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      Dor da alforria Queria estar feliz Era um desejo Havia urgência Desejo puro, firme, duro De coração a galope Ouvir em sons...

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Dor da alforria
Queria estar feliz Era um desejo Havia urgência Desejo puro, firme, duro De coração a galope Ouvir em sons tua voz Pedir pra te ver agora Era a essência E você disse não Que não era o dia E qual seria? Eu não entendi, Você falou que hoje não

Entrei no pub sem grandes expectativas, nada me levou até lá por informações prévias, fossem elas dos raros amigos que cultivava, ou por ...

Entrei no pub sem grandes expectativas, nada me levou até lá por informações prévias, fossem elas dos raros amigos que cultivava, ou por indicações de críticas jornalísticas. Entrei por entrar, talvez pela melancolia que havia dado o ar de sua graça, o que não era algo incomum ocorrer comigo.

Saí de casa sem objetivos definidos. Saí por simplesmente achar que seria pior ficar, onde apenas morava e pouco havia a fazer, salvo o de apenas receber os impactos comprando a edição do dia do The Guardian,

Se há algo que ainda me faz acreditar na vida é a capacidade de pensar e, como consequência, de escolher. Pensar bem, embora outras vezes...

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Se há algo que ainda me faz acreditar na vida é a capacidade de pensar e, como consequência, de escolher. Pensar bem, embora outras vezes nem tanto, mas pensar de forma que reflita o produto de minhas experiências.

Pensar mesmo com algumas imperfeições, mas como resultado do que me passaram meus pais, meus livros, os filmes que vi, a música que ouvi e as pessoas com as quais me identifiquei.

Haveria uma saída. Era obrigatório haver. Estava nos últimos tempos distante, muito mais distante do que deveria de coisas que o faziam be...

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Haveria uma saída. Era obrigatório haver. Estava nos últimos tempos distante, muito mais distante do que deveria de coisas que o faziam bem.

O azul foi se tornando cinza e algumas pessoas outrora queridas perderam o encanto e a sutileza em ser grácil, mas nunca simplório, que o tocava e promovia o bem ampliando e prometendo vida.

“If I could say it in words there would be no reason to paint” (Se eu pudesse dizer em palavras, não haveria razão para pintar) Edward ...

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“If I could say it in words there would be no reason to paint” (Se eu pudesse dizer em palavras, não haveria razão para pintar)
Edward Hopper

Cada pintura de Edward Hopper é um instante do tempo, capturado, agudamente percebido, com o máximo de intensidade.

Ele muito raramente discutiu seu método de trabalho ou tentou dar explicações para sua arte. Apenas disse: “muito da arte é uma expressão do subconsciente, e que para mim suas mais importantes qualidades são nelas colocadas inconscientemente. De tal modo que muito pouco dela deriva de uma atividade intelectual consciente, e, indo adiante, que a pintura surge do ponto zero da verbalização, de onde nada pode ser dito: Se você pudesse colocar isto em palavras, não haveria razão para a pintar.”

Por que foram anoitecendo as tardes cada vez mais cedo com todos os encantos? Eu não sei. Seria a chegada dos outonos? Seriam as garoas ...

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Por que foram anoitecendo as tardes cada vez mais cedo com todos os encantos? Eu não sei. Seria a chegada dos outonos? Seriam as garoas que embaçam os vidros que antecedem os descuidos de sempre para nunca mais? Também não sei. Mas tudo foi sendo sentido dolorosa insidiosamente até a medonha chegada dos suspiros sem alento, sem força reacional, como a inevitabilidade da morte.

Para Ana Gondim Era a segunda metade dos anos 60. A música era parte essencial de nossas vidas, quando ouvi falar sobre ela. Mariann...

Para Ana Gondim

Era a segunda metade dos anos 60. A música era parte essencial de nossas vidas, quando ouvi falar sobre ela. Marianne Faithfull. Filha de uma baronesa austríaca e de um militar da marinha britânica, enfrentava os últimos focos de resistência do conservadorismo em Londres. Sua tumultuada relação com Jagger incluiu da chegada ao estrelato, da polícia à tentativa de suicídio.

Há muito tempo que eu adiava o horror que seria ir à casa onde morei e da qual carrego ainda comigo coloridas embora indesejáveis lembrança...

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Há muito tempo que eu adiava o horror que seria ir à casa onde morei e da qual carrego ainda comigo coloridas embora indesejáveis lembranças. Mas era necessário ir pois havia uma quantidade enorme de essencialidades que eu precisava ter em mãos ou na mente, quando necessário. E digo a vocês: quantas vezes eu deixei para depois aquilo de que precisava ontem!