Triboulet nasceu na França. Seu nome verdadeiro era Nicolas Ferrial. Pernas curtas, tortas, corcunda, braços compridos, claro que era alvo de gozações, mas seu espírito superior o impulsionou para o humor e vivia nas ruas contando piadas infames e pedindo esmolas.
Num, digamos, mal-entendido com um nobre, deram-lhe uma surra tão grande que, do palácio, o rei Luís XII ouviu os gritos e mandou libertá-lo. Ele foi ao palácio queixar-se da surra, porém o fez de uma
Arte: Jules Arsène Garnier, 1923
A partir daí, ele espalhou-se e aumentou os sarcasmos e anedotas pejorativas com os nobres que frequentavam o palácio, a ponto de um deles ameaçá-lo com uma surra tão grande que só cessaria com sua morte.
Triboulet foi pedir ajuda a Francisco I, que tranquilizou-o: “Se ele fizer isso, quinze minutos depois mandarei enforcá-lo.” Ao que Triboulet apelou: “Ó senhor! Não poderia mandar enforcá-lo quinze minutos antes?”
Porém, excedeu-se após uma apresentação e, enquanto recebia os aplausos de todos os nobres, deu um tapinha na bunda do rei. Todo mundo viu. Francisco I não poderia deixar passar aquilo e decidiu que ele seria morto imediatamente se não pedisse desculpas. Ante o silêncio da corte, humildemente Triboulet dirigiu-se ao monarca: “Sinto muito por não tê-lo reconhecido, majestade; achei que era a rainha.”
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Triboulet inspirou Victor Hugo na peça O rei se diverte, posteriormente adaptada por Giuseppe Verdi na ópera Rigoletto, onde ele é o personagem principal, o corcunda Rigoletto.
Que história, hein? Obrigado, Capra.








