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O nome do livro submetido aos leitores junta uma expressão de José Américo de Almeida (1887/1980) a um enunciado de Milton Ma...
Precioso texto em favor da memória histórica e cultural da Paraíba
Quando eu (flor) for arrancado do jardim, deixarei de ser flor. A noite é da lua, das estrelas, do bom vinho, da ce...
Quando eu for arrancado do jardim, deixarei de ser flor
Velhas roupas e novas promoções podem ser atrativas no intervalo da TV que despeja centenas de bombas que ouvimos estrondar baixo. ...
Miscelânea
O mundo da filosofia e da escrita está repleto de grandes pensadores, filósofos e escritores que têm contribuído para o desenvolvimento...
O mundo da filosofia e da escrita
Retorno à leitura de A Nudez de Laura , de Ana Paula Cavalcanti, interrompida há dez anos, quando o romance foi lançado. Me peniten...
A nudez não será castigada
Eis que uns pingos de chuva apanhados por mim me deixaram posto a sossego. O corpo dolorido como se houvera sido surrado, além da chuva...
Guaroroba eficaz
Eu, historicamente, sujeito à amigdalite crônica, comecei a padecer a febre em braseiro, a rouquidão me fazendo assoviar pelas cordas vocais. Não quis incomodar o saudoso Ugo Guimarães , nem meu ex-colega de bancos ginasianos, o competente otorrinolaringologista Antônio Carvalho.
Walter Benedix Schönflies Benjamin (1892–1940) foi ensaísta, crítico literário, tradutor, filósofo e sociólogo alemão. Em seu livro...
Perda da ''aura'' da Arte
De suas estranhezas notou-se primeiramente uma indisfarçável simpatia pela vida de caserna. Pois não é que, às...
A primeiríssima fuga de Carlos MacCaco
O filme Memórias de Paris (de Alice Winocour, 2022), no Festival de Cinema Varilux, tem como enredo os ataques terroristas em Paris ...
O Instante irreversível
A personagem principal, Mia (Virginie Efira), sai de um encontro com o marido depois de uma desculpa conveniente para ir a um encontro amoroso, e ela, por conta da chuva torrencial, resolve parar num Café. Fica a observar detalhes nos clientes. Duas moças que tiram selfie, um pescoço com um colar, uma outra que se dirige ao banheiro, um aniversário celebrado na mesa vizinha, um olhar sedutor do aniversariante, quando, de repente, uma explosão.
Li que o bilionário Jeff Bezos tem inve...
Dos males de não morrer
Quando ocorreu o aumento do consumo de ovos nos Estados Unidos surgiu o acolhimento inesperado e volumoso de pintinhos nas residências ...
Volta ao campo sem sair de casa
O nome cardinal vem do adjetivo latino cardinalis, que significa “principal”, donde a expressão cardinales numeri, isto é, “números pri...
Funções do numeral cardinal
Um gramático ensina que se deva dizer “anos sessentas”, flexionando-se o numeral cardinal. A ideia básica é a de que, se dizemos que há dois sessentas no número 6060, então devemos também dizer “anos sessentas”, já que a dezena se
O numeral cardinal tem basicamente duas funções semânticas e duas funções sintáticas, dependendo de sua posição em relação ao substantivo. Se vem antes do nome, o numeral cardinal participa da natureza do pronome indefinido, mas é quantificador determinado, e sua função semântica é de numerativo (na terminologia de Halliday e Hasan, no livro Cohesion in English, London: Longman, 1976, p. 40-41). Sintaticamente, é um adjunto adnominal. Nessa função, alguns numerais cardinais se flexionam, como um, dois e os terminados em –entos. Ex.: duas casas, duzentas obras. Mas, variando ou não, o numeral cardinal, na função semântica de numerativo e na função sintática de adjunto adnominal, é sempre um determinante do nome.
Quando vem posposto ao nome, porém, o numeral exerce função semanticamente classificatória e sintaticamente apositiva (aposto especificativo) e é invariável: prédio dois, casa um, apartamento cento e um, revólveres 38, calibre 45, anos sessenta.
Quando se diz “prova dos noves”, “os oitos”, “os cincos”, o numeral passa a ser substantivo (derivação imprópria) e flexiona-se em número. Como substantivo, o numeral cardinal pode exercer uma função nuclear (de sujeito, de predicativo, de objeto direto,
Em sua função classificatória, o numeral cardinal é invariável porque é um aposto especificativo, como em “professores adjuntos quatro”. Os termos que exercem a função de apostos especificativos pospostos ao fundamental, normalmente não se flexionam, como, por exemplo, sequestros relâmpago, desvios padrão, operários padrão, comícios monstro, vestidos laranja, tons pastel, elevadores Nacional, contas fantasma, cópias xerox, etc. Esses apostos às vezes se confundem com palavras compostas, como em: bananas-maçã, canetas-tinteiro, mangas-rosa, salários-família, em que o segundo elemento não varia por restringir a significação do primeiro ou por indicar-lhe destinação ou fim (como em navios-escola). Se o segundo elemento não restringe a significação do primeiro, ambos geralmente variam, como em: cartas-bilhetes, cirurgiões-dentistas, decretos-leis, etc. No caso do numeral, se ele exerce função classificatória (de aposto especificativo), só o fundamental varia: revólveres trinta-e-oito ( e não “trintas-e-oitos”), anos sessenta (e não “anos sessentas”). Se o aposto especificativo não for um numeral cardinal, ele pode confundir-se com um adjunto adnominal e flexionar-se, como em Casas Pernambucanas (Cf.: Casas Aurora, Livrarias Santana, Lojas Pet, Óticas Visual, etc.). Atente-se para o fato de que em nenhuma língua neolatina o numeral cardinal posposto ao nome se flexiona. Cf. “les années soixante”,
Equivocam-se, portanto, os que pleiteiam a flexão do numeral cardinal posposto ao nome. A única exceção se dá com o nome “página” (ou “folha”). Com “página”, no singular, o cardinal posposto fica sempre invariável; com “páginas”, no plural, o cardinal posposto pode flexionar-se em gênero: “à página dois”, “a páginas duas” (Cf. BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 37 ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: Lucerna, 1999. p. 207.) Essa concordância excepcional do cardinal posposto ao nome origina-se talvez da analogia com a expressão “a folhas tantas”, “a páginas tantas”.
A função classificatória também é exercida pelo pronome possessivo. Quando digo “meu livro”, estou dizendo que possuo o livro. Mas, quando digo “meu avião sai às 10h”, ou “minha poltrona no cinema é par”, não estou indicando posse, mas classificando.
Gosto de falar do que entendo e do que vivenciei durante as quase cinco décadas que eu dediquei ao ensino. Por isto mesmo, em determ...
De bibliotecas e educação, uma brevíssima história
Mais um livro de Hildeberto Barbosa Filho (já são mais de sessenta), o mais produtivo autor paraibano em todos os tempos. E autor d...
Hildeberto: pensamentos provisórios, livro definitivo
Dos colonizadores empobrecidos (mas nobres ou aventureiros) ou cristãos-novos fugidos que aqui chegaram a partir de 1532 (São Vicente)...
Dom Manuel, o Venturoso: o avô do Nordeste Luso-brasileiro
Com a esticada dos meus dias, curto o privilégio de ver a cidade de 1951 com seus 119 mil habitantes, na grande e rica João Pessoa de h...
O caminho sem volta
Fui contemporâneo da escrita com pena, tinteiro e mata-borrão. Exigia que se escrevesse com leveza para não rasgar o papel. Sinto que...
Tempo de estudante
Vida, natureza, família, semelhante, trabalho, chefe, prova, expiação, dor, sofrimento, enfermidade, saúde, amigo, inimigo, alegria, t...
Gratidão: um novo olhar sobre a vida
Qualquer coisa pode ser razão para agradecer ou reclamar, a depender do ponto de vista.
Todos os dias eu tenho de me explicar a Deus pelo meus atos mesmo questionando sua existência, tomado pelo horror que me domina com ...
As certezas da dúvida
Entra década, sai década, entra governo, sai governo, seja municipal, estadual, federal, e nada da implementação de um serviço de Arqui...
Arquitetura Pública
O crítico literário, professor e poeta Hildeberto Barbosa Filho descobriu as redes sociais. Descobriu, mas a aproximação se fez com a...
''Poesia, as palavras virando fantasia''
Compreende-se a leitura como sendo uma das formas de um sujeito adquirir o letramento escolar para que assim possa atuar socialmente e ...
A importância da leitura
Estudo realizado pela Lies University desenvolveu uma equação matemática demonstrando que quanto pior o hálito de alguém maior será a ...
Odores corporais
Como eu gostaria de saber o que, realmente, se passava naquela cabecinha. Encontro marcado, pipocas compradas, sentamos lado a lado no ...
A segunda namorada
Conheça a doença de Chagas Para saber do perigo Acompanhando esses versos Que você vai ler comigo A doença tem o nome ...
Doença de Chagas - uma visão global sob a ótica de um Cordel
Para saber do perigo Acompanhando esses versos Que você vai ler comigo A doença tem o nome De quem primeiro a viu Foi o Doutor Carlos Chagas Que esse mal descobriu É doença é perigosa E pode até ser fatal Atinge muito o homem E também o animal Os animais atingidos São tatu, morcego e rato A cutia e o gambá O cão, o macaco e o gato
Na vida urbana a árvore é vítima, não é vilã. Homens também são vítimas de outros homens. Na esquina o sopro mais forte vi...
Árvore-homem
A busca pela felicidade deve orientar todas as ações humanas para alcançar o bem comum. Essa tese é apresentada pelo filósofo grego A...
Felicidade em Aristóteles
Porque dormir Sem te deixar Por dizer É como amar Um sonho E não fazer fluir Feixes de luz Asas e piruetas de prazer N...
O poema é a ponte dos impossíveis
Tenho especial predileção pelos escritores, poetas, pensadores da suspeita. Aqueles que questionam as verdades estabelecidas, desvela...
Deus está em outra
O sol se deita suavemente na borda azul do mar. Com ele se vai mais um ano da minha vida. Aniversário. A lágrima desliza, descuidada, p...
Agora e depois, o meu amor
Os caminhos do Sertão me desviavam para a Praça do Centenário, em Pombal. Logo ao chegar à calçada da Igreja do Rosário, sob a so...
Pombal e seus encantos
Há muitos anos que me incomoda a relação de nós mulheres com o nosso corpo. A pressão da sociedade por corpos irrealizáveis. Sempre fu...
Corpo em pedaços
O fim dos tempos não é necessariamente o tempo do fim. É o momento em que, para alguns, não há mais respeito por valores e crenças, e o...
Divagando se vai longe
Você consegue imaginar o momento em que nossa raça planetária estará a minutos do apocalipse? Consegue imaginar um relógio marcando ess...
Deuses, sábios e poetas
Pois esse cuco marcador de nossos últimos dias existe. Chama-se Relógio do Juízo Final, ou Relógio do Apocalipse (em inglês: Doomsday Clock), que nada mais é do que um marcador simbólico, mantido desde 1947 pela organização Boletim dos Cientistas Atômicos, da Universidade de Chicago.
História e literatura estão assim de casais: Marco Antônio e Cleópatra, Bonnie e Clayde, Tristão e Isolda, Dom Quixote e Dulcineia, Sc...
Ele & Ela
O recrudescimento da extrema-direita em todo o mundo conta com dois aliados infalíveis: a frustração e as redes sociais. A irracional...
Tiranet: a incubadora de fascistas
A irracionalidade de todos aqueles que se sentem subestimados e injustiçados com suas circunstâncias vitais é a matéria-prima da demagogia política. O impulso natural da pessoa ignorante é culpar o outro, sem conseguir identificar as verdadeiras causas dos seus problemas, que estão nele mesmo ou em condições sociais estruturais que poderiam ser modificadas com consciência de classe e organização.
Em 20 de março de 1953 morria, aos 60 anos, de câncer no pulmão, o alagoano Graciliano Ramos, no Rio de Janeiro, cidade que adotou, ap...
70 anos sem Graciliano
Moacyr Scliar (1937 – 2011) é muito leve, irônico, profundo escritor judeu porto-alegrense, Prêmio Casa de Las Americas, Prêmio da APCA ...
A mulher que escreveu a Bíblia
A serra de Areia tem culpa pela minha apatia pelo mar. E não estou sozinho. Para morar à beira-mar o areiense José Américo teve de pla...
A serra de Areia
O título acima poderia levar o leitor a imaginar que este é um artigo sobre a repercussão nacional do escândalo de corrupção no Hos...
Padre Zé na mídia nacional
Canto primeiro Habita em mim um sem número de desterrados, meus pares eternos, raízes que me circundam. Resmas e re...
Cantos para meus filhos
Habita em mim um sem número de desterrados, meus pares eternos, raízes que me circundam. Resmas e resmas de histórias perdidas, descartadas, um cotidiano de ossos e aboios de heróis impuros. Um ser andor e barro, caligrafia, relicário das almas. Meu duplo é o ontem, a miragem sertaneja, o cedro-do-Líbano, a travessia dos Oceanos e das caatingas.
Coisas excepcionais aconteceram sob os olhos cansados de um relógio do tempo que não pediu para existir. Mãos o criaram ̶ eu sei. É que o Sol insistia em rodar, rodar e rodar... Era um deus. Sagacidade de uma prosopopeia.
Letra miúda, essa, do tempo, caber o risco do vento o uivo, o eco, toda delicadeza dos voos dispersos e restar espaço para tantos sonhos na inocência de uma infância.
O cerol do tempo lembrando que a morte é a única panaceia.
Surgem homens, incansavelmente, e a discórdia começa com as iniciais dos nomes.
Os homens se perderam, eu me perdi, sou um deus da guerra Milano, sou um deus plácido e sua faca o corte e a ferrugem dos séculos.
Sabe, pai, é triste não saber definir a noite.
A palavra malefício poderia ser desdobrada em oficio de ser mal ou um mal ofício, uma execução imperfeita, um ato humano. Intencionalmente estaria aí a dualidade, o espaço da religião.
O amuleto, um algo que já tentei ver através de um radioscópio, e que só mostrou minha mão que segurava uma ilusão envolta em séculos de tecidos negros que guardavam uma farpa da Santa Cruz.
Existiu um rosário de contas azuis e brancas, e uma pena do pavão de padre Cícero, e Santa Marta, ou uma outra Santa de vestes de freira, e um oratório azul como um túmulo de um ser puro nascido no Seridó, e um menino vivo a confrontar o espelho, essa imagem maldita que pensa saber todas as respostas.
Existe uma hierarquia para as perdas. A minha primeira foi a mãe do Bambi. E minha mãe nem sabia que eu já sabia da morte quando segurei suas pernas na janela do nono andar.
Guardei meus pés e minhas pausas.
Esse olhar de ódio é um teatro do absurdo de um homem além do discurso de querer-se sóbrio diante do naufrágio.
Nascemos e partimos para o esquecimento.
A espiral dos cromossomos se quebra. É o pó das urnas mortuárias e a carga nos ombros dos filhos.
A colcha de retalhos é o nosso destino, memórias, augúrios e peripécias. Isso é a vida. E a responsabilidade dando sentido ao ser torto no redemoinho.
Estenda sobre seu caminho de passos suas descobertas, e parte levando o que seja, leva ao menos um desejo de tarde e o sentimento tátil da bruma ao te despertar de um sonho.
Essa é uma história verídica muito interessante principalmente àqueles que já estão na “fase da comodidade”. É comum aos que avançam no...
Andem sobre rodas!
Na primeira vez em que fui a Aix-en-Provence, no sul da França, admirei-me com os pregos de bronze, com aproximadamente 10 cm de diâmet...
Ei-lo pulando de uma casa para outra, nas ruas da Capital
Há anos que deixei de ir ao cemitério no Dia de Finados. Justificava que aquilo era bobagem, pura vaidade para dar satisfação aos outro...
Hodie mihi, cras tibi
Neste ano, no entanto, mudei de pensamento e fiz diferente: comprei flores, acendi velas e andei por entre as alamedas estreitas da “última morada” de minha cidade, Pocinhos, parando em vários túmulos para ver fotos e ler epitáfios.
Uma declaração supostamente atribuída ao admirável líder pacifista Mahatma Gandhi (Mohandas Karamchand Gandhi – 1869-1948), define o ...









































































