Dialética ela disse que sou homem de paixões avassaladoras não de amores sólidos talvez porque os amores são eternos (e morr...

Amor quando chega

linaldo guedes poesia literatura paraibana
Dialética
ela disse que sou homem de paixões avassaladoras não de amores sólidos talvez porque os amores são eternos (e morrem) e as paixões são instantes (que ficam).
Poética
poeta é bicho esquisito todo mês sangra (versos) e aduba loucuras vermelhas com frases azuis.
Da falta de inspiração
às vezes a dificuldade do poema está no olhar que não surge na blusa que a musa teima em usar.
Intenso
ser intenso é só mais uma de minhas azias mania de cultivar tsunamis viver no limite entre a doçura e o olhar que beija a dor em áries horóscopo e quiromancia equilibrando a linha do equador na geografia intensa de um mapa- múndi do tamanho da província.
Amém
amor quando chega não faz toc, toc, toc simplesmente derruba a porta invade nossa aorta transforma o amador na coisa sagrada depois, ora pelo santo espírito insano para que todo dia, todo ano a oração se repita com suor, sexo e libido.
Motivação
confesso que não soube segurar seus bicos (por isso) não sou alegre não sou rico :só, maldito.
O homem que vestia preto
o homem que vestia preto tinha a alma azul blue jeans marcando a pele joplin marcando a pele, jovem o homem que vestia preto tinha o amor vermelho centelha de paixão camiseta (em rima impublicável) queimando sangue caetânico no afã de viajar na utopia de osíris o homem que veste preto já tem o sonho em duas cores e duzentas dores daltônicas : confusão de signos na melancolia de um fado português.
Marítimo
(abrigo perdido onde encontro cavalos-marinhos para cavalgar minha paixão).
Flor de lótus
já não tenho mais vontade de partir meu lugar é aqui deixo as glórias para aquele polifermo. pasárgada (agora) é coisa do verão passado ficarei feliz se me chamarem de nulisseu.
Rapunzel pós-moderna
fios que escorrem pelo dorso nu e eu, à espera das tranças que você, rapunzel pós-moderna, não vai jogar em lugar nenhum.
Mitologia da aventura
você, agora vejo, berço da minha demografia origem da minha poesia ainda por ser escrita ruínas a serem reconstruídas com o hálito de seu suor, numa republica helênica etnia que remonta aos primórdios da civilização na companhia filosófica de platão ou recitando kaváfis: somos todos gregos somos, nós dois, muito mais do que isso somos brancos e negros em nossa raça única siameses da aventura que insiste em acenos para as águas do egeu no templo de zeus, as orações serão outras as orações serão loucas, como as sete deusas gregas livre como ártemis, sábia como minerva, virgem como héstia, poderosa como hera, mãe como deméter, espiritual como coré afrodite como você.

(Do livro “Metáforas para um duelo no sertão” Ed. Patuá, disponível em: www.editorapatua.com.br)

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