Mostrando postagens com marcador João Arlindo Corrêa Neto. Mostrar todas as postagens

ESSE MOÇO Quero me embriagar na tua boca Beber na fonte desse mel Meu tempo é eternamente teu Não importa o quanto dure Teus cabelo...

arlindo correa poesia paraibana
ESSE MOÇO
Quero me embriagar na tua boca Beber na fonte desse mel Meu tempo é eternamente teu Não importa o quanto dure Teus cabelos cinza são ouro pra mim, Veio sem fim A nossa história não é folhetim Me deixa feliz assim, assim Faço questão de não acordar Viver esse sonho, prolongar o amor A esquina é pouco pra mim Quero te levar pra Flórida Como pássaro em migração Tornar nossa vida um eterno verão Se não entende-se o que falo Não faço questão de mudar Falo assim para você Me decifrar, me contemplar

Na João Pessoa de outrora, onde galinhas campavam livres como se os paralelepípedos fossem capim e os quintais eram um luxo para pouc...

balalaica cachorro aventuras caca familia saudade
Na João Pessoa de outrora, onde galinhas campavam livres como se os paralelepípedos fossem capim e os quintais eram um luxo para poucos, vivia Balalaica. Não era uma cadela qualquer. Mestiça de perdigueiro, com um nome que evocava a melodia russa e um corpo malhado que parecia obra de arte abstrata, ela era a personificação da energia canina, com uma "pitada" de humor que só a vida real pode oferecer.

Dizem que o tempo é um juiz implacável. Ele curva espinhas, desbota cabelos, vinca a pele e rouba o brilho dos olhos de quem carregou...

canalha politica tempo escrupulos corrupcao brasil
Dizem que o tempo é um juiz implacável. Ele curva espinhas, desbota cabelos, vinca a pele e rouba o brilho dos olhos de quem carregou o peso das boas intenções pela vida inteira. O homem honesto, ao envelhecer, carrega na testa as linhas de cada batalha travada, de cada insônia causada pela ética, de cada concessão que se recusou a fazer. Mas a política brasileira insiste em desafiar a biologia: aqui, os canalhas simplesmente não envelhecem.

Postagens mais visitadas