2.10.25
Edward Louis Bernays (1891–1995) foi um dos arquitetos da manipulação moderna da opinião pública. Sua relevância decorre do modo como ...
Edward Louis Bernays (1891–1995) foi um dos arquitetos da manipulação moderna da opinião pública. Sua relevância decorre do modo como traduziu conceitos psicanalíticos para o campo da comunicação e da propaganda. Inspirado pelas teorias de seu tio, Sigmund Freud (1856–1939), Bernays enxergava os desejos ocultos como forças determinantes no comportamento humano, os quais podiam ser explorados estrategicamente para moldar escolhas, hábitos e valores.
2.10.25
2.10.25
A escrita é, sem dúvida, um dos mais poderosos meios de expressão humana, capaz de moldar pensamentos e sentimentos, e influenciar gera...
A escrita é, sem dúvida, um dos mais poderosos meios de expressão humana, capaz de moldar pensamentos e sentimentos, e influenciar gerações inteiras. Ao longo da história, muitos autores se destacaram não apenas por sua habilidade em criar narrativas envolventes, mas também por sua capacidade de tocar o coração e a mente dos leitores. Escritores como
2.10.25
1.10.25
Ah, meus amigos, minhas amigas, hoje vou fazer uso “dessas mal traçadas linhas” para contar a vocês coisas de um ranchinho, uma modesta...
Ah, meus amigos, minhas amigas, hoje vou fazer uso “dessas mal traçadas linhas” para contar a vocês coisas de um ranchinho, uma modesta edificação em duas águas, três de suas paredes em treliças organizadas em ripas de pinho e, onde haveria de ser a quarta delas, nada de alvenaria, nada de madeira, apenas um vão completamente livre para que, por ali, pudesse adentrar toda a benquerença que estivesse nas redondezas.
1.10.25
1.10.25
O Quinhentismo brasileiro nos apresenta dois tipos de literatura: literatura de informação e literatura de catequese. O primeiro doc...
O Quinhentismo brasileiro nos apresenta dois tipos de literatura: literatura de informação e literatura de catequese. O primeiro documento quinhentista redigido no Brasil é a famosa Carta de Pero Vaz de Caminha, narrando a chegada oficial de portugueses ao território brasileiro e seu contato com os Tupiniquins.
1.10.25
1.10.25
Um impetuoso adeus emerge neste dia: a ponte que construímos ruiu. Meus silêncios nem eu sabia mais o que diziam. Meus gestos contidos...
Um impetuoso adeus emerge neste dia: a ponte que construímos ruiu. Meus silêncios nem eu sabia mais o que diziam. Meus gestos contidos na minha postura lacônica. Você sempre a cobrar um sorriso quando você mesma já o tinha roubado. Eu caminhava sem bússola, sem desejo, porque o seu olhar já não me revelava a vontade de prosseguir em um relacionamento anulado pela possessividade.
1.10.25
30.9.25
O primeiro mestre-escola do Brasil foi o padre jesuíta José de Anchieta. Há quase 500 anos (13 de julho de 1555), chegou ao nosso país ...
O primeiro mestre-escola do Brasil foi o padre jesuíta José de Anchieta. Há quase 500 anos (13 de julho de 1555), chegou ao nosso país nos momentos iniciais, quando todas as terras eram habitadas por nativos e onças selvagens. O jovem missionário embrenhou-se pelas matas virgens, espalhando as pérolas do saber.
30.9.25
30.9.25
Na lírica de Augusto dos Anjos, “Tristezas de um Quarto Minguante” não goza do prestígio de “Monólogo d...
Na lírica de Augusto dos Anjos, “Tristezas de um Quarto Minguante” não goza do prestígio de “Monólogo de uma Sombra”, que tem um valor programático. Também não desfruta da popularidade de “Versos Íntimos”, lapidar soneto em que o poeta, um tanto filosoficamente, aborda a ingratidão humana. Tampouco tem a ressonância de “Os Doentes”, alegoria da nossa condição de seres marcados pela pecha da falta original. É, no entanto, devido à simplicidade, ao registro da solidão em que se encontra o eu lírico e ao vigor com que celebra a Natureza, uma das composições mais tocantes e expressivas do poeta do “Eu”.
30.9.25
29.9.25
A moça da loja de materiais artísticos olhou para a minha lista com uma sobrancelha levemente arqueada. “Só essas cores?” ⏤ perguntou, ...
A moça da loja de materiais artísticos olhou para a minha lista com uma sobrancelha levemente arqueada. “Só essas cores?” ⏤ perguntou, num tom que era mais curiosidade do que crítica. Eu havia anotado um azul ultramarino vibrante, um amarelo ocre terroso e um carmim profundo. Faltavam o branco puro e o preto absoluto, os extremos, os julgamentos fáceis.
29.9.25
29.9.25
Escrever, para mim, é um processo doloroso. Chega a ser excruciante encarar a página em branco do Word , que não se preencherá sozinh...
Escrever, para mim, é um processo doloroso. Chega a ser excruciante encarar a página em branco do Word, que não se preencherá sozinha com palavras, períodos e parágrafos. O cursor pisca como se tivesse pressa; como se me cobrasse, impaciente, pela primeira frase. Essa incômoda barra vertical lembra o tic-tac do relógio a indicar que o tempo está se esvaindo, que o deadline se aproxima.
29.9.25
29.9.25
Poemas vocais é o título do mais recente livro do poeta Raniery Abrantes (Editora Ideia, João Pessoa, 2025), título que traduz perfeita...
Poemas vocais é o título do mais recente livro do poeta Raniery Abrantes (Editora Ideia, João Pessoa, 2025), título que traduz perfeitamente o conteúdo da obra, pois, de fato, são essencialmente vocais os poemas do nosso trovador sousense. O autor, fiel à tradição nordestina do cordel, escreve mais para ser declamado do que lido. O silêncio reservado dos gabinetes e dos quartos não lhe interessa, mas, sim, a fala aberta nos palcos, nas feiras e em eventos culturais de toda ordem, nos quais a palavra proclamada de viva voz seja a condutora de sua personalíssima poesia até o público. Daí ser justo lhe chamar de trovador, um autêntico continuador da rica tradição medieval, ainda hoje cultivada em alguns países europeus e aqui no Nordeste brasileiro, provavelmente vinda das bandas da península ibérica, como tantas outras coisas de nossa cultura lusotropical.
29.9.25
28.9.25
Quer pertença ao indivíduo, quer pertença a algum órgão coletivo, a potestade sempre corresponde à força de uma pessoa ou de um grupo ...
Quer pertença ao indivíduo, quer pertença a algum órgão coletivo, a potestade sempre corresponde à força de uma pessoa ou de um grupo para impor a própria vontade e dominar o ambiente social. Nas comunidades primitivas, os mais vigorosos eram os dirigentes. Por isso, o poder se confundia com a força física, sem necessidade de outra legitimação. Contudo, a vida gregária evoluiu. Hoje, somente adquire legitimidade quem exerce qualquer parcela de poder nos limites da legalidade e com o propósito de realizar o bem comum.
28.9.25
28.9.25
Um engenheiro civil que atuou nas frentes de emergência do governo federal durante as estiagens da década de 1970 relatou o caso de um ...
Um engenheiro civil que atuou nas frentes de emergência do governo federal durante as estiagens da década de 1970 relatou o caso de um colega que tentou ridicularizar um sertanejo.
28.9.25
28.9.25
Roberto Guedes, um dos fotógrafos deste jornal, arranca-me da preguiça, do cansaço de quem faz a mesma coisa há setenta anos, e tange-...
Roberto Guedes, um dos fotógrafos deste jornal, arranca-me da preguiça, do cansaço de quem faz a mesma coisa há setenta anos, e tange-me com seu clique aos pináculos mais altos e agudos onde trepa e se deita a João Pessoa de hoje. Não dá para contar os andares. E não há mais a menor possibilidade de ser diferente. Fechou-se o horizonte para quem fica do lado de cá.
28.9.25
28.9.25
“(...) Ambas as entradas do portão de Imgur-Ellil e Nemetti-Ellil, após o enchimento da rua a partir da Babilónia, tinham-se tornado ...
“(...) Ambas as entradas do portão de Imgur-Ellil e Nemetti-Ellil, após o enchimento da rua a partir da Babilónia, tinham-se tornado cada vez mais baixas. Por isso, derrubei estes portões e coloquei as suas fundações no lençol de água com asfalto e tijolos e mandei-os fazer de tijolos com pedra azul sobre os quais foram retratados touros e dragões maravilhosos.
28.9.25
27.9.25
Por quinze anos assinei a página semanal Prisma do Jornal O Progresso de Tatuí . Esta coletânea de entrevistas virou um livro “Prisma”...
Por quinze anos assinei a página semanal Prisma do Jornal O Progresso de Tatuí. Esta coletânea de entrevistas virou um livro “Prisma” e um blog. Neste trabalho a cidade interagia comigo por meio de entrevistas semanais, mas não só, minha trajetória beat, hippie, easy rider me permitiu realizar as entrevistas onde eu estivesse, do Brasil ou do exterior. E desta época trago a entrevista que fiz com Bruna Lombardi:
27.9.25
27.9.25
“Para viver, temos que nos narrar; somos um produto da nossa imaginação. Nossa memória é um invento, uma história que reescrevemos a ...
“Para viver, temos que nos narrar; somos um produto da nossa imaginação. Nossa memória é um invento, uma história que reescrevemos a cada dia.”
A ridícula ideia de nunca mais te ver, Rosa Montero.
27.9.25