Vamos falar de... inteligência? Em suas várias formas. Sim. Assim mesmo. Mas vamos por "bifurcações" explanatórias.
Antigamente se falava em "Photoshop", que dava um melhor aspecto a fotos: por exemplo, apagava rugas, afinava bochechas e por aí afora. Por "antigamente" estamos falando de 3 anos atrás!!! Agora fala-se em "essa foto, com certeza, teve o dedo (???) da inteligência artificial". Até a Princesa de Gales passou por escrutínio e condenação, ao dar um "jeitinho" no que considerou
Catherine, princesa de Gales, com os filhos George, Charlotte e Louis, em foto de 2024 com sinais de manipulação digital. A imagem adulterada provocou o episódio conhecido como “Kategate”. ▪ Wikimedia
A França – pioneira mundial, desde 2017, na regulamentação de imagens, com leis rígidas – exige que as fotos de revistas que fazem uso de modificações para deixar as modelos mais magras, com menos marcas do tempo, etc, sejam obrigadas a conter a quê foram submetidas – você sorri? Existe "sorri demais"? Terá rugas de felicidade. Que são indesejáveis para a mídia (as rugas, mas quem sabe também a felicidade) – pois provocam a deturpação
Entendamos, de uma vez por todas, que nós, humanos, nascemos diferentes de cada um. "Viemos" em diferentes padrões de corpo e personalidade. Deveríamos celebrar essa beleza, e não tentar padronizar tudo, como as inúmeras "demonizações faciais" fazem atualmente.
Procedimento de harmonização facial, conjunto de técnicas estéticas destinadas a equilibrar proporções e contornos do rosto. ▪ GD'Art
As pesquisas de antanho – e, sim, eu gosto de usar palavras consideradas obsoletas – nos faziam ir a bibliotecas, aparte de comprar livros. Ali, buscávamos em fichas dentro de enormes gavetas o possível assunto, víamos os autores, números catalográficos e pedíamos na recepção os tais livros. Daí nos sentávamos e líamos, copiávamos (escrita à mão) ou até poderíamos fazer algumas cópias na máquina de "xerox" (que virou sinônimo de "fotocópia", mas é uma marca registrada. Os mais maduros saberão do que se trata). E era tão bom! Planejar a ida a biblioteca, estar rodeados de livros... dedicar horas a ler, escrever... aprender. Ter paciência. Pensar.
Antes da internet, pesquisar também era isto: livros, anotações e uma boa pilha de xerox. O “copiar e colar” exigia muito esforço. ▪ GD'Art
Mas, de novo, o título do artigo é "Inteligência. Emocional. Artificial. Hipocrisial". Esta última, uma palavra criada por mim, somente para conter a rima com as duas anteriores.
Martin Pickup, professor de Filosofia da Universidade de Birmingham, Reino Unido, com pesquisas em metafísica, filosofia da religião e filosofia moderna. ▪ Foto: Univ. Birmingham
Em entrevista com o Prof Dr Martin Pickup (University of Birmingham), que gentilmente me recebeu em 04.09.26, a qual fui munida de papel e caneta, ponderamos que a inteligência artificial é artificial no nome, porque como premissa ulterior, ela começa com humanos – todas as informações por trás dela, estocadas na internet, foram alimentadas por humanos. Então, totalmente artificial não é.
Hipocrisial: aparte do neologismo bobinho, a situação é mais "visível", mas explicável. Peço aos capistas de meus livros para não caírem na tentação de modificar minhas fotos para as orelhas de capa. "Não tirem os pés de galinha dos olhos", peço. A pessoa é o que é. Para não dizer que não mudei algo uma vez, meu cabelo comprido se juntou e ficou parecendo uma barba. Pedi à capista que separasse o cabelo. Mas me senti mal com isso e acabei não usando a foto.
Acervo: D. Villanova
Por último, para não aborrecer os leitores, vai a nota: este texto foi escrito das... (?) às 3:30 da manhã ou madrugada, sem inteligência artificial, mas... foi usada pesquisa na internet por datas sobre Alexandria, Kate Middleton e a França. Eu sabia do assunto, mas precisei de muletas para datas e detalhes. 2026. Normal.














