Lendo o livro “Servir a quem vence” do querido Astier Basílio, me deparei com o poema ESQUECER: Esquecer é retirar as facas e colo...

Facas

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Lendo o livro “Servir a quem vence” do querido Astier Basílio, me deparei com o poema ESQUECER:

Esquecer é retirar as facas e colocá-las no lugar correto.
Eis um exercício diário: não usar facas e retirar as que foram encravadas em nossas costas. Não é fácil, principalmente quando vêm de “mãos amigas”. Mas, não há outro jeito. Para continuar é preciso estancar
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o sangue da decepção, levantar, sacudir a poeira e seguir.

Todas as vezes que Deus nos presenteia com um novo amanhecer, pelas bandas de cá, precisamos ter coragem de esquecer, pegar as facas e colocá-las no lugar correto. E onde é esse lugar?

Depende de qual faqueiro ela faz parte.

Se a faca pertencer ao teu faqueiro, pensa se vale a pena usá-la. Observa onde ela pode ser guardada: no compartimento do perdão ou no da compreensão? No compartimento da caridade ou do tempo?

Tu saberás qual, basta ter serenidade e sabedoria para te enxergar e para enxergar o outro como ele realmente é.

Tu precisas escolher.

Escolhe!

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Se a faca for encravada em tuas costas pelo “fogo amigo”, tirá-la vai ser difícil, vai te fazer sangrar de desgosto, mas é preciso, é imprescindível. Não para devolvê-la. Não para ferir de volta. Não para alimentar ressentimento. Tira-a e, apenas, joga-a no lixo do desprezo e da indiferença que ela, por si só, se destruirá. Tira-a para não tê-la em tua vida.

Sigamos sem ferir quem divide a caminhada conosco, seja quem nos levanta, seja quem tenta nos derrubar.

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