Foi há muito tempo. Uma garota que trabalhava desde os 17 anos havia conquistado uma vaga em empresa ligada ao Ministério dos Transportes.
Pouco depois, o marido, que tudo deixara e fora sozinho para Brasília, chamou-a para lá. Ela, tola, pediu transferência.
GD'Art
Certo dia, trabalhando em gabinete do ministro, essa garota, já mãe de um menino em tenra idade, começou a passar mal. Ela estava grávida de quase oito meses de outro menino. O nome dele seria Fábio.
A ambulância foi chamada. O hospital da L2 Sul a mandou para casa, sob repouso absoluto. Isso foi impossível. Em três dias, retornou.
Lá permaneceu quinze dias. Com a tecnologia quase inexistente, trataram-na como se o bebê ainda estivesse vivo. Não. Estava morto havia dias.
Ela chegou a ficar em coma.
Às 11h40, foi levada, em coma, para a cirurgia. O anjinho não estava mais na Terra.
Houve muitas sequelas.
GD'Art
Como se não bastassem o falatório e o preconceito, visto que era a primeira desquitada da família.
Ela se “recuperou”. Pelo menos no exterior.
Conseguiu emprego no qual ficou 27 anos e seis meses, além de lecionar sempre, à noite e em caráter particular.
O primeiro menino é engenheiro em duas modalidades, com especialização.
No entanto, nunca vai esquecer daquele anjo que partiu. Ela pediu ao médico para vê-lo.
Ele deve estar em algum plano, a brincar com as nuvens de algodão.







