Justiça seja feita: o governador João Azevedo tem sido um grande amigo do patrimônio histórico e cultural da cidade. Não é só o fato de ele ser pessoense que conta nessa benemerência, mas certamente também sua consciência de cidadão responsável pelo bem público, pois sem esta, sabemos, nada se faz nessa área. Os inúmeros imóveis antigos recuperados nos dois mandatos do atual governador estão aí para quem quiser ver, como prova de sua especial atenção para esse nem sempre lembrado aspecto dos deveres governamentais. Essas importantes obras são fatos e contra estes não há argumento.
Governador João Azevedo e o presidente do TRE-PB, Oswaldo Trigueiro do Vale Filho, inspecionam o Casarão dos Azulejos em parceria para ação de restauração do centro histórico de João Pessoa ▪️ Foto: Roberto Guedes / A União
Há poucos dias, o governo estadual entregou à cidade, totalmente restaurado – e belo -, o antigo prédio entre as praças Pedro Américo e Aristides Lobo, onde funcionara a Assembleia Legislativa e depois o comando da Polícia Militar. Será o Palácio dos Despachos, onde trabalharão o governador e
Palácio dos Despachos (João Pessoa) ▪️ Fonte: TJPB
Ali perto, outro presente foi dado à urbe recentemente: o bonito prédio do extinto Colégio das Neves, agora destinado ao Parque Tecnológico Horizontes da Inovação. Mais vida e mais movimento para uma área que, não fosse isso, estaria fatalmente destinada à degradação. Poucos passos adiante, nos fundos da Academia Paraibana de Letras, o governo estadual implantará, com total respeito à arquitetura do entorno, o Memorial de Augusto dos |Anjos, saldando antiga dívida pública para com a memória do grande paraibano. Nas proximidades, no célebre “Casarão dos Azulejos”, de frente para o Palácio do Bispo, o Tribunal Regional Eleitoral está instalando o seu museu, recuperando e preservando um imóvel valiosíssimo, do ponto de vista histórico e arquitetônico. Imóvel que inevitavelmente degradar-se-ia sem uma ocupação responsável e criteriosa.
Na Praça João Pessoa, brilham os prédios do Palácio da Redenção, agora convertido em Museu da História da Paraíba, minucioso e dedicado trabalho dirigido pelo saudoso artista plástico e acadêmico Chico Pereira, e do Palácio da Justiça, restaurado em sua imponência externa e interna. Falta agora voltarem as vistas para a antiga Faculdade de Direito e, um pouquinho mais à frente, na direção das Trincheiras, para a Academia de Comércio. Estes dois últimos imóveis pertencem, se não me engano, à UFPB, a qual deve ser a primeira a dar o bom exemplo no respeito ao patrimônio arquitetônico e histórico da cidade, após o inexplicável descaso que fez ir ao chão o antigo prédio da Faculdade de Medicina, ao lado do Cemitério Senhor da Boa Sentença.
Praça João Pessoa, conhecida como Praça dos Três Poderes, na capital paraibana ▪️ Foto: Noélia Brito, via Wikipedia
Igreja Nossa Senhora de Lourdes, em João Pessoa-PB ▪️ Fonte: TV Correio, via YouTube
São todas estas obras importantíssimas para a cidade e para a Paraíba. Sem elas estamos condenados à irrelevância. Talvez, do ponto de vista eleitoral, sejam realizações que não rendem votos, mas é exatamente esse detalhe que engrandece os governantes que as promovem, esse mesmo pormenor que diferencia, para a posteridade, o estadista do mero gestor.









