Ao que me consta, há alguns critérios para que uma elevação seja classificada como uma montanha. Desconheço-os, se é que existam realmente. Deixo esse pormenor com os geógrafos, geólogos e outras criaturas que passam a vida estudando nosso planeta e dando nomes muito peculiares a tudo que existe por aqui. E vamos aprendendo com eles a diferenciar mar de oceano, lago de lagoa, cachoeira de catarata, estreito de canal, serra de cordilheira, cabo de promontório, riacho de córrego e aí vem o que mais me interessa: montanha de morro e de colina. Afinal, qual a diferença?
Serra da Mantiqueira, cadeia de montanhas com até 2.800 metros de altitude, localizada entre São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais ▪️ Fonte: CVC
Os que me conhecem sabem do apreço que tenho por essas nossas praias, onde “a brisa é fresca, a água é morna e os corações são quentes”. Não só as praias, mas tudo o que as complementa na direção oeste em nossa cartografia. João Pessoa (a cidade e não o político) é coisa que se guarda aqui do lado esquerdo do peito. E como está! Mas hoje as loas serão para uma outra paixão, tão plangente quanto esta que acabei de citar. Então, com a vênia de nossa Filipeia, lá vou eu tentando levar minha pena por essas “mal traçadas linhas”. Então...
Araucária (Ponta Grossa, PA) ▪️ Foto: Luiz Maffei
É preciso dizer que lá na “maravilha do alto da serra”, minha distante Campos do Jordão, nas matas há uma outra espécie que ocorre ao lado dos pinheiros, o pinho-bravo, isto em sub-bosques ou em outras associações arbustivas, especialmente nas áreas naturais e protegidas.
Ainda hoje, quando por aqui me chega algum conhecido daquelas bandas, peço que me tragam pinhão, a semente da araucária, para eu matar um pouco da minha saudade. Ah, nem devia contar aqui, para não causar cobiça ou outras destemperanças...
Sementes de Araucária, conhecidas como pinhões ▪️ Fonte: Unipampa.edu
Fonte: vegmag.com.br
Quando o filete de mercúrio se espremia no termômetro, nosso patriarca acordava-nos bem cedinho para vermos a geada pintando de branco aquele canto do mundo, aquelas montanhas. Jordanenses, as criaturas nativas, sempre esperam pela neve que nunca vem. Só apareceu por lá em 1928. Nunca mais.
Algumas vezes adormeço pensando em minhas montanhas e minhas árvores. É o que eu queria contar.







