Tudo o que eu vou contar aconteceu durante a visita que fizemos a Nova Iorque. Naquele Natal completaríamos 35 anos de casamento, e a data pedia uma comemoração especial. Porém, o contexto era mais amplo.
Fazia um ano que Ilma havia perdido a sua mãe, pessoa muito querida e muito significativa para a nossa família menor, inclusive por ser madrinha de Henrique, o nosso filho mais velho. O Natal era a festa mais comemorada pela sua família, e dona Laurita fazia uma comemoração inesquecível, com todas as pompas e circunstâncias. E aquele seria o primeiro ano sem comemoração.
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Da minha parte, do ponto de vista do cinéfilo, o que mais me atraía em Nova Iorque era conhecer a cidade que foi cenário de tantos filmes da minha vida, principalmente os filmes de Woody Allen. Aliás, eu considero a cidade como a atriz preferida daquele diretor, digamos... tão complexo.
Eu tinha muita vontade de conhecer o Central Park, a 5ª Avenida, a Broadway, Times Square, o Madison Square Garden, a Grand Central Station, que foram cenários de muitos filmes inesquecíveis. Como em Os Intocáveis, na cena do tiroteio descendo a escadaria da estação.
E o Empire State Building!
Este prédio, que aparece na maioria dos filmes rodados na cidade, já foi filmado de todos os ângulos, e eu tinha muita vontade de subir lá em cima e, de lá, avistar toda a cidade! E partimos.
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O nosso quarto era tão bom que merece ser descrito. Era uma pequena suíte muito agradável, com uma antessala com birô, mesa de refeição e sofás confortáveis. Piso atapetado. Banheiro pequeno, porém confortável e eficiente, para quem quer tomar banho, com uma forte ducha morna. As janelas davam para a Penn Station.
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Primeiro fomos para o Central Park, que eu já “conhecia” quase que de cor, tantas películas foram filmadas ali. Lá fizemos um passeio dentro de um triciclo coberto, pedalado e guiado por um garoto russo, que falava um inglês tão ininteligível quanto o meu: nos demos muito bem! Ele nos cobriu com um enorme e espesso edredom, deixando só os olhos de fora. Ou seja: não vimos quase nada do parque, pois o frio não deixava.
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Percorremos a maioria das suas inúmeras salas, onde vimos representados todos os habitats naturais do planeta, com os seus animais e vegetação característicos.
A visitação culminou com uma sessão no planetário, um filme muito realista sobre astronomia realizado pela NASA, mostrando desde a criação do Universo até os dias de hoje.
À noite fizemos uma excursão natalina até o bairro de Brooklyn. Mesmo com o frio, foi um passeio maravilhoso. As casas, todas com muros baixos, expondo as respectivas decorações de Natal. Que maravilha! Parecia que estávamos assistindo aos famosos filmes natalinos.
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À noite, a belíssima missa de Natal foi na Catedral de Saint Patrick. Cerimônia emocionante, cantada por um lindo coral infantil!
No terceiro dia fomos conhecer o Madison Square Garden, que também foi palco de muitos filmes nova-iorquinos.
E finalmente chegou o momento tão esperado de conhecer o Empire State Building. Mas surpresas estavam reservadas...! O edifício ficava próximo ao nosso hotel, e nos dirigimos a pé. Já havia uma longa fila na calçada. Nos dirigimos para ela, após comprarmos os ingressos.
Passamos mais de duas horas ao relento na fila. A nossa sorte foi que não nevou nem choveu. Mas o frio era intenso. Aprendemos, então,
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Neste piso passamos mais de meia hora, até que nos levaram para o 4º andar. Vocês estão contando? Tem mais.
Neste andar assistimos em pé a um documentário sobre o Empire State. Depois subimos mais um andar e fomos despejados num amplo salão. Lá, passamos uma hora, cercados por lojas de souvenir, tendo o famoso edifício como tema principal. A tentação era imensa, porém os preços proibitivos, exigindo muito autocontrole.
Finalmente subimos dezenas de andares em amplos elevadores. Fiquei animado, achando que finalmente veríamos Nova Iorque do alto do Empire State. Debalde! Pois, depois de horas, só chegamos à penúltima etapa do "passeio".
Lá nos colocaram num cinema para assistir a um voo sobre a cidade de Nova Iorque. Todos amarrados em seus lugares, o filme começou. A agonia também: de repente, as fileiras de
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A experiência durou uns infinitos 15 minutos. Mas foi o tempo suficiente para que eu saísse dali quase vomitando. Entrei num sanitário, molhei o rosto, respirei fundo, fazendo a respiração polarizada que havia aprendido com a professora Justine no ioga. E assim consegui, aos poucos, controlar a ânsia de vômito.
Depois disso, ainda tivemos que subir uma sequência de quatro andares, por escadas QUASE VERTICAIS, até chegarmos finalmente ao topo.
Abrindo a porta de acesso ao terraço, na minha frente descortinou-se a vista aérea de Nova Iorque, experiência que eu acalentava fazer há muitos anos.
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Essa foi a nossa última aventura em Nova Iorque: Empire State Building.
Para mim, foi um verdadeiro "indians' program!"














