“Erramos por ruas, bares, cinemas, gentes e retratos que, dele, tomamos como nossos” – é Antônio Mariano, poeta, escritor e editor de Pão com sabor de poesia, na orelha de abertura do livro, a anunciar exatamente o que vivi a cada página de João Batista de Brito, memória e encanto que nos levam além da admiração respeitosa à afinidade mais próxima de sentimentos.
E senti a emoção a cada passo do aprendiz de crítica nascido com os olhos no rio que lambia seu terreiro, em Santa Rita. Saí com ele do primeiro até o último grau, isto é, do Lins de Vasconcelos, do Liceu até a pós-graduação, fruto modelar da nossa Universidade, hoje com as asas no mais pleno voo, vaticinado por José Américo, fundador de obras revolucionárias nos principais estágios de sua atuação como homem público a partir do escritor.
Setenta anos depois da criação da UFPB, vemos como as palavras verdadeiras, ainda que encubram alguma vaidade, são poderosas: “Eu vos dei as raízes, outros vos darão asas e o selo da perpetuidade.”
João Batista de Brito ▪️ @joao.batista.de.brito
Hoje vivemos nossa própria autonomia nas letras, nas artes, nas ciências, refletida logo de testa na arquitetura panorâmica que tenta conciliar o quadrado seco, sem arte, do espigão com o ambiente provinciano; autonomia nas ciências da saúde, da administração; autonomia criativa e crítica no ensino e no labor das
Fonte: Facebook
A história de João Batista de Brito vem ajudar esse meu estado de espírito. Com uma diferença agora reduzida a zero: aquele leitor de Shakespeare, sem problema de tradução, mestre em literatura inglesa, que em qualquer circunstância — mesmo num encontro de rua, de praça ou em atos culturais — eu só o via como um Lord Jim, é do meu massapê. Urbano, urbaníssimo, mas menino da beira de rio, que não é o Tamisa, senhor das ruas e dos segredos de Jaguaribe.






















