N ão é propriamente carta, mas bilhete. Bilhete endereçado ao nosso prefeito debutante Luciano Cartaxo, que acaba de entrar na real...

Carta a Cartaxo


Não é propriamente carta, mas bilhete. Bilhete endereçado ao nosso prefeito debutante Luciano Cartaxo, que acaba de entrar na realidade administrativa, agora sem campanha, sem propaganda, sem os eleitores acenando e gritando “já ganhou, já ganhou”. Valeu o esforço, o jovem prefeito está aí, ora com gravata, ora vestido, esportivamente. A gravata ficou para os debates frente à TV. É verdade que o dinâmico e inesquecível Damásio Franca trabalhava na rua, de paletó e gravata. O mesmo ocorria com o presidente João Pessoa, que administrava o trabalho dos presidiários, na rua, vestido de jaquetão e gravata, e com aquela seriedade que Deus lhe deu.
Mas vamos ao bilhete, que já está se tornando carta. Sim, meu jovem e elegante prefeito. Confesso que estou muito ansioso pela sua ação governamental, pela obrigação de tornar a nossa João Pessoa numa bela, educada, limpa, silenciosa e tranquila capital, hoje tão visitada pelos turistas, atraídos pelos nossos encantos naturais, a começar pela praia Tambaú, sem dúvida a mais bela do mundo, e olhe que tenho viajado muito por aí afora, tendo até livros publicados nesse sentido. E como toda pessoa sensível e inteligente sabe transformar suas viagens num verdadeiro curso de experiências, confesso que as verdes e mornas águas do nosso mar não se comparam com mar nenhum do mundo.
Sei meu jovem edil, que os problemas são muitos, que há aqueles que procuram prejudicar seu trabalho, que a verba não é farta e assim por diante.
Meu jovem prefeito, lembre-se de que uma cidade que se preza, mormente quando é capital de um Estado, precisa dos seguintes itens: ser silenciosa, nada de poluição sonora, limpa, nada de lixo pelas ruas, ajardinada, sem buraqueira nas calçadas, bom transporte, se bem que a solução é ainda um metrô, de superfície ou não. Uma cidade, capital de um estado, precisa de belas praças, jardins botânicos, praias sem barulho, constante culto à Natureza. Lembrar que João Pessoa já foi cantada pelos poetas como cidade-jardim. Educação e silêncio, eis o grande binômio para a nossa capital.
Mas fiquemos por aqui, meu jovem prefeito. Um último lembrete. Desobstrua o final da Av. Epitácio Pessoa, a principal de nossa cidade, que nas noites de fins de semana fica um caos, interditado para barracas, o diabo...
Ainda volto. Se Vossa Excelência não se incomoda...

Na madrugada deste domingo (27.01.2013), em Santa Maria, Rio Grande do Sul, mais de 200 jovens estudantes morreram pisoteados ou asfixiados...

Tragédia em boate no Rio Grande do Sul comove o país


Na madrugada deste domingo (27.01.2013), em Santa Maria, Rio Grande do Sul, mais de 200 jovens estudantes morreram pisoteados ou asfixiados no interior da boate Kiss, em decorrência de incêndio provocado por um sinalizador utilizado em um show musical pirotécnico.

Existem nomes de pessoas, lugares e objetos, escritos em idiomas estrangeiros, que a gente, quando lê, fica sem saber a pronúncia correta. ...

Pronuncie corretamente as palavras em idiomas estrangeiros

marilyn monroe

Existem nomes de pessoas, lugares e objetos, escritos em idiomas estrangeiros, que a gente, quando lê, fica sem saber a pronúncia correta.

Geralmente, a dúvida ocorre na sílaba tônica ou na forma como devem ser ditas as vogais: se abertas ou se fechadas.

É o que os jornais estão avisando. E ela virá muito elegante, bem vestida, perfumada, recém-saída do salão de beleza, e com aquele...

Dilma vem aí!


É o que os jornais estão avisando. E ela virá muito elegante, bem vestida, perfumada, recém-saída do salão de beleza, e com aquele sorriso bonito de quem está de bem com a vida.
É a primeira vez que ela vem à nossa Paraíba, que na última eleição presidencial lhe deu muitos votos, inclusive o meu. Dilma vem sem Lula, seu grande amigo e que fez muito para a sua ascensão política.
E ela vem com aquele sorriso alegre e otimista de quem está com a consciência tranquila. Ela nunca veio ver os nordestinos, que vivem nadando em problemas, agora agravados com uma das piores secas da história. Ah como seria bom que ela providenciasse a irrigação de nosso interior, como fez Nilo Coelho em Petrolina, hoje um exemplo de cidade próspera e com uma economia bem resolvida.
Decerto, o rosto muito bem maquiado será o seu cartão de visita. Mas me desculpe, não resisto à essa censura: ”Ó Dilma, por que demoraste tanto a vir à nossa tórrida e sofrida terra? Eu sei que sua presença é uma honra. Eu já estou imaginando a alegria de sua chegada, muito bem assessorada pelo nosso governador Ricardo Coutinho, que tem muito a lhe mostrar... E as mulheres, principalmente, as mulheres estarão curiosas para vê-la ao vivo, mulher que sabe administrar, sabe se vestir, se perfumar, e cuidar de sua aparência.
Você, Dilma, será muito bem recebida. E, sem dúvida, visitará a Estação Ciência, que é a presença do genial artista Niemeyer em nossa cidade, e o nosso Centro de Convenções, uma das maiores obras públicas da nossa história. E, sem dúvida, irão lhe mostrar outras coisas belas de nossa capital. Que pena que nossa Orquestra Sinfônica ainda não esteja à altura nem em condições de lhe oferecer um concerto. Quem sabe da próxima, não é governador Ricardo?
Mas, Dilma, será que a levarão para ver o nosso sertão, onde os açudes estão secando, o gado morrendo e a miséria tomando conta de tudo? Será que lhe mostrarão a tragédia da seca que tanto preocupou o estadista Epitácio Pessoa? E em que ficou o projeto de transpor as águas do rio São Francisco? Desculpe-me pelo realismo do cronista, que parece estragar sua visita. Mas, só a presença da presidenta fará, talvez, aquele povo sorrir novamente.  

Q ual é o maior crime que um homem pode praticar na vida? É o crime contra si mesmo. O crime de extinguir a própria existência, que...

O paraíso do nada


Qual é o maior crime que um homem pode praticar na vida? É o crime contra si mesmo. O crime de extinguir a própria existência, que ele não criou. É o tal suicídio que muitos praticam, na esperança de exterminar para sempre os seus sofrimentos. E assim, agem movidos pela concepção de que tudo acaba com a morte. Dir-se-ia a busca pelo Paraíso do Nada.
O homem é o único animal que se suicida, que destrói a própria existência. Ninguém viu um leão, um elefante, um cachorro, se auto-destruindo. Dizem que o lacrau, quando ameaçado pelo fogo, se envenena com o veneno da própria calda. Se não me engano, quando criança, fiz essa experiência...
Deve ser um desespero muito grande o que leva um homem a se atirar de um edifício, ceifando a preciosa vida. O famoso escritor Stefan Zweig, que escreveu um livro elogiando o nosso país, chamando-o País do Futuro, suicidou-se juntamente com a esposa, respirando gás. Que grande solidariedade!
Mas, por que o homem se suicida? Será só para não sofrer mais? Por que esse desejo de não ser mais nada? Puro materialismo, ignorância da vida além da morte. Assim fez o nosso presidente Getúlio Vargas, dando um tiro no peito, desesperado com a crise de seu governo.
E me vem à mente aquela inscrição que está lá no Père Lachaise, em Paris, atribuída a Allan Kardec|: ”Nascer, viver, renascer ainda, progredir sempre, tal é a lei”.
Se o leitor tem alguma tendência de acabar com a vida que Deus lhe deu, não deixe de ler o livro psicografado por Yvonne Pereira: ”Memórias de um suicida”. O suicida foi o famoso escritor português Camilo Castelo Branco. Ignorante da vida espiritual, da vida além da morte, seu espírito sofreu o diabo. Viveu um verdadeiro inferno, na sua consciência, cujo fogo é o do remorso...
Mas, por que estou escrevendo sobre suicídio? Justamente pelo que li, manhã cedo, nos jornais: a notícia do falecimento do famoso astro da TV, Walmor Chagas, que se suicidou dando um tiro na cabeça, como fez outro famoso, o escritor Ernest Heminguay.
Por que destruir aquilo que não somos capazes de criar: a vida?
A maior responsabilidade é a responsabilidade de viver e de conviver. E não devemos esquecer de outros suicídios como o do fumo, da droga, dos abusos da comida, dos excessos do álcool, e outros abusos...

N ão, não foi a recente eleição para prefeito da capital, sob o comando seguro e eficiente do jovem desembargador Marcos Cavalcanti...

A eleição foi uma festa!


Não, não foi a recente eleição para prefeito da capital, sob o comando seguro e eficiente do jovem desembargador Marcos Cavalcanti.
A eleição a que me refiro é a da nossa venerável Academia Paraibana de Letras. Uma eleição que teve tudo de festa de confraternização, pois não houve competidores. Ninguém quis concorrer com o desembargador Marcus Cavalcanti que ficou sozinho do páreo. E ele ia recebendo os que iam votar, com muitos sorrisos e fraternais cumprimentos.
A “eleição-confraternização” trouxe até Eilzo Matos, lá do sertão, onde a seca está matando o sertanejo. Trouxe também de longe o irrequieto, bom falante e homem de televisão, Jsoé Nêumane. E o nosso Damião pra lá e pra cá, em plena lua de mel com a presidência da venerável casa. Ele começou sua gestão colocando corrimãos na entrada do prédio, facilitando o acesso dos mais idosos, que devem evitar quedas e ficarem atentos às topadas e escorregadelas. A passarela está uma beleza.
Marcos numa serenidade invejável, esquecido da toga, das maçantes reuniões do Tribunal e dos acórdãos, agora estava ele como escritor, como pesquisador de alentadas obras sobre sua terra Mamanguape. Sereno, o desembargador Marcos estava esquecido das recentes eleições para prefeito, quando ele teve impecável atuação.
Vi muitos colegas imortais, que há muito tempo não via, a exemplo do poeta Jomard, autor do belo e lírico Intinerário da nossa capital.
E o presidente Damião me mostrando o que já fez e o que vai fazer pela nossa Academia, que sempre foi bem presidida.
O clima fraternal era tão gostoso que eu desejei que os que estavam na Galeria, em forma de retratos, descessem dos quadros e viessem participar da festa.
Enchi os ouvidos de boas e salutares conversas. E cadê as imortais femininas? Só vi Ângela, que com seu enigmático sorriso e boa conversa, sempre contribuiu para enriquecer o ambiente. E enquanto todos se confraternizavam, o imortal Juarez Farias, auxiliado por uma boa equipe, ia recebendo os votos dos imortais.
Infelizmente não pude esperar pelo esperado resultado da urna. Não pude abraçar o meu colega de imortalidade Marcos Cavalcanti, que vai ocupar a cadeira, antes preenchida pelo grande Joacil Pereira, sempre presente na nossa memória e no nosso coração.

D entre os animais irracionais, o homem se afina muito com o cachorro em várias coisas. Talvez seja por isso que, de vez em quando,...

O cachorro e o homem


Dentre os animais irracionais, o homem se afina muito com o cachorro em várias coisas. Talvez seja por isso que, de vez em quando, eles se tratem assim, entre si. Começa que o homem gosta do barulho, assim como o cão. Tão quanto gosta de briga. Está aí a TV cheia de notícias de guerras entre povos, que nunca terminam. Mas o cão tem a seu favor uma atenuante: ele é irracional. Domina-o o instinto.
Os outros animais, ao que saiba, são mais do silêncio. Vejam, por exemplo, o galo. Ele apenas nos delicia com aquele canto saudoso, pelas madrugadas, que faz a gente refletir. E foi esse canto que despertou Pedro, o apóstolo, para a negação. Isto é, quando o apóstolo negou perante os soldados e juízes que não conhecia o seu Jesus. Aí veio aquela prévia advertência do Mestre a Pedro: “Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.
Mas voltemos à crônica, ou melhor à tese: parece mesmo que só o homem é inimigo do silêncio. Engraçado que enquanto ele no útero materno, o bicho dorme que é uma beleza.
Campeão do barulho, o bicho-homem, vez por outra, está matando o silêncio, cometendo o crime do “silenciocídio”. E haja bombas no São João, no Ano Novo, nos gols do futebol. Bomba, esse fogo de artifício que é uma barbaridade e deveria ser proibido. E que dizer dos carros, notadamente as motos, e os liquificadores? Já ouvi dizer que uma certa senhora foi comprar um liquidificador e avisou logo ao vendedor que só gostava daquele que faz muita zoada. E vem agora a pergunta? por que as motos fazem aquele barulho ensurdecedor?
Mas, sabem que os que gostam do barulho, assim o fazem para evitar o silêncio que o obrigam a pensar? A reflexão para eles é uma tortura. O barulho é como a cachaça, faz-lhes esquecer a realidade da vida.
E vem a indagação: onde é que mais está o barulho? Ora, hoje ele está em toda parte. Até nas igrejas, vejam só. A missionária Tereza de Calcutá dizia que “para falar com Deus é preciso o silêncio”.
Concluo a crônica dizendo: o cachorro é barulhento, mas, lembremos que a seu favor está a atenuante da irracionalidade...

Se você ainda não tem noção do que seja uma vaquejada, experimente digitar o termo no Google Imagens .

Participe do movimento contra as vaquejadas


Se você ainda não tem noção do que seja uma vaquejada, experimente digitar o termo no Google Imagens.

J esus ia caminhando com os apóstolos, na ardente areia, quando notou que dois deles discutiam, lá na frente, quebrando o silêncio da serena...

A grandeza do pequeno


Jesus ia caminhando com os apóstolos, na ardente areia, quando notou que dois deles discutiam, lá na frente, quebrando o silêncio da serena caminhada, porquanto muitos pareciam orar.
Mas, eis que os lá da frente estavam a quebrar a placidez daquela romaria. Mais adiante, durante um ligeiro repouso, o Mestre acercando-se dos dois discípulos, indagou: qual o motivo de tão acesa discussão? Um deles foi logo respondendo: “discutíamos sobre qual de nós será o primeiro no Reino dos Céus?” Jesus, então, lhes disse: ”O maior será o menor no Reino dos Céus”...
É a tal coisa, todo mundo deseja ser o mais culto, o mais bonito, o mais poderoso, o mais rico, o mais elegante, o mais sábio, movido pelo sentimento de vaidade, esquecido de que o Eclesiastes já dizia, numa censura: “Vaidade, tudo é vaidade. ”
Mas não devemos esquecer, que seria do que se julga grande, se não fosse o pequeno? O mar é uma majestosa beleza, que encanta a todos, todavia é preciso lembrar que ele feito de minúsculas gotas... E a montanha, com aquela esplêndida grandeza, que seria dela se não fossem os grãos de areia que a compõem? A árvore merece respeito, no entanto, veio de uma diminuta semente. E é sustentada pelas humildes raízes, que não são vistas, nem lembradas e jamais serão elogiadas.
Que bela esta sinfonia de Anton Bruckner que ouço agora! Entretanto, foi composta com apenas sete notas. A longa caminhada é feita de pequenos passos. É suntuoso o palácio, é belo o automóvel, último modelo, no entanto sem uma simples chave não teremos acesso a eles.
Dizia Madame Roland, personagem da Revolução Francesa: ”liberdade, liberdade, quantos crimes foram praticados em teu nome!” Parodiando, poderíamos dizer: humildade, humildade, quanto desprezo do mundo para contigo.
Jesus foi sublime na sua sentença: “o maior será o menor no Reino dos Céus”. E tanta gente por aí se gabando, enchendo de vaidade. Tanta gente desejando ser o maior, o mais poderoso! Esquecida de que, muitas vezes, o maior é exatamente o pequeno...

T anto barulho, tanta bebedeira, tanta festa, tanta comida, tanta zoada, tantos fogos, só porque mais uma folhinha do calendário é ...

A grande pergunta

Tanto barulho, tanta bebedeira, tanta festa, tanta comida, tanta zoada, tantos fogos, só porque mais uma folhinha do calendário é virada. Esquecemos que o tempo é uno, uno e silencioso, silencioso e imperceptível. Ouçamos o tique taque do relógio, olhemos os dois ponteiros, marcando os segundos, os minutos, as horas. Dir-se-ia a dança do tempo. Segundos que viram minutos, minutos que viram horas, horas que viram semanas, semanas que viram meses, meses em séculos, séculos em milênios...
O que é, enfim, a passagem de um ano? Uma gota no oceano. Uma poeira nas galáxias. E a gente com as nossas vaidades, ambições, ilusões.
Mas, a grande lição de uma passagem de ano é que tudo passa. Não existe marcha à ré do tempo. Ele não sabe voltar. Ele é como o solo. Se nele nada plantamos, não existe colheita alguma. Aproveitar o tempo, eis a nossa grande responsabilidade. E, sem dúvida, mais na frente virá aquela inquietante pergunta: o que fizeste do tempo, o que fizeste da terra.
E vem outra indagação: o que fizeste do teu viver, a quem irás dar conta do tempo que te foi dado? Se não há responsabilidade, qual o sentido da vida?
Nasceste num corpo de carne, num corpo maravilhoso que nenhum homem será capaz de construi-lo. E quem construiu tão magnífica máquina, uma maquina que pensa, que imagina, que deseja, que inventa, que ama, que questiona, que investiga, que descobre, que tem remorsos e arrependimentos, que sofre.
O computador é extraordinário, mas não tem coração, logo não ama. Ora, veja este mosquito... O homem, algum dia, fará um deles, apesar de sua tecnologia?
Festejamos a passagem do ano, à beira-mar, em companhia de alguns familiares e vimos fogos de artifício iluminando a noite. Tantas alegrias, tantas esperanças, tantos abraços e beijos, tantos votos de felicidade! E esquecemos nossos propósitos. Será que vamos continuar os mesmos, nenhuma reflexão, nenhuma transformação interior? E o tempo, o que fizemos e o que vamos fazer dele? Eis a inquietante pergunta...