No começo dos anos 60, o pessoal da Alpargatas reparou em um par de sandálias japonesas, fabricadas com palha de arroz, e se fez a luz. Por que não fabricar aquele tipo de sandálias usando borracha? Seguiram adiante e aqui já está a primeira informação que muito provavelmente vocês não sabiam: aqueles gominhos estampados nos solados são reproduções de... palha de arroz. Não é sem propósito que muita gente chamava as sandálias Havaianas de sandálias japonesas.
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Então aconteceu a grande virada.
Alguém da fábrica resolveu esfriar a cabeça e foi tomar banho de mar na praia de Ipanema. Notou que os surfistas usavam as sandálias Havaianas de uma maneira peculiar: viravam o solado, de modo que a parte branca não aparecia, e as sandálias adquiriam uma única cor. Maior sucesso entre as gatas. Eureka! A Alpargatas então lançou, em 1994, as Havaianas Top, usando a mesma matéria-prima e com o mesmo custo de fabricação. Só que, dizem as más línguas, passou a vender o produto pelo dobro do preço das Havaianas tradicionais, fazendo com que as classes mais altas não precisassem comprar as sandálias “de pobre”.
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Hoje, as Havaianas são vendidas em todos os países civilizados e representam uma bela marca brasileira. Em alguns países, chegam a custar até dez vezes mais do que no Brasil. Há quem diga que são fabricados até oito pares de Havaianas por segundo.
Minha conclusão é a de que, se não fosse o banho de mar que o executivo da Alpargatas foi tomar, as coisas não teriam saído tão bem. Portanto, banho de mar é bom até para os negócios.











