“A natureza do plano espiritual reflete as emissões mentais dos seus habitantes, sendo organizada por elementos semelhantes aos do plano fí...

A natureza no plano espiritual

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“A natureza do plano espiritual reflete as emissões mentais dos seus habitantes, sendo organizada por elementos semelhantes aos do plano físico, porém mais aperfeiçoados e leves, porque a matéria se encontra em outra dimensão vibratória”, assinala articulista de Reformador.

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No plano espiritual, o homem desencarnado vai lidar mais diretamente com um fluido vivo e multiforme, estuante e inestancável, a nascer-lhe da própria alma, uma vez que podemos defini-lo, até certo ponto, por subproduto do fluido cósmico, absorvido pela mente humana em processo vitalista semelhante à respiração.

As construções humanas e também as que estão presentes na natureza — reservatórios hídricos (oceanos, mares, rios, lagos e fontes), planícies e planaltos, flora (florestas, bosques, pomares, flores) e fauna diversificada integram a paisagem do plano extrafísico.

Plantas e animais domesticados pela inteligência humana, durante milênios, podem ser aí aclimatados e aprimorados por determinados períodos de existência, ao fim dos quais regressam aos seus núcleos de origem no solo terrestre para que avancem na romagem evolutiva, compensados com valiosas aquisições de acrisolamento, pelas quais auxiliam a flora e a fauna habituais à Terra, com os benefícios das chamadas mutações espontâneas.

Locomoção no plano espiritual

Excetuando-se as entidades que vivem nas regiões inferiores, fortemente vinculadas à crosta planetária, os Espíritos se locomovem através da volitação do corpo perispiritual. Volitar tem o mesmo significado de esvoaçar. É locomover-se acima do solo, sem auxílio de instrumentos ou de veículos. Isso é possível porque, estando os desencarnados destituídos do veículo físico, possuidor de maior peso específico, podem elevar-se na atmosfera. Evidentemente, os Espíritos mais materializados utilizam normalmente as pernas e os pés.

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Em algumas cidades da espiritualidade os habitantes utilizam veículos que os transportam de um local para outro, mesmo que possam volitar. O aeróbus é um desses veículos, citado no livro Nosso Lar, de autoria de André Luiz e psicografado por Chico Xavier. Trata-se de um carro aéreo, tipo folicular, que desce até o solo, com a capacidade para transportar um número maior de Espíritos, de uma só vez. Já a volitação rápida é característica dos Espíritos evoluídos. Eles podem locomover-se com incrível velocidade, “[...] com a rapidez do pensamento.”

A comunicação entre os Espíritos


Os Espíritos se entendem por meio da comunicação telepática, projetando as próprias imagens mentais, mas utilizam também a linguagem articulada, usual entre os encarnados, sobretudo nas regiões mais próximas ao plano físico. Nas regiões superiores, o processo é inteiramente mental.
Círculos espirituais existem, em planos de grande sublimação, nos quais os desencarnados, sustentando consigo mais elevados recursos de riqueza interior, pela cultura e pela grandeza moral, conseguem plasmar, com as próprias ideias, quadros vivos que lhes confirmem a mensagem ou o ensinamento, seja em silêncio, seja com a despesa mínima de suprimento verbal, em livres circuitos mentais de arte e beleza, tanto quanto muitas Inteligências infelizes, treinadas na ciência da reflexão, conseguem formar telas aflitivas em circuitos mentais fechados e obsessivos sobre as mentes que magneticamente jugulam.

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Os Espíritos de mediana evolução não se desvinculam dos ditames linguísticos, de imediato, os que lhes caracterizavam o idioma pátrio da última reencarnação.

[...] Todavia, não obstante reconhecermos que a imagem está na base de todo intercâmbio entre as criaturas encarnadas ou não, é forçoso observar que a linguagem articulada, no chamado espaço das nações, ainda possui fundamental importância nas regiões a que o homem comum será transferido imediatamente após desligar-se do corpo físico.

Alimentação dos Espíritos

Não há dúvidas de que os desencarnados se alimentam, mas de forma diferente da usual no plano físico, visto que o aparelho digestivo do perispírito sofre modificações restritivas, apropriado à ingestão de alimentos mais fluídicos. André Luiz explica que os alimentos são absorvidos por difusão cutânea no perispírito que, “[...] por meio de sua extrema porosidade, nutre-se de produtos sutilizados ou sínteses quimioeletromagnéticas, hauridas no reservatório da natureza e no intercâmbio de raios vitalizantes e reconstituintes do amor com que os seres se sustentam entre si.”

A vestimenta no plano espiritual

Em geral, “[...] os Espíritos se apresentam vestidos de túnicas, envoltos em amplas roupagens, ou mesmo com os trajes que usavam em vida. O envolvimento em tecidos de gaze parece costume geral no mundo dos Espíritos.

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[...].” O vestuário dos Espíritos menos evoluídos varia enormemente, atendendo a gostos pessoais que variam de trajes mais simples aos principescos. Há, inclusive, Espíritos que se utilizam de vestuários e acessórios específicos de certas profissões.

Depois de sua longa e bem-sucedida experiência como médium, Yvonne Pereira conclui:

Os [...] Espíritos se trajam e modificam a aparência das vestes que usam conforme lhes apraz, exclusão feita de alguns muito inferiores e criminosos, geralmente obsessores da mais ínfima espécie, cuja mente não possui vibrações à altura de efetuar a admirável “operação plástica” requerida. Por isso mesmo, a aparência destes últimos costuma ser chocante para o vidente, pela fealdade, ou simplesmente pela miséria, pois se apresentam cobertos de andrajos e farrapos, como que empapados de lama, ou embuçados em longos sudários negros, com mantos ou capas que lhes envolvem os ombros, e, não raro, mascarados por um saco negro enfiado na cabeça, com duas aberturas à altura dos olhos. [...] Longos chapéus costumam trazer também, assim como botas de canos altos.

Os Espíritos superiores, ao contrário, apresentam-se aureolados de luminosidade safirina. Suas vestes são brilhantes, vaporosas, resplandecentes. É o caso de Matilde, citado no livro Libertação, de André Luiz, e de Bittencourt Sampaio, registrado no livro Voltei, do Irmão Jacob, ambos psicografados por Francisco Cândido Xavier.


Marta Antunes de Moura é escritora e vice-presidente da Federação Espírita Brasileira
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