Paz Arma quente Já disse um poeta (Quem Diz guerra?) Se a dor não importa Adorar Deuses é tolice E só restam portas tranc...
Já contei uma infinidade de vezes que passei quase todo o mês de maio de 1989 pintando "a Ceia", no Sindicato dos Bancários...
Gênios eternos
Escrevo em 25 de março de 2025, uma terça-feira, exatamente oitenta anos depois do nascimento de Leila Diniz, a eterna musa naciona...
Leila chega aos oitenta
Muitos passam a vida inteira ansiando por amor, buscando desesperadamente ser amados, reconhecidos e valorizados; o que é natural e comp...
Dar ou receber?
O tempo tem seus descompassos no calendário da memória. Em 1951, logo que cheguei a João Pessoa, desci a escadaria de A União , onde s...
Voltando a Sapé
“Saúda, por mim, Abu Bakr, os queridos lugares de Silves e diz-me se deles a saudade é tão grande quanto a minha. Saúda o Palácio das V...
Rumo ao Sul: a alquimia da felicidade
Quando a gente tem filhos, são tantos desafios a cumprir, desde que o teste dá positivo que um turbilhão de hormônios e mudanças no cor...
Os Portfólios de Luísa
O escritor Manoel Lobato (11.12.1925—25.07.2020) foi meu correspondente por mais de 40 anos. Suas cartas, enviadas mais de duas v...
A vida e a morte
Chego hoje aos 76 anos de vida. Terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado d...
Voltando às origens
O livro O caçador de lagostas (São Paulo: Labrador, 2018; ilustrações de Flávio Tavares), de Sérgio Rolim Mendonça, se parece com o se...
O caçador de conhecimentos
O meu amigo Stephen Hawking está me dando um nó na cabeça delicioso. Em sua “Breve História do Tempo” ele mistura e soca ...
Ebulições do espaço tempo
Repetindo o colega escritor, posso dizer que ultimamente tenho pensado muito na morte; só espero que não seja recíproco. Dito isto, ...
Alain Delon, Piancó, Chicó e eu
O sol da manhã se derramou sobre a aldeia no norte da Itália. As casas simples, de pedra e madeira, respiravam quietude. Sophia atrav...
O último caçador
“Casalzinho lindo”, observava, costumeiramente, dona Tereza, a costureira. “Esses dois nasceram um para o outro”, profetizava dona Al...
A gente é para o que nasce
Tudo que há está se desmanchando, então olho não para a morte de tudo, mas para novos arranjos. É o que acontece, por exemplo, com o ...
Afinal, morrer não é o fim!
O conceito de morte, no pensamento do filósofo, escritor e professor alemão Martin Heidegger (1889-1976), gravita no seu livro Ser e T...
Sentido da morte em ser e tempo
Nos dias atuais, a sociedade enfrenta desafios sem precedentes que exigem uma reflexão profunda sobre nosso estilo de vida e o impact...
A responsabilidade coletiva na construção de um futuro sustentável
DESCASO Disseram-me para ser o homem da casa quando já não havia lar, quando queria eu ser mais menino e ter o direito ...
Poemas Esparsos (IV)
Esclareço de antemão que sou um defensor da tradução, muitas vezes a única opção que temos para conhecer um texto. Do mesmo modo, r...
Entre o traduzível e o desejável
Tire sua dor do meu caminho Não é de hoje que ouço, ou algumas vezes leio, a máxima de que a felicidade é uma prerrogativa dos idiot...
Por que complicar?
Título: CONTANDO PRA MIM Autora Letícia Alminhana
Dica de leitura: Contando para mim
Em reconhecimento aos vultos da Igreja de elevado conhecimento nas áreas do saber filosófico e teológico, a Academia Paraibana de Let...
Um bispo na Academia
O beijo é o selo da paixão. Não se concebe sem ele o encontro de duas pessoas que se desejam. Hollywood, ...
Sobre o beijo
Minha existência se estende para além das fronteiras do "eu". Subir os degraus de qualquer monumento a cada manhã me perm...
Ato saudável
Assim começou o ano. Digo o pós-carnaval. Com chuva e o mar ficou amarronzado. E fui a Cabedelo comer umas delícias e fiquei a contem...
Águas de Março
A colunista Ruth de Aquino, de O Globo, já escreveu tudo sobre o assunto, na edição de 14/3/2025. Não há, definitivamente, o que se a...
Mulher viajando sozinha
“Despertai, a brisa da manhã de Nowruz está a regar o jardim com flores.” Sa’di de Shiraz “Soprou a brisa da manhã e a fragrânc...
Nowruz: Ano Novo Persa
Sa’di de Shiraz
Jorge Luis Borges in “Limites”
Outros rituais curiosos desta quarta-feira, em regra celebrados entre os iranianos, é o Kūze Shekastan, que significa “quebrar o vaso de barro”, destruindo simbolicamente todo o infortúnio, o Gereh-goshāi, que consiste em dar um nó numa das pontas de um lenço ou de uma toalha de mesa e pedir à primeira pessoa que se encontre para o desfazer, a fim de anular tudo aquilo que “amarre a vida”, e o qashogh-zani (bater com a colher) que simboliza afastar a má sorte através do barulho de panelas ou de colheres a bater em tigelas de metal. As crianças e jovens vão de casa em casa, mantendo o rosto e o corpo escondidos com lençóis para não serem reconhecidos. Ao parar em frente a cada porta recebem, de quem lá mora, doces, frutas secas ou outros pequenos presentes.
Além destes, poderão ser ainda acrescentados outros artigos como sonbol (jacinto) – simboliza a chegada da Primavera, sekkeh (moedas) – simbolizam a prosperidade, um sa’at (relógio) – simbolizando o tempo, sepand (arruda), sepestan (sebestena) e um samovar (utensílio culinário utilizado para aquecer água e servir chá). Algumas famílias também acrescentam um pequeno aquário com peixes dourados (mahi) – simbolizando o progresso, ovos coloridos (os tokhme morgh) – simbolizando a fertilidade –, uma flor de laranjeira a flutuar numa tigela de água, romãs, castanhas e passas (entre elas a ajil-e moshkel-gosha ou “frutos que resolvem problemas”).
Na cultura iraniana, o número sete sempre foi considerado um número com uma forte carga cabalística, de bom presságio, desde os tempos mais antigos, e os sete itens representam os sete anjos anunciadores da vida:
Mohammad-Baqer Majlesi, na obra Bihar al-Anwar (“Oceanos de Luzes”, uma compilação enciclopédica em árabe de tradições imamitas) escreve a dado trecho:
Também Ferdowsi, na obra Shāh-nāmeh (“O Livro dos Reis”), registou que os céus e a terra são “feitos cada um de sete estratos”. E também narrou as “sete façanhas maravilhosas de Rostam”, as mais populares entre os heróis da tradição épica persa. Em textos de tempos distantes, as “sete histórias do inferno” são frequentemente mencionadas, e é feita referência a um “rei das Sete Terras” (o texto introdutório de Shāh-nāmeh também menciona “sete terras” ou “sete regiões”).
Graças ao estudo do sânscrito e ao profundo conhecimento de cultura da Pérsia e da Índia, o astrónomo, matemático, etnógrafo, antropólogo, historiador e geógrafo al-Biruni oferece muitas informações sobre o Nowruz, especialmente nos livros Asar Al-Bagiah e Al-Qanun al-Masoudi.
Relativamente ao Khawja Piruz, conta a tradição que, ainda hoje, em países como o Irão, durante a celebração do Nowruz, um bando de simpáticos trovadores conhecidos como Haji Firuz, com os rostos pintados de negro, vestidos com roupas coloridas
Enquanto o Haji Firuz é um jovem e animado palhacinho que toca tamborim e dança anunciando a festa do Ano Novo, o Amu Nowruz é mais conhecido como a figura de um ancião respeitável, de barbas brancas, túnica verde e cajado na mão representando, com a sua longevidade, a presença histórica do Nowruz, cuja tradição passa de geração em geração. Por outro lado, o Haji Firuz passa pedindo Eidi (presentes em dinheiro), enquanto o Amu Nowruz
Descrito pelo astrónomo e poeta persa do século XI Omar Khayyam como “a renovação do mundo”, o termo Nowruz aparece pela primeira vez em documentos do século II a.C., mas há razões para acreditar que a celebração seja bem mais antiga e que provavelmente seria já um dia importante durante a dinastia Aqueménida (cerca de 559 a.C. - 330 a.C.). Um dos exemplos mais significativos é o de Ciro, “o Grande”, quando declarou esta data como feriado nacional, em 538 a.C., estabelecendo assim a importância cultural do Nowruz para os persas.
O Nowruz está intimamente ligado ao Zoroastrismo, antiga religião pré-islâmica fundada por Zaratustra (mais amplamente conhecido fora do Irão como Zoroastro, a forma grega do seu nome). Os zoroastrianos (parsis) acreditavam que a primavera anunciava o triunfo do bem (o deus da luz, Ahura Mazda, “Senhor Sábio”) sobre o mal (o deus da escuridão, Angra Mainyu, o Druj, “a Mentira”). O festival representava o renascimento da vida, da natureza e a vitória do bem sobre o mal.
O Nowruz é mais do que a chegada de um novo ano. É um momento eterno de celebração, vida renovada, esperança, primavera e a beleza da natureza. As suas raízes estão arreigadas nas antigas tradições persas. Abrange linhas religiosas e culturais e reúne milhões de pessoas ao redor do mundo em valores compartilhados de gratidão, união e de esperança. Da mesa simbólica aos exuberantes eventos sociais e ao ar livre, o Nowruz representa a necessidade humana universal de novos começos e um relacionamento harmonioso com a natureza.
Como curiosidade suplementar, este ano celebra-se o Nowruz no mesmo período em que decorre o Ramadão (28 de fevereiro - 30 de março). Esta coincidência deriva da diferença entre o calendário lunar islâmico (Hijri) e o calendário solar persa (Jalaali). Para os muçulmanos que celebram o Nowruz, pode ser um desafio conciliar o espírito festivo e as principais celebrações do ano novo com as exigências do Ramadão, especialmente com o jejum (sawm) durante o dia. Alguns poderão optar por celebrar o Nowruz com jantares mais simples após o pôr do sol, durante a iftar enquanto refeição que quebra o jejum.
Sâl-e no mobârak. Que o Ano Novo Persa traga a todos Saúde, Amor, Alegria, Renovação, Paz, Prosperidade e Sabedoria.
Sejam dormitando em nós mesmos ou espalhadas ao nosso redor, as sementes das maiores virtudes aguardam o momento de serem cultivadas. ...
Onde estão as sementes do bem?
Não houve golpe mais drástico no viço do meu artesanato do que terem exonerado o papel linha d’água da impressão dos meus escritos. P...
O leitor invisível
Este texto é produto da memória que guardo dos fatos. O prazer de fazê-lo é incomensurável e apesar da natural fragilidade do recurso...









































































