22.9.25
Tudo nele era urgência. Pensava rápido, falava rápido, comia rápido e claro, andava muito rápido. Tinha um ritual eficaz e totalmente...
Tudo nele era urgência. Pensava rápido, falava rápido, comia rápido e claro, andava muito rápido.
Tinha um ritual eficaz e totalmente cronometrado para acordar, tomar banho, se vestir, engolir o café com algum pão requentado como quem engole uma obrigação e sair apressado para o trabalho.
22.9.25
22.9.25
Mais um livro de contos de Aldo Lopes de Araújo dado à luz. Desta vez, com um título que remete à velha estória de João e Maria: Azei...
Mais um livro de contos de Aldo Lopes de Araújo dado à luz. Desta vez, com um título que remete à velha estória de João e Maria: Azeite, senhora avó!, Editora Caule de Papiro, Natal, 2025. Um título extraído do primeiro conto, intitulado Sapatos de vaga-lumes. Os três outros são Como uma horda de selvagens a nos atacar, Cão Maior e A passagem do cometa.
22.9.25
21.9.25
Fui visitar, junto a um grupo de amigas, a exposição do professor, poeta e artista plástico Amador Ribeiro. A entrada da antiga casa d...
Fui visitar, junto a um grupo de amigas, a exposição do professor, poeta e artista plástico Amador Ribeiro. A entrada da antiga casa do artista plástico Hermano José (in memoriam) virou festa e encontros. Amador achou pouco a sua carreira de exímio professor de Literatura, poeta e crítico literário, e agora experimenta a pintura com maestria. Como bem disse Flávio Tavares em sua visita à exposição: “admirável, forte, louvável, uma obra marcante... sua obra entra em sintonia com os grandes mestres: o artista uruguaio construtivista Joaquín Torres García e o cubista francês Fernand Léger.”
21.9.25
21.9.25
Não conheço os trâmites legais para se adotar um camaleão. Mas quase me tornei tutor de um deles. Ele apareceu bem novinho e verdinho...
Não conheço os trâmites legais para se adotar um camaleão. Mas quase me tornei tutor de um deles. Ele apareceu bem novinho e verdinho, um dia, em minha casa. Eu iria chamá-lo de Boy George, por causa do sucesso dos anos 80, “Karma Chameleon”, da banda Culture Club. Refletindo sobre toda a logística envolvida em sua criação e também acerca do perigo que ele representaria para Maria Catarina e Lola, as duas porquinhas-da-Índia do meu filho, desisti da ideia.
21.9.25
21.9.25
Não, o corredor não é o mesmo nem a porta que dava para a diretoria de João Batista Simões. Corredor por onde transparecia a esperança...
Não, o corredor não é o mesmo nem a porta que dava para a diretoria de João Batista Simões. Corredor por onde transparecia a esperança angustiada dos que se valiam e se valem como a última crença, a que vem do Hospital Laureano. Acesso que incorporei aos meus cuidados desde a campanha que comoveu o Brasil com o mártir ainda na cruz, nas últimas doses de fel da doença.
21.9.25
21.9.25
O episódio da Esfinge de Tebas surgiu contado por Hesíodo, poeta grego que viveu no final do século VIII a. C. Hesíodo era um aedo, um ...
O episódio da Esfinge de Tebas surgiu contado por Hesíodo, poeta grego que viveu no final do século VIII a. C. Hesíodo era um aedo, um “cantor”, um poeta oral, em uma época em que o alfabeto ainda não havia aparecido. A deusa Hera punira Tebas colocando nas imediações
21.9.25
20.9.25
"Para se ter uma cidade é preciso estar longe dela." A comarca das pedras , Hildeberto Barbosa Filho . De repente, uma ...
"Para se ter uma cidade é preciso estar longe dela."
A comarca das pedras, Hildeberto Barbosa Filho.
De repente, uma vontade de escrever um pequeno roteiro sentimental dessa cidade já meio desaparecida. Relembrar certos lugares repaginados com um novo rosto, nos quais já não há vestígios da minha vida ali. Pois nos lugares ficam impressos gestos dos amigos, modos de viver e modos de ser. O sumiço de livrarias e de um café que frequentava. O vestuário do francês, antes tão singular, passou a assumir o padrão dos demais lugares do mundo. Até os hábitos alimentares hoje são outros. Tamanhas transformações me trouxeram pasmo e desencanto.
20.9.25
20.9.25
Recorrentemente, eu tinha o mesmo sonho: minha mãe Iansã me perseguia, muito brava, com sua roupa antiga, rosa-coral, composta por vári...
Recorrentemente, eu tinha o mesmo sonho: minha mãe Iansã me perseguia, muito brava, com sua roupa antiga, rosa-coral, composta por várias saias engomadas, bordados e com seu filá cobrindo o rosto. Alta, ligeira, atravessava ladeiras e calçadas de calcário, em vias coloniais, atrás de mim.
20.9.25
20.9.25
Li, já há algum tempo, na imprensa on-line , que a Academia Brasileira de Letras decidiu não utilizar a linguagem neutra. Já estava no ...
Li, já há algum tempo, na imprensa on-line, que a Academia Brasileira de Letras decidiu não utilizar a linguagem neutra. Já estava no tempo de a nossa maior instituição tomar uma decisão clara a respeito do assunto. Nada contra quem utiliza a pretensa linguagem neutra. Cada um faz uso da língua como deseja, ninguém irá ser preso por causa disso. O que não pode acontecer é decidir-se, unilateralmente, que o uso será obrigatório,
20.9.25
19.9.25
DO NADA nada, nada e não se afasta anda, anda e não se encontra anda um nada e nada anda nonada!
DO NADA
nada, nada
e não se afasta
anda, anda
e não se encontra
anda um nada
e nada anda
nonada!
19.9.25
19.9.25
“– Dormir é bom demais... Ô, doutor, se dormir é tão bom, imagine morrer, hein?” Fui surpreendido com essa brilhante constatação anunci...
“– Dormir é bom demais... Ô, doutor, se dormir é tão bom, imagine morrer, hein?” Fui surpreendido com essa brilhante constatação anunciada pelo empresário Índio do Gelo, que acabara de comprar um colchão pelo qual pagara o preço de um carro usado. Na ânsia de demonstrar as maravilhas do colchão novo, disse que ele possuía infravermelho, ultravioleta, massagens, ondas curtas e outras atrações. Acho que exagerou um pouco, mas fechou bem: “– Doutor, o colchão é tão tecnológico que, quando vou me aproximando da cama, já vou fechando os olhos.”
19.9.25
19.9.25
Dica de leitura Título: VIDAS OSCILANTES Autora Leide Freitas
19.9.25
Ah, as mulheres... Quem vive sem elas? Todas nos têm sido necessárias desde que Adão perdeu uma costela. São, rigorosamente, o propósit...
Ah, as mulheres... Quem vive sem elas? Todas nos têm sido necessárias desde que Adão perdeu uma costela. São, rigorosamente, o propósito e a essência da vida. Saímos dos seus ventres para seus cuidados e solicitudes. Dão-nos os seios, a alimentação, o colo e, quando crescidos, o amor e o carinho nos modos sem os quais não nos multiplicaríamos nesse mundão de Deus.
19.9.25
18.9.25
Publicado em 1972, O Animal Social , do psicólogo estadunidense Elliot Aronson (1932), é uma obra de referência da psicologia social ...
Publicado em 1972,
O Animal Social, do psicólogo estadunidense
Elliot Aronson (1932), é uma obra de referência da psicologia social contemporânea. O livro realiza uma análise das dinâmicas sociais, propondo reflexões sobre os desafios enfrentados em sociedades marcadas por desigualdades, manipulações simbólicas e ódio. Ele ensina os leitores a reconhecer e resistir a mecanismos de manipulação, contribuindo para a formação de cidadãos mais críticos, e apresenta uma análise dos fatores que influenciam o comportamento humano em sociedade, aliando pesquisas empíricas a reflexões teóricas acessíveis tanto ao público acadêmico quanto ao leigo.
18.9.25
18.9.25
Detesto academia. Sempre detestei, mesmo quando jovem, embora nunca tenha sido jovem de verdade. E também naque...
Detesto academia. Sempre detestei, mesmo quando jovem, embora nunca tenha sido jovem de verdade. E também naquela época nem tinha academia de ginástica, ginástica não, hoje se diz treino, musculação. Fazíamos ginástica na escola e eu odiava. Gostava de esporte; vôlei, handebol.
18.9.25
18.9.25
A arte, em sua essência, sempre foi um reflexo das emoções, das experiências e das complexidades da vida humana. No entanto, o cená...
A arte, em sua essência, sempre foi um reflexo das emoções, das experiências e das complexidades da vida humana. No entanto, o cenário contemporâneo, especialmente após a pandemia, trouxe à tona uma série de questões sobre a autenticidade e o valor da arte em nossas sociedades.
18.9.25