Pondero sempre. Somos desnecessários… “PLUNCT! PLACT! ZUM: NÃO VAIS A LUGAR NENHUM.” Ao responder a um admirador do Instagram, com o pouco tempo de que disponho, mas necessário para afagar o desejo dele:
“Não tenho nada a lhe dizer, pois você é desnecessário para a minha existência, para a minha formação social ou para a minha consideração. Também não lhe devo explicações. Nunca tivemos amizade e jamais lhe faltei com respeito ou fui mal-educado. Considero-o, pelo menos, como gente, e assim pondero. Se você me considera, ou me considerava admirável, agradeço. Isso significa que percebeu minha ética e minha moral enquanto fez parte de uma equipe da qual também participei ou que coordenei.
Diante de sua jovem percepção e arrogância, informo: cada um oferece o que tem e é, o seu savoir-faire, o seu saber fazer.” E refleti, como sempre, “pra lá de Bagdá, se somos necessários…”.
Diante de sua jovem percepção e arrogância, informo: cada um oferece o que tem e é, o seu savoir-faire, o seu saber fazer.” E refleti, como sempre, “pra lá de Bagdá, se somos necessários…”.
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Além da exploração do cosmo, com a Lua e Marte, busca-se uma maneira de apoderar-se do mundo digital, do conhecimento e daquilo que rege as pessoas. Essa talvez seja uma das maiores rupturas necessárias do nosso tempo.
Será preciso olhar-se no espelho sem poder agredir o outro à distância. O ser humano terá de reduzir seu raio de ação e reaprender o afeto e a percepção educada, com respeito, de ser o outro, e encontrar um meio de melhorar o ser um “benevides”. O que pode ser mais brutal para merecer o tacape é não ser bem-vindo? Tem que ser excluído a fórceps por ignorância? A insistência em dominar o espaço alheio, condicionando e aprisionando massas, manipulando informações e explorando a fragilidade emocional das pessoas, querendo que sejam iguais, é difícil. Somos diferentes até em algoritmos.
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Somos frações digitais, zeros e uns, e desafetos.
Voltando ao pensamento inicial: a ruptura do desnecessário não está na direita nem na esquerda. Não são os lados políticos, por si só, que farão a mudança. O que provocará as transformações serão os desejos das populações. Se esses desejos estão certos, equivocados ou manipulados, somente o tempo dirá.
Hoje, porém, a ruptura ocorre por meio da ação dos algoritmos, que conduzem as pessoas a se encontrarem em grupos destinados à polarização do conhecimento e à disputa pelo poder.
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O poder de decidir está em jogo. Brasil, Europa, Portugal, Alemanha e Argentina possuem povos que escolhem seus representantes, mas talvez exista um grande Big Brother por trás de tudo, manipulando os algoritmos.
Se vivemos e aceitamos uma ruptura digital e somos reduzidos a zeros e uns, parece que tudo já está decidido. Ainda assim, as informações e os acontecimentos históricos continuam sendo registrados e lidos. Somos protocolos de dados e afetos.
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A importância desses momentos está em perceber os desafetos, os não “benevides”, e aqueles que têm a necessidade de agredir o outro e o desejo de espelhar-se em um ego que acredita estar do lado correto, o espelho de Narciso.
Todos precisam, de algum modo, construir o real, o imaginário e o simbólico, pela psicanálise lacaniana. O conflito está no real: na doença, na percepção e na experiência concreta. O simbólico está no outro, na maneira como vemos suas atitudes e na forma como os outros nos refletem. O imaginário é aquilo que sonhamos, imagens ideais e do eu, aquilo que vemos e que constitui nossa primeira percepção do real: o ídolo, o mito, atualmente, são falsos. Imagine ter como referências Lula e Bolsonaro?
Assim, PLUNCT! PLACT! ZUM: NÃO VAIS A LUGAR NENHUM.
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Se penso, porém, já me posiciono de maneira direta; já estou torto, já estou definindo. Quando você clica na máquina fotográfica, torna-se o sujeito que atira e decide o momento. Você escolhe o instante de significância e organização que será registrado no inconsciente, sentido e forma, a fração de segundo.
Há, então, a necessidade de sentir-se certo. E talvez a criatura mais triste, em sua solidão, seja justamente aquela que precisa afirmar que está certa, que o que pensa e entrega é a verdade. NÃO VAIS A LUGAR NENHUM.
Precisamos de uma ruptura geral. Acredito que o país não ficará em situação pior do que a atual e que as empresas também não estão satisfeitas com este governo ou o atual desgoverno.
Já vimos esse filme: muito discurso e pouca ação. NÃO VOTO NEM EM BOLSONARO, NEM EM LULA; tenho ética e me envergonho de saber que muitos
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“Não considero ruim a sua indagação, pois ela revela a atitude de uma pessoa raivosa e cooptada por uma opção política equivocada. Você está no seu direito.
Manter, atualmente, uma máscara de ingenuidade, aparentando correção política, mas buscando, no fundo, levar vantagem em tudo, é uma demonstração de consciência cidadã hipócrita e de um tolo arroubo político sem formação. Você é apenas massa de manobra, como muitos parceiros, pessoas e grupos que apoiam a corrupção dos outros.
Quanto às minhas preferências políticas ou pessoais, elas não lhe dizem respeito, assim como não interrogo as suas. Não precisa ser violento ao apontar os desvios que imagina ver em você, nos outros. Mais uma vez, somos diversos, exalamos cheiros diferentes.
Agradeço a deferência, mas sua pessoa e suas preferências não significam nada para mim. Benevides, és desnecessário.
Agradeço sua admiração nos momentos de lucidez. Saúde. Finalizo por aqui.”













