"O que tem de acontecer tem muita força" José Américo de Almeida é conhecido como admirável escritor e político, do século pa...

Zé Américo: o intérprete da Vida

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"O que tem de acontecer tem muita força"

José Américo de Almeida é conhecido como admirável escritor e político, do século passado. Além de ser orgulho para o nosso Estado, ele povoa minha mente sob outro ângulo: intérprete da essência da Vida. A didática é simples e direta: suas brilhantes frases, exemplificadas por lições objetivas, se encontram revestidas de pura sensibilidade.

A primeira frase, retirada de seu magnífico pensamento, que sempre me chamou atenção: "Ver bem não é ver tudo: é ver o que os outros não vêem". Mas a força de sua voz, que me impressiona mesmo, por sentir tamanha firmeza, é essa quando nos diz: "O que tem de acontecer tem muita força".

Zé Américo nos traz sempre uma resposta e um olhar sobre todos os segmentos da vida. Para aquelas pessoas preocupadas com o envelhecer, ele adverte: "Viver, não sua idade, mas seu tempo". Valoriza a introspecção, sem abster-se da sintonia com o exterior: "A solidão liberta-me e valoriza-me. Enquanto estou só, crio o meu mundo e me basto, mas uma presença é sempre um raio de sol, a reconciliar-me com o mundo exterior".

Também se manifesta na exterioridade de homem público: "Administrar será sempre contrariar interesses"... "Há várias formas de dizer a verdade". No universo da literatura, ele tem um vasto acervo e admite: "Só tenho uma vaidade: a literária. E não é vaidade: é alegria". Oferece um toque à alma, quando afirma: "Criar é uma forma de renascer".

Ser humano iluminado e sensível, sempre trouxe consigo a capacidade de enxergar a vida, como ninguém. "Veja como o coração é bem guardado. A gente não pega, não vê, mas é o que se sente mais..." Enfim, a junção de suas intensas palavras e orações, aqui, traduzida por seu grandioso exercício cotidiano, daria mais uma densa e excelente publicação em forma de livro. Não foi em vão que escolheu como morada a majestosa paisagem do Cabo Branco, um recanto aprazível, onde fincou sua residência entre a brisa leve da praia, vislumbrando o infinito do Mar e do ponto mais oriental das Américas, além do cheirinho da bucólica Mata Atlântica, com todo o seu habitat natural.

Foi naquele recanto abençoado por Deus e onde vibra todo esplendor da Natureza plena que ele encontrou o cenário perfeito para dar lugar a seu extraordinário mundo de inspiração. Tanto que, ao caminhar pelas areias, nos dedica o encanto de sua poesia: "Andar é tudo que faço, nesta praia, nesta areia e depois olhar meu traços, até vir a maré cheia".

E, para fechar, com chave de ouro, dele expresso esse pensamento final:

"Nutrir o espírito é mais do que matar a fome: é renovar a vida".

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  1. Estimado Germano Romero sinto-me duplamente honrada com a minha estreia neste importante espaço, que mantém viva a memória do meu inesquecível e querido amigo Carlos Romero , que privou da amizade do magnífico José Américo de Almeida.
    Dois homens sensíveis que tinham um olhar especial sobre a Vida. Carlos, tive o privilégio de conhecê-lo pelo convívio, na jornada espírita, e Zé Américo, por meio de seus brilhantes escritos, dos quais sintetizei estas pérolas. Tenho o privilégio de trabalhar no seu universo de memória, na aprazível Cabo Branco.
    "Zé Américo, o intérprete da Vida" foi publicado, originalmente, na Coluna semanal da FCJA, no jornal A União.
    Gratidão Germano, por agora integrar a Sala de Carlos, com licença e honra.

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    1. Obrigado, querida Amiga. Você ilumina e enriquece qualquer espaço por onde transite
      Bjs

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