Os dois vão de carro pela estrada e, de repente, sentem um solavanco.
— Ai, Manduca! Parece que o pneu estourou.
— Como sabes, Sereno?
— Ai, Manduca! Parece que o pneu estourou.
— Como sabes, Sereno?
GD'Art
Descem, examinam as rodas e veem que, de fato, um dos pneus está murcho.
— Anda, vai atrás de um macaco.
— Como?! O zoológico fica a mais de 30 quilômetros!
— Não me refiro ao animal macaco, mas ao instrumento que serve para suspender o carro.
— Suspender? Mas o que ele fez de errado?
— Estúrdio! Não falo de aplicar uma suspensão, mas de levantar um dos lados para mudar o pneu.
— Ah... — dá-se conta Manduca. Abre o porta-malas e tira o macaco.
— Pronto. Está aqui. — Insere o macaco no lugar adequado e começa a rodar a manivela. O carro se levanta aos poucos do lado esquerdo.
GD'Art
Manduca retira o macaco e o leva para o outro lado. Repete a operação anterior.
— Pronto.
— Pronto? Não achas que falta alguma coisa?
— Deixa-me ver...
— O estepe, o estepe.
— Estepe? Mas vejo aqui muitas árvores...
— Refiro-me ao pneu de suporte. Vai buscar.
— Não há por aqui loja de pneus. Onde iríamos comprá-lo?
— Então não sabes que ele fica no compartimento de trás? Junto do macaco?
— Então era para isso que ele servia...
— "Servia"?
GD'Art
— Vendeste? E agora? Como vamos tirar o carro do prego?
— Não é o prego que deve ser tirado do carro?
— Claro, claro... Quero dizer: como vamos chegar em casa?
— Ainda tenho aqui algum dinheiro. Dá para pegarmos um ônibus. Em casa providenciamos um reboque.
— Brilhante ideia! Felizmente ainda pensas. Vamos esperar o ônibus.
Ficam um tempo à beira da estrada e veem que o céu está se carregando de nuvens.
— E agora? Vai chover. Vou buscar o guarda-chuva no carro.
— Corre, Manduca. Faz mesmo isso... Pensando bem, por que não entramos no automóvel?
GD'Art
— Ficamos só o tempo de passar a chuva... — pondera Sereno.
— Sendo assim, está bem. Mas não ligue o motor.











