Tento compensar a surdez com a leitura. Mas não é fácil a quem viveu e aprendeu mais de ouvir e conversar do que mesmo de ler. O que mais aprendi veio pronto do saber do outro, dos que a eles me acostei desde o Pio XI, com as peremptas lições do livro e do homem, vindas do meu professor de Admissão, e pelos mestres que o dom da amizade vem me facultando até hoje. Aqui e ali, desde que escrevo, eles voltam ao enfado provinciano destas curtas linhas.
Professora Janete Lins Rodriguez, Diretora do Museu Casa de José Américo da FCJA ▪️ Facebook: @janeterodriguez.rodriguez
Como um dos organizadores, a professora Janete Lins Rodriguez, diretora do Museu, antecipa ao leitor o essencial da obra coletiva “Da Bagaceira ao Mel”:
“Seria um guia para empresários, para a gestão governamental, para professores, pesquisadores, enfim, para todas as pessoas que se interessam e querem ver a Paraíba mais próspera. Reunimos textos nas áreas de educação, arte, justiça, infraestrutura, ciência e tecnologia, paleontologia e turismo. É uma obra que pode servir também de inspiração e referência para outros estados brasileiros”.
Governador da Paraíba, João Azevedo, e professora Janete Lins Rodriguez, no lançamento dos livros Da Bagaceira ao Mel e Paraíba Século XXI — Estratégias e Soluções, no Teatro Paulo Pontes, em João Pessoa (PB) ▪️ Instagram: @fundacaocasadejose
Juarez da Gama Batista ▪️ Arte: J. Lyra, 1955
“O título A Paraíba e seus problemas é exageradamente compreensivo. Mas reportei-me apenas às soluções fundamentais como ponto de partida de todo o nosso progresso.”
Professor Josué Apolônio de Castro, escritor, médico, geógrafo, cientista social e ativista brasileiro do combate à fome ▪️ Foto: Câmara dos Deputados
“Mas o sr. Epitácio Pessoa gostará de ver que me impressionei mais com a sua obra do que com o seu nome e menos com a sua obra do que com a sua terra”.
Já era a autoridade do intelectual de vida retirada nos livros, visto com cerimônia e respeito sem ter alcançado ainda o cume da vida política e da consagração literária. Aos 73 anos, ele próprio reconhece:
“A Paraíba e seus problemas é o que tenho de melhor, embora um pouco enfático”.














