“Qualquer um que construa uma mesquita para Deus, mesmo do tamanho de um ninho de um cortiçol, com base na sua devoção, Deus construirá para ele um palácio no Paraíso.”
(“Man bana masjidan lillahi ka-mafhasi qatatin aw asghara, bana Allahu lahu baytan fi al-Jannah.”)
Dito atribuído ao profeta Maomé e relatado por Jabir ibn ʿAbd Allah ibn ʿAmr ibn Haram al-Ansari, proeminente Companheiro e importante autoridade para a biografia de Maomé e da história inicial do Islão.
(“Man bana masjidan lillahi ka-mafhasi qatatin aw asghara, bana Allahu lahu baytan fi al-Jannah.”)
Dito atribuído ao profeta Maomé e relatado por Jabir ibn ʿAbd Allah ibn ʿAmr ibn Haram al-Ansari, proeminente Companheiro e importante autoridade para a biografia de Maomé e da história inicial do Islão.
Embora não sejam essenciais para se orar, as mesquitas (al-masajid1) são lugares de prosternação2 e, ao longo dos tempos, têm estado ligadas não apenas às preces,
1 Al-masajid: plural de masjid, que significa literalmente “lugar de prostração”, sajdah, do verbo sajada, “prostrar-se” ou “ajoelhar-se”;
2 Casas que Deus permitiu que se elevassem para que nelas se recorde o Seu nome e nelas O louvem. Alcorão, surata An-Nur, XXIV:36.
mas a escolas de ensino (madaris; madrasah, no singular) e como mausoléus de muçulmanos proeminentes, particularmente mártires, califas e sufis.2 Casas que Deus permitiu que se elevassem para que nelas se recorde o Seu nome e nelas O louvem. Alcorão, surata An-Nur, XXIV:36.
Ao entrarem numa mesquita, também chamada de “Casa de Deus” (al-baitul’ Allah), os muçulmanos deverão descalçar-se, entrar com o pé direito e fazer uma suplica especial (dua):
Fotos: R. Baker / W. Sikh
Os interiores das mesquitas são simples, com poucas paredes internas, visto só se pretender um único espaço para o culto e onde os crentes e os não crentes, seja qual for a sua categoria social, deverão entrar descalços. Estes templos constam, de um modo geral, de uma vasta construção quadrangular orientada de tal modo que uma linha traçada diretamente a partir de Meca3 faria um ângulo reto com ela, com arcos (ar-rawq) e arcadas (ar-riwaqs),
3 Makkah al-Mukarramah, “a Honrada” ou “a Nobre”: a cidade mais sagrada do Islão, localizada no Reino da Arábia Saudita, centro espiritual dos muçulmanos de todo o mundo.
tendo no centro um pátio aberto (as-sahn), que antecede o haram (espaço de culto destinado às orações), com uma fonte, um poço (al-bi’r) ou tanques destinados às abluções onde os fiéis se purificam, lavando, sequencialmente, rosto, mãos, antebraços e pés (na mesquita, a água com o seu simbolismo de “purificação” serve para marcar a passagem do profano ao sagrado, do mundo real para o transcendente).Imagem: ALCR
Foto: A. Çuhadar
Foto: E. Topcu
Foto: A. Üral
"Ó Deus, dá-me um lugar debaixo da sombra do Teu trono no dia em que não haverá outra sombra senão a do Teu trono. Ó Deus! Põe-me entre o número daqueles que dão ouvidos à boa Palavra, pois seguem a melhor dela. Ó Deus! Liberta a minha nuca do inferno".
"Allahumma adhillni ta’ta dhilli ‘arshika yawma la dhilla illa dhilluk, Allahumma aj’alni min alladhina yastami’una al-qawla fayattabi’una ahsanahu, Allahumma a’tiq raqabati min an-nar".
Por fim, lava ambos os pés até aos tornozelos, também por três vezes, começando pelo pé direito “Ó Deus, firma os meus passos sobre a ponte as-sirat4,
4 Ponte “mais fina que um cabelo e mais afiada que uma espada” que se estende sobre o Inferno e que todas as pessoas terão de atravessar no Dia do Julgamento (Yawm al-Qiyamah) para alcançar o Paraíso.
onde os pés escorregam” (“Allahumma thabbit qadami ‘ala as-sirat yawma tazullu fihil-aqdam”) terminando no pé esquerdo: “Ó Deus, torna os meus pecados perdoados, o esforço agradecido e o negócio sem perda” (“Allahumma-j’al dhanbi maghfuura, wa sa’i mashkuura, wa tijaratan lan tabuur”).Foto: A. Torres
Após esta operação, o crente coloca-se de pé, com as pernas afastadas, sob um pequeno tapete (as-sajjada) ou esteira, leva as mãos aos ouvidos e exalta Allahu Akbar (“Deus é Maior”). Depois, baixando as mãos,
Foto: M. Baysal
Seguidamente, adota ruku (“genuflexão”), gesto fundamental entre os vários que constituem o ritual da prece, curvando-se para diante de modo que o corpo forme um ângulo reto, com as palmas das mãos apoiadas nos joelhos. Retoma depois a posição ereta, levantando as mãos e pronunciando uma fórmula sagrada, enquanto os olhos focam o local onde a testa assentará, após o que se prostrará de modo a que as palmas das mãos, a fronte, o nariz, os joelhos e os dedos dos pés contactem com o solo. Enquanto estiver prostrado, diz por três vezes: “Glorificado seja o meu Senhor, o Altíssimo” (Subhana Rabbiyal-A’la). Deve haver espaço suficiente entre o peito e os braços, as pernas e a barriga, de modo a não se tocarem, mas a ficarem ligeiramente separados.
Fotos: A. Darmel
Foto: Thirdman
Finalmente retoma a posição de joelhos, apoiado nos calcanhares (al-jalsa) e senta-se, mantendo o pé direito erguido sobre os dedos e o esquerdo numa posição deitada, debaixo das nádegas (al-qa’dah). Neste estádio cumpre a prece interior de intenção, guardando uma permanente imobilidade respeitosa, serena e apoiada. Completa-se a oração com a saudação de paz (salam) ao seu semelhante, virando a face, alternadamente, para a direita e para a esquerda, dizendo: “a Paz e a Misericórdia de Deus esteja convosco” ("Assalamu ‘alaikum ua rahmatullah").
Ao deixar o local de culto o crente deverá calçar primeiro o sapato direito e depois o esquerdo. O vestuário (al-libas) correto é de importância vital quando se reza. Os homens (ar-rijal) devem tapar o corpo, no mínimo, desde o umbigo aos joelhos (satr, a parte do corpo a ser coberta), cobrindo-se com o jalabiya ou com a tradicional túnica dishdasha (ou thawb).
Foto: S. Mazin
No ofício islâmico, em congregação, dever-se-á ignorar o estatuto ou posição social de cada crente. Não há reis e súbditos, nem pobres e ricos, nem diferentes cores de pele. Não existe primeira ou segunda classe, nem bancos dianteiros ou traseiros, nem assentos reservados ou públicos. Na multidão de fiéis que se alinham para a oração, o pobre fica junto do rico e o servo ao lado do patrão. Todos os crentes permanecem de pé e agem lado a lado, da maneira mais disciplinada e exemplar, longe de qualquer consideração mundana. A mesquita possui esse papel centralizador devido ao facto da religião conceber todas as dimensões da vida humana.
“E dos seus prodígios são a noite e o dia, o sol e a lua. Não vos prostreis diante do sol nem da lua, mas prostrai-vos diante de Deus que os criou se, na verdade, é a Ele que desejais adorar”
Alcorão, Surata Fussilat, XLI, 41:37.
Oração no Deserto ▪ Arte: Eugène Girardet, S.XIX ▪ Museu Bonnat-Helleu, Bayonne, França
Foto: A. Darmel
Os pátios das mesquitas são ladeados por colunas de mármore, com capitéis, existindo no centro um recinto ou sala, criando-se um espaço ininterrupto encimado por meio de uma única cúpula (al-qubba), transmitindo uma sensação autêntica de profundidade silenciosa, que é o templo propriamente dito. Estes espaços, sem altares nem imagens, estão decorados com paredes de azulejo, mas é raro serem figurativos, sendo geralmente pintados com desenhos caligráficos, baseados em versículos do Alcorão. Como a representação de seres vivos é desaconselhada, a caligrafia, com padrões vivamente coloridos, tem um lugar importante nesta arte, explicado pelas qualidades decorativas da escrita árabe (cúfica ornamental ou cursiva caligrafada), assim como pelo próprio valor religioso das inscrições.
Foto: S. Başbil
Foto: O. Havelka
Foto: A. Darmel
Fotos: Dosseman / Wikimedia
Egzon Ibrahimi - Azan Maghrib ▪ YT EgzonIbrahimiOfficial
Acompanhe o programa semanal Um Certo Oriente, apresentado pelo autor, com duração de uma hora, transmitido nas seguintes emissoras e horários (de Portugal), via internet:
Segunda-feira
00h00 Rádio Antena Livre 96.7 FM | Abrantes
01h00 Rádio Salesiana | Alijó, Sabrosa, Entroncamento
10h00 Rádio EuroPub | Terrugem
15h00 Rádio Portimão 106.5 FM | Portimão
16h00 Rádio Vila Nova RVN | Cucujães
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21h00 Rádio Torre de Moncorvo 95.9 FM | Torre de Moncorvo
21h00 Rádio VFM | Vouzela
22h00 RLX Rádio Lisboa | Odivelas
Terça-feira
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22h00 Rádio EuroPub | Terrugem
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Quarta-feira
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20h00 Rádio Vila Nova RVN | Cucujães
21h00 Rádio Via Aberta | Lisboa
22h00 Rádio Marmeleira | Rio Maior / Ribatejo
Quinta-feira
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11h00 Rádio Alcobaça | Alcobaça
20h00 Rádio Gilão | Tavira
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23h00 Rádio Cantinho da Madeira | Madeira
Sexta-feira
01h00 Rádio Tejo 102.9 FM | Cartaxo
04h00 Rádio Vila Nova RVN | Cucujães
18h00 Rádio Voz dos Açores | Angra do Heroísmo / Ponta Delgada
20h00 Rádio Tejo 102.9 FM | Cartaxo
20h00 Rádio Gilão FM | Tavira |
23h00 Rádio Torre de Moncorvo 95.9 FM | Torre de Moncorvo
Sábado
03h00 Rádio Castrense 93.0 FM | Castro Verde
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14h00 Rádio Alpes Suíços | Fully, Suíça
14h00 Rádio Ourique 94.2 FM | Ourique
15h00 Rádio Salesiana | Alijó, Sabrosa, Entroncamento
16h00 Rádio Antena Mais | Esch-sur-Alzette, Luxemburgo (horário de Luxemburgo)
18h00 Antena Web (Canal 1) | Vila Nova de Gaia
18h00 Rádio JM | Maia
20h00 Rádio Portimão 106.5 FM | Portimão
20h00 Rádio MexFM.com | S. Paulo, Brasil (horário de Brasília)
21h00 Rádio Horizonte Atlântico | Santarém / Horta / Açores (horário dos Açores)
21h00 Rádio Clube Penafiel 91.8 FM | Penafiel
21h00 Rádio Bobadela 2020 | Bobadela
Domingo
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06h00 Rádio Tejo 102.9 FM | Cartaxo
10h00 Rádio Coração do Alentejo | Abrantes
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14h00 Rádio Mértola | Mértola
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18h00 Rádio Onda Nacional | Barcelos
19h00 Rádio Dueça 94.5 FM | Miranda do Corvo
20h00 Rádio Voz Online na Cossoul | Lisboa
20h00 Rádio Tágide | Abrantes
21h00 Canal Viana | Viana do Castelo
21h00 Rádio Marmeleira | Marmeleira / Ribatejo
21h00 Rádio Torre de Moncorvo 95.9 FM | Torre de Moncorvo
22h00 Rádio Cultural da Filarmónica Pampilhosense | Pampilhosa
▪ No Brasil, a emissão ocorre três horas a menos em relação ao horário de Portugal (ou quatro horas, durante o verão do Hemisfério Norte).
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