
Emerson Barros de Aguiar
Foi concedida ao professor e escritor paraibano Emerson Barros de Aguiar a Comenda Cultural Ariano Suassuna, mediante decreto promulgado pelo presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, Valdir Dowsley, “por sua contribuição à educação e à cultura paraibana”.

A entrega da comenda será marcada em breve pelo cerimonial da Câmara. Na ocasião, Emerson Aguiar lançará seu mais novo livro: “Ética: instrumento de paz e justiça”. Nessa obra, o jurisfilósofo insere lições de justiça, de paz, de mansuetude e de amor, em contribuição à literatura filosófica universal, que, segundo ele, “deve visar, acima de todo formalismo inútil, à construção do ‘homem novo’, condição sine qua non para a edificação de uma nova sociedade, mais justa e mais humana”.

Emerson diz que “entre as autoridades atuais estão pseudodoutores e pseudolíderes mundanos, todos distantes da sabedoria de Deus e, por isso mesmo, perdidos nos meandros de uma intelectualidade vaidosa e de uma arrogância pontificante”. O livro já se encontra em prevenda no formato digital na Amazon.
Balduíno Lélis
O pesquisador e arqueólogo paraibano Balduíno Lélis, falecido aos 88 anos, em 2020, será protagonista de série documental com 5 episódios em vídeo - “O homem da memória”, que está sendo organizado por sua filha Bebel Lélis.

O primeiro episódio, já gravado, conta com depoimentos dos escritores José Nunes, Gonzaga Rodrigues, Ângela Bezerra de Castro, da geógrafa Janete Lins Rodrigues, do fotógrafo Antônio David Diniz, do artista plástico Chico Pereira, de Maria Dulce (esposa) e Alice Monteiro (filha).

Por ter sido responsável pela implantação de 14 museus, Balduíno Lélis, ficou conhecido como o “Senhor Museu”, além de ter criado a Universidade Leiga do Trabalho, hoje reconhecida pelo Ministério da Cultura como "Pontão de Cultura" que capacita e forma os jovens como “Guardiões da Memória”.


O lançamento oficial do primeiro episódio será ainda neste semestre, em projeto realizado com recursos da Lei Aldir Blanc e apoio da Secretaria de Estado da Cultura da Paraíba.
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“O que a mídia, o noticiário e a propaganda divulgam nem sempre condiz com a realidade dos fatos. Tem mais a ver com a conveniência de quem manda. Mesmo quando o assunto é de interesse mundial, como, por exemplo, uma guerra. “... sobre a iminência da terceira guerra mundial. Terceira e última porquanto se travaria com ogivas atômicas e, por consequência, com a extinção da humanidade. O cronista Frutuoso Chaves aborda o preocupante tema no texto “A primeira vítima”.
“As cortinas se abrem à imaginação de um palco histórico de lutas, sonhos e grandezas humanas, montado na crônica "Por trás do palco", de Gonzaga Rodrigues, que evoca o drama sociopolítico em “um mundo que pode ser saudade e que também pode ser estímulo e lição”.
“Bastou o convite de seu filho para ir a uma exposição de Marc Chagall, para que um mundo de arte se deslumbrasse aos dois, encantados com sua obra, inclusive o teto da Ópera de Paris, um de seus mais importantes trabalhos, que reflete o desejo do próprio autor, de criar “um ramalhete de sonhos, com atores e músicos cantando como pássaros, sem teoria ou método, rendendo homenagem aos grandes compositores de óperas e de ballets”- No texto “Um violinista sem fronteiras”, a escritora Sonia Zaghetto descreve a lúdica experiência vivida com o filho, em uma viagem a Montreal, diante da poesia de tão bela arte.”
Caix@ Postal
"Emocionante, meu caro amigo! Feliz em compartilhar suas puras e genuínas emoções da meia-idade. Afetuoso abraço!"
Irenaldo Quintans ▪ 29.05.2022
Comentário sobre o texto “Sobre netos e amores”, de Stelo Queiroga.


"Boa é a discussão no plano elevado das idéias... Briga, ninguém sabe quando termina. Pode demorar anos, e terminar numa tragédia..."
Samacedo Júnior ▪ 28.05.2022
Comentário sobre o texto “A briga sempre ganha”, de Marcos Pires.


"Aquele artigo de Petrônio Souto teve grande repercussão, o que demonstra o descontentamento da população com esse absurdo que está acontecendo. Até as proximidades da FCJA a praia do Cabo Branco dá pena. Mas, Arael a gente tem que se reunir e se articular com o MPF porque aquela área é patrimônio da União."
Flávio Ramalho de Brito ▪ 26.05.2022
Comentário sobre o texto “Virou zona”, de Arael Costa.

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