Sim, porque, se você não conseguiu chegar à UTI, bom destino você não teve. Imagine que você foi internado às pressas (é sempre assim) e, ao contrário dos roteiros turísticos e lugares exóticos que nós costumamos pesquisar na internet para quando um dia formos lá, não conheço ninguém que já tenha tido a curiosidade de fazer esse tipo de pesquisa. Para mim, foram momentos incríveis. Numa UTI individual do melhor hospital da região (N.S. das Neves), com um tratamento carinhoso dos médicos, técnicos e enfermeiros, não poderia ser diferente.
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Na entrada, você é posto numa maca e conduzido à UTI. Lá existem diversos equipamentos que, com o tempo, você identificará, como, por exemplo, o “papagaio”; sem ele, a cada hora será um sofrimento desligar fios e tubos para se arrastar ao banheiro. Com ele, tudo flui, e muito. Como meu juízo é apertado, pensei que seria de boa serventia colocar “papagaios” nos bares que servem cerveja, porque evitaria que o cliente tivesse que ir ao banheiro e, logicamente, os proprietários venderiam mais cerveja.
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E agora eu preciso registrar a dignidade do paciente. Prostrado num leito, com aquela infame bata, os possuídos ao léu, fica difícil. Disse isso ao meu anjo da guarda, Dra. Juliana, que me infundiu a ideia da dignidade do paciente. Ela muito me ajudou a lutar pelo que eu achava que melhoraria meu astral, inclusive usando cuecas e as minhas camisetas com frases. Vocês não imaginam a alegria de escolher a frase do dia e esperar que a equipe médica reparasse e risse. Na alimentação, negociávamos, às vezes, um copo d’água a mais ou um pedaço de fruta. Quanta alegria no meio de uma UTI.
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Gostaria de agradecer a todos que me atenderam, porém, sem espaço, registro a atenção de Edalmo e Juliana. Eles são craques e saberão dividir minha gratidão entre todos.
Já estou em casa, graças a Deus.








