Da inconsistência de todas as coisas a vida é uma pétala de rosa que brotou no chão de um discurso vazio no olho do furacã...

Silabário mínimo

poesia paulista rosa acassia silabario
 
 
 
Da inconsistência de todas as coisas
a vida é uma pétala de rosa que brotou no chão de um discurso vazio no olho do furacão a vida esconde um véu cheio de fragilidades estampada na camiseta à venda na esquina do desequilíbrio fluida e frágil, escapa das intenções e do destino se querem dar-lhe nome de batismo e sobrenome de menino a vida é desatino.
Válvula de escape
o copo o pouco escapam ao sufoco da embriaguez do corpo sólido encontrado quase morto no colo da insensatez.
Do ciclo de vida das flores
nascem crescem se desenvolvem se desconhecem não morrem não sentem dores apenas florescem.
Das tentativas de explicar a arte
a arte escapa a qualquer conceito que a encaixe em espaços determinados a arte sofre de constante indefinição.
Da fragilidade da folha em branco
abri o caderno e encontrei coisas sobre as quais nunca imaginei que pudesse falar um dia não sei nem como começar.
Em busca de saída
sinto pena da frágil opinião que disseca o discurso nos espaços de inutilidade pública e nos convida a rir à toa porque não há outra opção.
Descobertas
as cores inebriam as coisas de um azul tão suave que se soubessem da vastidão de todos os elementos que o cercam se misturariam à vida e fariam arte.
Dos medos
fisgado pelo pesadelo dos outros viveu com medo de acordar de um sonho bom dormia cedo pra não perder o desejo de imaginar como era sonhar sozinho e achar o segredo escondido no pacote de biscoitos tinha medo que estivesse esvaziado e sem recheio.

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  1. Da fragilidade da folha em branco

    abri o caderno
    e encontrei coisas
    sobre as quais nunca imaginei
    que pudesse falar
    um dia

    não sei nem como começar.

    (!!!)

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