Quantas memórias afetivas relacionadas à alimentação a gente guarda? Eu tenho inúmeras. Consigo fechar os olhos e entrar nas cozinhas ...
Declaração de amor
É preciso ter cuidado com as máximas que pretendem nos ensinar como viver. Elas são inevitáveis, pois o desamparo do ser humano leva-o ...
A verdade é de cada um
Por exemplo, li uma vez este conselho dado já não me lembro por quem: “A gente deve enfrentar o que mais teme.” Visando pôr em prática a orientação, comecei a pensar no que mais temo. Várias coisas me causam temor, mas fico em pânico só com a ideia de pensar em ser perseguido por um cão feroz. Um rottweiler, por exemplo. Perto do meu prédio tem uma casa onde existe um. Eu bem poderia me acercar do muro e deixar o cão se aproximar para tentar perder o medo. Desisti. Tampouco me disponho a enfrentar outras coisas que me arrepiam, como passeios à noite por ruas escuras levando o celular.
A razão pela qual um mau militar diz seguir, antes de tudo, valores como a honra, o dever, a ordem e o patriotismo, é que estes “concei...
O herói
Um verbete descrito num dicionário não é um imperativo de conduta, mas a Constituição, sim. É um caso típico. Quem não se dispõe a se submeter às leis, mas deseja criar o seu próprio projeto particular de tirania, costuma agir desse modo.
O prazer de quem cultiva: ver a semente rasgar solo e ao sol se espichar. Ver bailar a folha viva numa festa criativa...
No jardim, saudade é flor, no coração fogo
Desejar uma vida com boa qualidade nas relações sociais e um teto para morar não parece ser uma exigência além do aceitável. Banalizar ...
Despedaçar antes de morrer!
Era uma vez uma mulher, brasileira, que recusou-se a fazer amor com ninguém mais ninguém menos que Alain Delon, o célebre ator francês...
A brasileira que esnobou Alain Delon
Queria dias mais calmos. Queria me sentir feliz de novo. Queria sonhar com Monica Vitti no céu. Queria não ter recebido a notícia da mo...
Dias melhores virão?
Não dá pra ser feliz, não dá pra ser feliz...
NATUREZA As artimanhas dos grãos perseguindo a eternidade As vozes perdidas no bambuzal O ponteio disperso no ve...
As artimanhas dos grãos
As artimanhas dos grãos perseguindo a eternidade As vozes perdidas no bambuzal O ponteio disperso no verde profundo O despejar no Mundo de chumaços de Pólen O prisma orvalhado nascendo no tear das aranhas O revoar das lanternas noturnas A generosidade da Paz entrecortada de espantos
Em tese, uma cidade nasce, cresce, expande-se sobre a paisagem próxima, desenvolve-se e “faz a região”, como dizem os geógrafos. No en...
Geografia, expansão urbana, novas centralidades: a agonia de um bairro e pontos de vista sobre revitalização
Por muito tempo, a Geografia Clássica, por seus cânones e defensores, considerou que concepções formulados por eminentes pensadores, a região que fazia a cidade. A ruptura desses pressupostos se dá a partir de estudos dos quais a Geografia Moderna ou Nova Geografia se serviu.
Várias vezes deixávamos juntos o escritório de Assis Camelo, na Associação dos Procuradores, motivados a recompor uns anais políticos...
Cai de onde esse convite!
Em um texto que escrevi sobre o livro anterior de Sérgio Rolim Mendonça , "O caçador de lagostas", aludi ao fato de o memor...
Lentes de longo alcance
Meu querido Germano, Estando em Paris, cidade que você admira tanto quanto eu, por tudo que ela representa para a Arte, Cultura, His...
Nova carta ao meu amigo Germano Romero
Estando em Paris, cidade que você admira tanto quanto eu, por tudo que ela representa para a Arte, Cultura, História e Civilização, empenho-me em preparar um pequeno dossiê sobre Victor Hugo. Ao pensar nesse trabalho, veio-me à mente uma reflexão sobre a relação entre este escritor e Platão. A minha primeira ideia foi a de compartilhar com você, Germano, não só a preparação do documento, mas os meandros dessa relação hugoana com a alegoria do Anel de Giges, tendo em vista o seu gosto pela literatura, pelas artes, de modo geral, e pela viagem.
É isso aí, Fred. Já disseram isso há muito tempo: “Amigo é pra essas coisas”. Então, meu amigo, chegou a hora “dessas coisas”. Vou me a...
Carta aberta ao meu cão
Em maio de 2003, saí a pé de Lisboa para uma caminhada de 150 quilômetros até a cidade de Fátima. No final do segundo dia, cheguei a Sa...
Redescobrindo o descobridor
Minha banda pernambucana e um desejo incontrolável de brigar com o diabetes me remetem ao bolo de rolo, Patrimônio Imaterial e Cultura...
Que se dane...
De repente elas começaram a passar aqui em frente. Voavam sutil e delicadamente, como se desfilassem para chamar atenção aos aplausos d...
A sonhada liberdade
Eram várias. Seguiam na mesma reta, alternando-se em grupos pequenos e sequenciados. Vez por outra, um mergulho cadente na superfície anil do oceano cristalino, decerto para bicar uma piaba e ter forças para seguir em frente, sem a menor pressa.








































