Trata-se de um tordo, ao que li, ave da família “Turdiae”, possuidora de uns 300 ramos na Europa, África e América. No nosso céu tropical, voa com as asas do sabiá.
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Esse pássaro, que no Brasil pousou em 1921, já teve três filhotes no mesmo ninho. Diminuiu a prole em 1985 para de melhor modo se adequar ...
O ninho
Trata-se de um tordo, ao que li, ave da família “Turdiae”, possuidora de uns 300 ramos na Europa, África e América. No nosso céu tropical, voa com as asas do sabiá.
I Antigamente, ardesse a noite em círios Até desfalecer em flores apodrecidas Velariam todos pelas virgens Por seus segred...
Arquetigramas
Antigamente, ardesse a noite em círios Até desfalecer em flores apodrecidas Velariam todos pelas virgens Por seus segredos levados à cova Em uma antiguidade mais recente O ódio, entre pesados tributos Passou a exigir também um incêndio Assim, no instante final da purga Na tarde borrada de insultos Um herege recebe as terríveis Explicações do fogo
Em Guarabira havia um barbeiro chamado Chico Luís que armava sua barraca nos dias de feira (quartas e sábados) para cortar cabelo e bar...
Começar 2022 rindo, né?
Era comum ouvir um matuto dizer ao compadre que iria "à furquia de Chico Luís". É que o profissional da tesoura e da navalha ao invés de comprar uma cara cadeira de barbeiro improvisou uma cadeira comum amarrando no encosto uma forquilha de angico, sem sequer se preocupar em tirar as cascas. O resultado é que quase sempre o cliente ficava com o pescoço entalado na forquilha. Fosse reclamar, vinha a resposta: "O probrema num é furquia não, é que seu pescoço é troncho".
DE “DeuS E OUTROS QUARENTA PrOblEMAS” Gênio, não tenho. Me empenho. Essas palavras me soam como “Os morcegos não são aves, ...
Poema Número Um
Já fui assistente de direção e ator de cinema. Na primeira metade dos anos 70, fazendo o Curso de Direito, fui assistente de direção de Ba...
Cinema desaparecido
Barretinho e Fernando Castro eram meus colegas de trabalho na Secretaria de Divulgação e Turismo (atual Secom), mas não me recordo onde Anco Márcio trabalhava na época.
Neste longo caminho já vi flores de primavera. Rosinhas miúdas, margaridas e cravos, lírios e tulipas traduziram a inocência dos primeiro...
Quanto tempo de inverno haverá?
Agora caminho neste começo de inverno. Há uns silêncios profundos em mim. Vontade de mais ouvir que falar. Certezas? Apenas que sei tão pouco da vida e das coisas. Penso nos olhos dos filhos e na pilha de livros por ler e reler. Tantos escritores já estiveram no caminho. Suas vozes não se calaram. Este é o supremo segredo dos poetas: fingem que dormem entre páginas velhas, mas basta um gesto e saltam risonhos ou graves, a contar histórias que enredam. Suspiro.
Açucena era o seu nome. Nome de flor, sua mãe havia escolhido este nome porque se lembrava da mocinha ingênua de um filme antigo e o beij...
A mulher que fazia chover
E como Açucena ela desdobrava seu temperamento em outros nomes: lírio da paz, flor de lis, amarílis, flor da imperatriz, íris. Tantos nomes e cores para uma menina só.
Os poetas místicos buscam resposta para as inquietações motivadas pelas transformações em seu redor, sejam de ordem espiritual ou materia...
Há tempo para sonhar?
Em qualquer época de nossa vida ou situação como a que se vive nos dias atuais, é tempo para buscar resposta nos poetas e místicos. Respostas que vêm de quem contempla o mundo com os olhos do coração e afastam a dor com uma metáfora.
Ah, meus amigos, minhas amigas, há certos acontecimentos ou ocasiões que servem para nos despertar do marasmo que a mesmice do cotidiano t...
Aquela placa
Algumas vezes precisamos de um balde d’água gelada sobre nossa alma preguiçosa. É como que se aquele frio desconforto nos dissesse: “Acorda, criatura! Veja o que está acontecendo no seu entorno.” Explico.
É difícil um instrumentista se destacar na música popular: a concorrência desleal com centenas de ótimos e excelentes cantores e cantoras ...
Miles Davis, um visionário
Abençoados os que se aconchegam no desencanto (a relva sob a bruma é mais úmida) Abençoados os de paixão ardente (o labirinto ...
Salmo de fim de ano
Haverá ou não Carnaval? Alguns governos estaduais e municipais já decretaram que não, mas ainda ...
Esquecendo a fantasia
O professor Felix de Carvalho é um homem de fé e de letras. A prova disso é seu livro recentemente dado a público, de título Poemas para r...
Os sonetos de Felix de Carvalho
Belle de jour não, não é catherine de novo em busca de bordéis para saciar a sede secreta de buñnuel é juliana, sim, bela ...
À luz da lamparina
não, não é catherine de novo em busca de bordéis para saciar a sede secreta de buñnuel é juliana, sim, bela na tarde cajazeiras; bela na tarde capital remake do que ainda está por vir: surrealismo cinematográfico - quadro de dali em rascunho eterno juliana, que caminha nas tardes , inconscientes de sua beleza em primeiro plano, seu sorriso no the end, o silêncio e o sertão dialogam para que o litoral reverencie suas maçãs secretas : ela, protagonista de um filme de almodóvar.
Severino Ramalho, ou melhor, a prefeita D. Marta, sua ilustre consorte, foi governar Bananeiras para os bananeirenses e terminou governand...
Coisas de Bananeiras
Ouço falar de Bananeiras desde que um colega de banco escolar, Pedro Germano, saiu de Alagoa Nova ou de Clodomiro Leal, ainda do tempo da palmatória, para estudar no Patronato. Ora, foi isso em 1944 ou 45, a escola agrícola de Bananeiras fazendo a cabeça dos meninos de meu tempo bem antes que soubéssemos do seu antigo fastígio político e cultural. Não foi de graça, pois, o batismo do logradouro mais expressivo da Paraíba com o nome do bananeirense Solon de Lucena. Como poderia ter sido com outro bananeirense, Walfredo Guedes Pereira, historicamente o mais notável dos nossos prefeitos.
Ao ver “Piaf” (“La Vie en Rose”), de Olivier Dahan, com a esplêndida Marion Cottilard, convenci-me de que a genialidade não é dom pra do...




