Conheci o acadêmico João Batista nos anos 70, quando fazíamos Universidade, Curso de Letras. Fomos da mesma turma. Depois, fui sua aluna em Teoria da Literatura, achei bem difícil e tranquei a disciplina, atordoada. Anos depois, aí mais amadurecida e já na pós, estudei as disciplinas do Texto Poético e Teoria do Cinema. Como aprendi coisas nas aulas de João! Sem falar que até escrevi um texto para o seu livro, Leitura do Texto Poético – ensaios de (e para) a sala de aula. João Batista B. de Brito (Org.), Editora Universitária, 1997, analisando o poema de Vitória Lima, Men(t)ira. Um aprendizado de descobertas.
Edgar Morin (1921-2026), eminente filósofo, sociólogo e antropólogo francês, amplamente reconhecido como o criador do Pensamento Complexo e da Teoria da Complexidade▪️ Fonte: Unicamp
Na última semana, fui prestigiar João na sua merecida posse na Academia Paraibana de Letras. Junto com a minha amiga Vilani de Sousa, representávamos o nosso Departamento de Letras Estrangeiras Modernas. João estava feliz, rodeado de familiares e amigos. Falou da sua vida em Jaguaribe, dos cinemas, do Liceu, dos seus escritos, da UFPB e da Literatura Inglesa. Homenageou os seus antecessores de cadeira, Luiz Augusto Crispim e Eilzo Matos. Visivelmente emocionado, quando falou da sua companheira de vida, Hildete (in memoriam). Aplaudido.
Luiz Augusto Crispim e Eilzo Nogueira Matos
Depois, continuou a falar do ritual de recepção, ritual esse que nos aproxima e nos comove. O fotógrafo Antônio David seguia nos cliques especiais. Pois, continuava Hildeberto: “As academias não são casas mortas. A vida pulsa, e nesse patrimônio intelectual se insere a Academia. Momentos como esse são a expressão de júbilo, um canal de louvação”. E citou Ortega y Gasset: “A vida é em si mesma um naufrágio”. E continuou passeando pelos livros de João: Poesia e Leitura: os percursos do gozo, os já citados acima, e o mais recente, Pão com sabor de poesia.
João Batista de Brito (discursando), com Afra Soares e Ramalho Leite (acima), e entrando no auditorio da Academia Paraibana de Letras (abaixo) ▪️ Fonte: APL
João Batista de Brito discursano, com Milton Marques Júnior (acima), e com seus netos, Enzo Guilherme e Caio Eduardo (abaixo) ▪️ Fonte: APL
E termina com um dos meus poemas preferidos, Memória, de Carlos Drummond de Andrade: “Mas as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão”. E conclui: “João Batista de Brito chega tarde à Academia”. Um orgulho!
Sucesso, João! Tenho certeza da sua contribuição a esse lugar especial que é a APL.














