12.9.23
Voltamos a refletir sobre tão sublime e importante tema, pelo fato de vislumbrarmos que o coração somente é visto, como órgão, produto...
Voltamos a refletir sobre tão sublime e importante tema, pelo fato de vislumbrarmos que o coração somente é visto, como órgão, produtor de patologias, pensamento que é uma constante nas mentes de grande parte da classe médica, como da população como todo, portanto, convidamos os leitores para vê-lo de uma forma mais romântica, objetivando minimizar os medos e os pavores, com o toque filosófico do sentimento.
12.9.23
12.9.23
Todos precisávamos dar um sentido maior à vida. Nada justificava tanta passividade, tanto apego a uma falsa ideia de que aquilo era n...
Todos precisávamos dar um sentido maior à vida. Nada justificava tanta passividade, tanto apego a uma falsa ideia de que aquilo era natural e viria permanecer para sempre. Mas jamais imaginávamo-nos que nossos objetivos também eram ingênuos, frágeis e facilmente esmagados por forças que nem supúnhamos existir.
Forças essas que em pouco tempo substituiriam nossos projetos colocando no lugar um mundo indiferente hostil e desumano que se aperfeiçoava como um predador que crescia em permanente e insaciável mutação.
12.9.23
12.9.23
Augusto dos Anjos é um dos poetas mais citados do Brasil. A originalidade de suas imagens e o vocabulário esdrúxu...
Augusto dos Anjos é um dos poetas mais citados do Brasil. A originalidade de suas imagens e o vocabulário esdrúxulo sensibilizam o gosto popular. Muitos repetem mesmo sem entender fragmentos de seus poemas, seduzidos pela áspera musicalidade ou pela estranheza que deles se irradia.
12.9.23
11.9.23
Um homem rico chamado Calvicius Sabinus tinha uma memória minúscula, que o deixava com saia justa em diversas ocasiões. Resolveu, então...
Um homem rico chamado Calvicius Sabinus tinha uma memória minúscula, que o deixava com saia justa em diversas ocasiões. Resolveu, então, gastar uma fortuna usando escravos culturais para preencher seu vazio intelectual, mesmo sabendo que nunca conseguiria absorver nada estudado pelos comprados.
Suas vagas lembranças eram tão ruins que, em alguns momentos, os nomes de seus amigos, Ulisses, Aquiles e Príamo, sumiam rapidamente sem deixar vestígios. Os escravos seriam sua memória para cada
11.9.23
11.9.23
Antes da pandemia, assisti ao espetáculo Violetas; “fruto da pesquisa “Memória da Voz”, realizada pela atriz Mayra Montenegro, com dire...
Antes da pandemia, assisti ao espetáculo Violetas; “fruto da pesquisa “Memória da Voz”, realizada pela atriz Mayra Montenegro, com direção de Raquel Scotti Hirson (LUME Teatro) e assistência de direção de Eleonora Montenegro. O espetáculo trata do silenciamento de mulheres, guerreiras anônimas, sonhadoras solitárias, que dedicaram suas vidas aos filhos e maridos e não puderam realizar sonhos outros. O fio condutor é a história da avó de Mayra, dona Wilma, que com o seu exemplo de vida e amorosidade, inspira toda a pesquisa.”
11.9.23
11.9.23
Expressão que ecoa nos corações sensíveis à Espiritualidade – Brasil, coração do mundo, pátria do Evangelho – traz consigo um c...
Expressão que ecoa nos corações sensíveis à Espiritualidade – Brasil, coração do mundo, pátria do Evangelho – traz consigo um chamado profundo e uma responsabilidade que transcende fronteiras e credos. Escrita por Humberto de Campos e psicografada por Francisco Cândido Xavier, essa obra convoca a reflexões íntimas e ações conscientes.
11.9.23
11.9.23
Aquele pobre homem de Póvoa de Varzim (distrito do Porto) e que se tornou um dos maiores escritores portugueses e universais de todos o...
Aquele pobre homem de Póvoa de Varzim (distrito do Porto) e que se tornou um dos maiores escritores portugueses e universais de todos os tempos só agora, agosto de 2023, chega ao Panteão Nacional de Portugal, instituição que “acolhe e homenageia as pessoas mais importantes da história” daquele país. Nada mais justo. Afinal, ao lado de Camões e de Fernando Pessoa, o velho Eça está entre os deuses do Olimpo da língua portuguesa e não há dúvida quanto a isto. Ponto.
11.9.23
10.9.23
Não é todo dia que se diz uma coisa destas: “Só o que nos comove e sacode aumenta a nossa cultura. Há pessoas, por exemplo, e eu me en...
Não é todo dia que se diz uma coisa destas: “Só o que nos comove e sacode aumenta a nossa cultura. Há pessoas, por exemplo, e eu me encontro entre elas, que depois de lerem Franz Kafka nunca mais são as mesmas.”
10.9.23
10.9.23
Que ele era um dos intelectuais mais ilustrados da Paraíba, eu já sabia. Que era um dos papos mais agradáveis da terrinha e um nome resp...
Que ele era um dos intelectuais mais ilustrados da Paraíba, eu já sabia. Que era um dos papos mais agradáveis da terrinha e um nome respeitado nacionalmente, todos sabiam. Mas, por ser de outra geração sempre mantive respeitosa distância dele.
10.9.23
10.9.23
“Não choro por nada que a vida traga ou leve. Há porém páginas de prosa que me têm feito chorar. Lembro-me, como do que estou vendo...
“Não choro por nada que a vida traga ou leve. Há porém páginas de prosa que me têm feito chorar. Lembro-me, como do que estou vendo, da noite em que, ainda criança, li pela primeira vez numa seleta, o passo célebre de Vieira sobre o Rei Salomão. “Fabricou Salomão um palácio...” E fui lendo, até o fim, trêmulo, confuso; depois rompi em lágrimas felizes, como nenhuma felicidade real me fará chorar, como nenhuma tristeza da vida me fará imitar. Aquele movimento hierático da nossa clara língua majestosa, aquele exprimir das ideias nas palavras inevitáveis, correr de água porque há declive, aquele assombro vocálico em que os sons são cores ideais – tudo isso me toldou de instinto como uma grande emoção política. E, disse, chorei; hoje, relembrando, ainda choro. Não é – não – a saudade da infância, de que não tenho saudades: é a saudade da emoção daquele momento, a mágoa de não poder já ler pela primeira vez aquela grande certeza sinfônica”.
Essas palavras do poeta português Fernando Pessoa sobre a obra do padre Antônio Vieira escritas no Livro do Desassossego traduzem a genialidade como escritor do jesuíta a quem Pessoa deu o título de “Imperador da língua portuguesa”.
10.9.23
9.9.23
Conforme a cultura, o que é considerado bonito, pode variar bastante. Em algumas regiões da China, até o início do século XX, pés...
Conforme a cultura, o que é considerado bonito, pode variar bastante.
Em algumas regiões da China, até o início do século XX, pés pequenos e com formato de lótus eram considerados um padrão de beleza feminina. As mulheres tinham seus pés firmemente atados para impedi-los de crescer, resultando em deformidades e dificuldades de locomoção. Na Etiópia, as mulheres da tribo Mursi usam discos para alargar os lábios. Entre os maoris, o povo nativo originário da Nova Zelândia, quanto maior for a posição social de um homem dentro do seu clã, mais tatuado é seu corpo.
9.9.23
9.9.23
Peregrinação Ando perdida pelo vale de lágrimas Bem queria seguir outro caminho, mas sou prisioneira de um jardim de s...
Peregrinação
Ando perdida pelo vale de lágrimas
Bem queria seguir outro caminho,
mas sou prisioneira de um jardim de saudades
enquanto aspiro vaga essência de esperança
Já não tenho resistência
Deixo-me ser levada
por janelas de luz que me hipnotizam,
Como se não soubesse dos pesadelos ocultos,
mas vivos
prontos para atacar
Por que não me disseste desse lugar de peregrinação
e de pelejas vãs?
Por que me deixaste entrar nesse rio?
Para ser tragada pela correnteza?
9.9.23
9.9.23
A solidão é uma força poderosa, capaz de nos envolver e consumir o tempo da nossa memória. Ela nos transporta para um lugar de reflex...
A solidão é uma força poderosa, capaz de nos envolver e consumir o tempo da nossa memória. Ela nos transporta para um lugar de reflexão profunda, onde pensamentos e ideias que pareciam impossíveis na infância se revelam possíveis na idade adulta.
A solidão nos confronta com a nossa própria essência, despertando medos e inseguranças, mas também permitindo autodescobertas fascinantes.
9.9.23
9.9.23
Peço perdão aos leitores, por voltar insistentemente ao tema, tão instigante, quanto importante, dos espaços habitados por Augusto ...
Peço perdão aos leitores, por voltar insistentemente ao tema, tão instigante, quanto importante, dos espaços habitados por Augusto dos Anjos, na capital. O fato é que estou tentando montar um quebra-cabeça, de que o descaso, com o escárnio que lhe é peculiar, subtraiu várias peças.
O texto desta semana, com um título misterioso – Onde está o número 17? –, diz respeito a um dos lugares onde o poeta morou, nesta capital. Em carta à mãe, Dona Córdula, chamada carinhosamente pelo poeta de Sinha Mocinha, datada de 16 de julho de 1908, Augusto dos Anjos noticia que teve de mudar-se, às pressas, da casa onde morava, para outra residência,
9.9.23
8.9.23
OLHAR POÉTICO Olha a flor com olhos de jardineiro que cava a terra e planta a semente que rega e limpa na espera paciente...
OLHAR POÉTICO
Olha a flor
com olhos
de jardineiro
que cava
a terra
e planta
a semente
que rega
e limpa
na espera
paciente
de que ela
brote
vingue
e floresça
8.9.23
8.9.23
Ok, ok, ok! Se você não lembra ou não conhece a belíssima canção de Simon e Garfunkel, "The sound of silence" , interromp...
Ok, ok, ok! Se você não lembra ou não conhece a belíssima canção de Simon e Garfunkel,
"The sound of silence" , interrompa a leitura e ouça aquela extraordinária peça. Depois volte para a emoção que vou derramar aqui.
8.9.23