Vamos falar de... inteligência? Em suas várias formas. Sim. Assim mesmo. Mas vamos por "bifurcações" explanatórias. Antig...

Inteligência. Emocional. Artificial. Hipocrisial.

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Vamos falar de... inteligência? Em suas várias formas. Sim. Assim mesmo. Mas vamos por "bifurcações" explanatórias.

Antigamente se falava em "Photoshop", que dava um melhor aspecto a fotos: por exemplo, apagava rugas, afinava bochechas e por aí afora. Por "antigamente" estamos falando de 3 anos atrás!!! Agora fala-se em "essa foto, com certeza, teve o dedo (???) da inteligência artificial". Até a Princesa de Gales passou por escrutínio e condenação, ao dar um "jeitinho" no que considerou
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Catherine, princesa de Gales, com os filhos George, Charlotte e Louis, em foto de 2024 com sinais de manipulação digital. A imagem adulterada provocou o episódio conhecido como “Kategate”. ▪ Wikimedia
melhor em uma foto sua com seus três filhos, em 2024, em um episódio que ficou conhecido como "Kategate" (tipo "Watergate", nos EUA entre 1972-74, que culminou com a renúncia do presidente Richard Nixon). "Teve" que confessar que modificou um pouco a foto. Grandes agências de notícias internacionais (como Associated Press e Reuters) emitiram um alerta (!!!) proibindo jornais de usarem a imagem. Ora, cada um deve fazer o que achar melhor! Mas, em se tratando de uma figura pública, a mídia cai ainda mais em cima, sem piedade. Uma boa sugestão seria: "cuidem de suas vidas. Já não têm problemas suficientes?" – porque cuidar do jardim dos outros, quando o seu próprio precisa de atenção... – que grande hipocrisia! Mas enfim...

A França – pioneira mundial, desde 2017, na regulamentação de imagens, com leis rígidas – exige que as fotos de revistas que fazem uso de modificações para deixar as modelos mais magras, com menos marcas do tempo, etc, sejam obrigadas a conter a quê foram submetidas – você sorri? Existe "sorri demais"? Terá rugas de felicidade. Que são indesejáveis para a mídia (as rugas, mas quem sabe também a felicidade) – pois provocam a deturpação
da imagem em muitas pessoas, principalmente as mais jovens, o que leva a padrões de beleza irreais, gerando distúrbios alimentares como a anorexia. E há multas pesadas para quem desrespeitar a lei. Além das regras locais da França, a União Europeia implementou a sua própria legislação, o AI Act (Lei da Inteligência Artificial). Sob essas diretrizes europeias, qualquer criador, empresa ou plataforma que publique conteúdos que pareçam reais (como deepfakes), mas que tenham sido criados por inteligência artificial, deve mostrar avisos visuais obrigatórios para garantir que o público saiba que a imagem é manipulada (por exemplo, "Conteúdo gerado por IA").

Entendamos, de uma vez por todas, que nós, humanos, nascemos diferentes de cada um. "Viemos" em diferentes padrões de corpo e personalidade. Deveríamos celebrar essa beleza, e não tentar padronizar tudo, como as inúmeras "demonizações faciais" fazem atualmente.

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Procedimento de harmonização facial, conjunto de técnicas estéticas destinadas a equilibrar proporções e contornos do rosto. ▪ GD'Art
Voltando ao título da crônica, temos um estudo sobre inteligência (1983), do psicólogo Howard Gardner, que designa em seu livro Estruturas da Mente (Frames of Mind) o seguinte: inteligências linguística, lógico-matemática, espacial, musical, corporal cinestésica, interpessoal
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(a famosa "inteligência emocional") e intrapessoal. Em 1999 ele adicionou uma oitava, a naturalista. Gardner sugeriu, ainda, uma nona inteligência, a "existencial" — ligada a questões profundas sobre a vida e o universo —, mas ela não foi formalmente integrada com as outras oito. Normalmente, escolas privilegiam dois tipos de inteligência: a linguística e a lógico-matemática. Os alunos que não se saírem bem nesta gama de matérias tendem a ser "mal julgados", mal avaliados, se sentem desmotivados, incompreendidos – embora tenham talento "de sobra" em outras áreas. Num "ditado" falsamente atribuído a Einstein, embora verdadeiro em significado, temos que "Todo mundo é um gênio. Mas, se você julgar um peixe pela sua capacidade de subir em uma árvore, ele viverá a vida inteira acreditando que é estúpido".

Nota intermediária
(pra quê colocar no final?)
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. Eu fiz! O resultado... seria óbvio, no meu caso. Acho que vão gostar de fazer.

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As pesquisas de antanho – e, sim, eu gosto de usar palavras consideradas obsoletas – nos faziam ir a bibliotecas, aparte de comprar livros. Ali, buscávamos em fichas dentro de enormes gavetas o possível assunto, víamos os autores, números catalográficos e pedíamos na recepção os tais livros. Daí nos sentávamos e líamos, copiávamos (escrita à mão) ou até poderíamos fazer algumas cópias na máquina de "xerox" (que virou sinônimo de "fotocópia", mas é uma marca registrada. Os mais maduros saberão do que se trata). E era tão bom! Planejar a ida a biblioteca, estar rodeados de livros... dedicar horas a ler, escrever... aprender. Ter paciência. Pensar.

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Antes da internet, pesquisar também era isto: livros, anotações e uma boa pilha de xerox. O “copiar e colar” exigia muito esforço. ▪ GD'Art
Com o avanço da tecnologia, as bibliotecas ficaram estocadas na internet – e cabem no nosso bolso ou bolsa, no celular. Informações imediatas. Ao menos não vai existir a primeira queima e a perda da Biblioteca de Alexandria. A internet democratizou o acesso ao conhecimento e, em certo sentido, reduziu o risco de perdas irreparáveis, como a da lendária biblioteca, parcialmente destruída por um incêndio durante a campanha de Júlio César, em 48 a.C., quando milhares de pergaminhos – e conhecimentos deixados por escrito – desapareceram para sempre.

Mas, de novo, o título do artigo é "Inteligência. Emocional. Artificial. Hipocrisial". Esta última, uma palavra criada por mim, somente para conter a rima com as duas anteriores.
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Martin Pickup, professor de Filosofia da Universidade de Birmingham, Reino Unido, com pesquisas em metafísica, filosofia da religião e filosofia moderna. ▪ Foto: Univ. Birmingham
É, eu às vezes sou dada a gracinhas.

Em entrevista com o Prof Dr Martin Pickup (University of Birmingham), que gentilmente me recebeu em 04.09.26, a qual fui munida de papel e caneta, ponderamos que a inteligência artificial é artificial no nome, porque como premissa ulterior, ela começa com humanos – todas as informações por trás dela, estocadas na internet, foram alimentadas por humanos. Então, totalmente artificial não é.

Hipocrisial: aparte do neologismo bobinho, a situação é mais "visível", mas explicável. Peço aos capistas de meus livros para não caírem na tentação de modificar minhas fotos para as orelhas de capa. "Não tirem os pés de galinha dos olhos", peço. A pessoa é o que é. Para não dizer que não mudei algo uma vez, meu cabelo comprido se juntou e ficou parecendo uma barba. Pedi à capista que separasse o cabelo. Mas me senti mal com isso e acabei não usando a foto.

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Acervo: D. Villanova
Então o que faço é: o cabelo é obra de "escova". Mulheres: conheço pouquíssimas que não usam maquiagem. Às vezes me incluo nesse perfil. Mas uso. Não é, também, um Photoshop sem sê-lo? Sem hipocrisia! E quando vemos pessoas de 70 anos com o cabelo preto, castanho, loiro? Claramente houve o uso de pintura... do contrário, seriam grisalhos! Photoshop de farmácia.

Por último, para não aborrecer os leitores, vai a nota: este texto foi escrito das... (?) às 3:30 da manhã ou madrugada, sem inteligência artificial, mas... foi usada pesquisa na internet por datas sobre Alexandria, Kate Middleton e a França. Eu sabia do assunto, mas precisei de muletas para datas e detalhes. 2026. Normal.

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