Um dos tipos de vaidade, digamos assim, “abstrata”, e que facilmente reconhecemos em uma pessoa, é a soberba. Você percebe na criatura que ela acredita ser melhor do que os outros, que ela está acima de tudo e de todos, que trata com desdém e desconsideração os demais e que realmente carece de humanidade e de sensibilidade.
Um outro tipo de vaidade é aquela que, ao contrário de ser abstrata, é palpável e visível: é a vaidade feminina. Eu sou vaidosa (rsss). Comemorei os meus 30 anos com um leve desconforto, com um presente indesejável. Realmente de entristecer a minha criatura (rsss). Hoje, aos meus 66 anos de idade, eu rio de tudo aquilo. Aos trinta, percebi que surgiram alguns fios de prata em meus cabelos. Aprendi desde cedo a ter medo de cabelos brancos (rsss). A natural abominação por parte da bisavó, da avó, da mãe, todas muito vaidosas com os seus cabelos.
Todo o meu apreço, respeito e consideração às mulheres que assumem os seus cabelos brancos, apesar de eu ser estritamente contrária a tal decisão. Os meus cabelos brancos estão coloridos, bem escovados e felizes (rsssss). Eu não me sentiria mais feliz de outra forma a não ser assim.
As pessoas que recorrem a extremos de beleza e de vaidade para se sentirem felizes causam uma dependência, uma carência muito forte. Sentir-se realizado com práticas excessivas não indica boa condição emocional. São carentes... de quê? De elogios, de serem olhadas. Você querer causar impacto, “lacrar”, termo tão usado nos dias atuais, é, no mínimo, uma carência de atenção muito grande.
O ego muito vaidoso sente-se massageado e feliz, sem perceber que se escraviza diante da aprovação alheia. Com um “like”, ficam dependentes diante de uma efemeridade, de uma bobagem que, para eles, significa tudo.
Há que se observar que vaidades extremas estão sempre de mãos dadas com riscos à saúde do nosso corpo. Até onde vai a vaidade humana?
