Paraíba, 5 de junho de 2022

Pauta Cultural (Ep. 44)

Paraíba, 5 de junho de 2022

⧏ Aconteceu
Raniery Abrantes
O poeta Raniery Abrantes teve participação especial no lançamento simultâneo de 5 livros editados pela União Brasileira dos Escritores (Seção PB), ocorrido no dia 31 de maio.

As obras lançadas foram classificadas em seleção do concurso literário “A Arte de Escrever”, entre autores de vários gêneros. São elas: “La Bodeguita” (Tarcísio Pereira, romance), “O caderno perdido de René Thiollier” (Bruno Gaudêncio, ficção), “Ponteio” (Marineuma de Oliveira, poemas), “No Reino da Parahyba” (José Nunes, novela), e “Delicadezas de um coração” (Gilmar Leite, poemas).


Para cada título, o poeta Raniery compôs especialmente um poema declamado na ocasião, com caráter de mini-resenha, em que retrata a essência das obras. O evento foi conduzido por Luiz Augusto Paiva da Mata, presidente da UBE/PB.

ESQ ⇀ Raniery Abrantes
DIRem pé: Tarcísio Pereira, José Nunes, Maria dos Anjos e Luiz Augusto Paiva ▪ sentados: Bruno Gaudêncio, Marineuma de Oliveira e Gilmar Leite ▪ Imagens: Instagram / Facebook
Alaíde Chianca
Homenagens póstumas foram prestadas recentemente à professora Alaíde Chianca, por diversos segmentos culturais afinados com sua trajetória de educadora.

Nascida em Currais Novos, em 1919, Alaíde transferiu-se para a capital paraibana em 1942, onde atuou como professora do Colégio Estadual de João Pessoa durante 25 anos. Ensinou na Escola Industrial Coriolano de Medeiros e, por duas décadas, dirigiu a Aliança Francesa de João Pessoa, instituição que ajudou a criar. Ela faleceu com 103 anos, de morte natural, deixando um legado de dedicação à língua francesa na Paraíba, ressaltado pelo reitor Nicácio Lopes, do IFPB, como “grande contribuição ao fortalecimento dos laços de amizade entre a Paraíba e a França”.

Dona Alaíde recebeu afetuosa homenagem promovida por sua filha, Fátima Chianca, esposa do artista plástico e escritor Alberto Lacet, que apresentou na ocasião um retrato dela pintado por ele em tela de grande formato. A homenagem contou com a participação de representantes da Associação de Teatro, Artes e Yoga (Artyôga), ligada ao Projeto Piollin e à família da professora, e ex-colegas da Escola Técnica e da Aliança Francesa. Foram apresentados áudios, vídeos e imagens de acontecimentos significativos de sua vida, em meio a saudações de amigos e admiradores, no espaço de lazer do Edifício Porto La Rochelle, na capital paraibana.


Entre as homenagens que a professora Alaíde recebeu em vida pelo reconhecimento do seu trabalho estão: Medalha Nilo Peçanha, Medalha Coriolano de Medeiros, Palmas Acadêmicas, título de Cidadã Pessoense, e a condecoração “Officiel de la Légion d'Honneur”, honraria francesa existente desde 1802, instituída por Napoleão Bonaparte.
⧎ Acontece
Eliezer Rolim
O professor, arquiteto, diretor de cinema e dramaturgo paraibano Eliezer Rolim será mais uma vez homenageado com a produção de um curta-metragem idealizado por sua esposa Rosângela Rolim e familiares.

Já em fase de conclusão, o filme “Meu Pai, Eliezer Rolim”, iniciado há mais de um ano, trata da trajetória profissional do dramaturgo e sua ligação com a arte. No documentário, há depoimentos de familiares e profissionais que trabalharam com Eliézer nos bastidores de várias produções teatrais, como iluminadores, cenógrafos e figurinistas.

De sua autoria, o espetáculo “Trinca mas não quebra”, já com mais de 25 anos, dirigido por Francisco Ernandes, continua sua turnê como parte do projeto “Circulação do Trinca”, promovido pelo FUMINC - Fundo Municipal de Incentivo à Cultura. O projeto tem o objetivo de levar o teatro às comunidades rurais do município de Cajazeiras e outras cidades do interior da Paraíba.

Sempre em pauta nos festivais de teatro do estado e do Nordeste, a peça foi encenada recentemente no Festival de Inverno de Monte Horebe (PB) e também no Teatro Iracles Pires, de Cajazeiras, nos dias 26 e 27 de maio. Para as próximas apresentações, a diretoria do espetáculo está selecionando atores e atrizes, que podem se inscrever para teste por meio do WhatsApp (83) 991 96 45 25.
⧐ Acontecerá
Bric-a-Brac
A revista Bric-a-Brac, que circulou nas décadas de 80 e 90 com surpreendente conteúdo de perfil “poético-experimental”, peças literárias e entrevistas históricas, voltará a ser editada com novo título e nova logomarca — BRIC XXII —, como parte das celebrações do centenário da Semana de Arte Moderna de 22.

A edição de estreia, que está em processo de finalização, terá 110 páginas, cerca de 60 participantes, poetas visuais, experimentais e poemas escritos com teor de críticas sociais. O poeta concretista Augusto de Campos, com 91 anos, será destaque em artigo que faz um balanço de suas atividades e dos companheiros do “Noigandres”, grupo de poetas formado em 1952, em São Paulo (integrado por Augusto, Haroldo de Campos, Décio Pignatari e Ronaldo Azeredo), além de sua convivência com os modernistas Mário e Oswald de Andrade.

A edição da nova BRIC é do poeta e jornalista Luis Turiba, ilustrada pelo programador visual Rômulo Garcias e pelo poeta-arquiteto João Diniz.

Luis Turiba

A revista será lançada em junho no restaurante Beirute-Sul, em Brasília, em data a ser divulgada. Em seguida, no espaço cultural Asa de Papel, em Belo Horizonte; e no Rio de Janeiro, na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Em São Paulo, o lançamento ocorrerá na Casa das Rosas (Avenida Paulista) e já há convites para sua apresentação em Recife, Porto Alegre e Salvador.
Rodrigo Cicchelli
No próximo dia 10 de junho, acontecerá a estreia mundial do Concerto para piano e orquestra de Rodrigo Cicchelli, professor titular do Departamento de Composição da Escola de Música da UFRJ.

Entre as premiações que Cicchelli recebeu estão: o primeiro lugar no Concurso Centenário Villa-Lobos (UFRJ, 1987); prêmios e menções honrosas no Concurso Internacional Luigi Russolo (Itália), edições 1993, 1994 e 1995; 1º Lugar na Tribuna Internacional de Música (Finlândia, 1994); e Prêmio Funarte de Composição Clássica em 2016.

O concerto da próxima sexta-feira terá início às 19h30, será regido por Claudio Cruz, com Giulio Draghi ao piano, integra a série “Guiomar Novaes” e faz parte das comemorações do Bicentenário da Independência do Brasil, promovidas pela Orquestra Sinfônica Brasileira. O concerto ocorrerá na Cidade das Artes (Grande Sala), na Avenida das Américas, nº 5.300, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Os ingressos e outras informações estão disponíveis no site Sympla.

O programa inclui: a “Abertura para Grande Orquestra”, de Sigismund von Neukomm; o “Concerto para Piano e orquestra”, de Rodrigo Cicchelli; e a obra sinfônica “Museu da Inconfidência”, de César Guerra-Peixe.
Leonard Bernstein
Aumentando a expectativa dos amantes da música, a Netflix divulgou as primeiras cenas do esperado filme "Maestro", sobre a vida do músico norte-americano Leonard Bernstein, um dos mais importantes do século XX, imortalizado pela interpretação das sinfonias de Gustav Mahler, gravadas em uma série que teve apoio da viúva do compositor, Alma Mahler.

Produzida por Martin Scorsese e Steven Spielberg, e protagonizada por Bradley Cooper, a película homenageia o regente titular da Filarmônica de Nova York, autor do musical "West Side Story", e foi fruto de um contrato firmado com sua família.

Carey Mulligan e Bradley Cooper em "Maestro" ▪ Netflix ▪ Div.
O tema do filme tem como foco a relação do músico com a atriz chilena Felicia Montealegre, com quem foi casado entre 1951 e 1978 e teve três filhos. O filme deve ser lançado no próximo ano. Confira, abaixo, alguns momentos da filmagem, em Nova York.

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“Há 100 anos nascia aquela atriz que, "se existe predestinação, pode-se dizer que estava realmente destinada ao palco, pois estreou em cena com vinte e poucos dias de nascida" - É a Bibi Ferreira que o cronista Francisco Gil Messias faz a sua homenagem no texto “Cem anos de Bibi”.
"Bem que gostava daquele movimento, estação após estação. Ora descia gente para o reencontro e os abraços, ora embarcava com o choro das despedidas [...] Lá estavam, como sempre, os vendedores de tapioca, cocada, castanha, amendoim, todos com freguesia cativa entre os viajantes" - Uma viagem, uma paixão súbita, a vida passando pelas janelas do trem, como passam pelos anos, e pelo frondoso imaginário do cronista Frutuoso Chaves no conto “A gema negra”.
"É possível construir uma esperança através dos afetos, porque existe na própria consciência uma necessidade de não suportar uma mentira por um longo tempo [...] O conhecimento é o mais vigoroso dos afetos. E conhecer os afetos racionalmente é a possibilidade de encontrar a liberdade" - É de harmonia interior entre mente e corpo, razão e emoção, que fala o professor Klebber Maux Dias no texto “Cansaço das incertezas”.
Caix@ Postal
"Costumo dizer que: temos tanto que não presta! Nossas terras de dentro, nosso sertão profundo, escondem valores como tantas minas ainda não descobertas. O ruim é que, mesmo depois desses valores emergidos, não chegam a serem valorizados, e, muitas vezes, nem reconhecidos."
Marco di Aurélio ▪ 05.06.2022
Comentário sobre o texto “O poeta da alma dos sertões”, de Flávio Ramalho de Brito.


"Acordar em um sábado, e me deparar com esta crônica, me faz pensar que tem muita coisa leve para a ocupar a mente da gente. Seguir assim faz a vida parecer uma festa de criança, onde o cachorro quente e o brigadeiro são motivos de felicidade. Sim, a vida pode seguir sem tanto peso e "mimimi". Gratidão a você, querido escritor, que coloca em palavras o que a gente vê e não lê 🌻."
Sandra Lúcia Rodrigues ▪ 04.06.2022
Comentário sobre o texto “O cronista e a gaveta”, de Aldo Lugão.


"Adorei, viajei no clima. O texto é convincente e sensual. Ele pode ser atual, possui uma carga de dramaticidade, alude às transgressões íntimas e pessoais. O desejo foi tomado como sujeito da oração e se põe como protagonista diante das vulnerabilidades da ética, e da moral, que já se foi e desmoronou. Introduz os elementos dos descaminhos que podem prenunciar e terminar em tragédia. Uma tensão se instala em função da posição tomada por cada um dos leitores, sendo que agora pecadores no banco dos réus, ou atentos prendendo o fôlego, àvidos de retratamentos e da restarauração dos bons costumes como se Flaubert pudesse evitar o suicidio de Mme Bovary."
Mário Sttee ▪ 04.06.2022
Comentário sobre o texto “Las trampas de la vida”, de Madalena Zaccara.


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  1. Valiosas as muitas informações culturais que recebemos.
    Pena, muitas estarem distantes de nós.
    Ave!!!

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