Fala, camarada querido. Tudo bem, meu velho amigo irmão? Estou aqui no trânsito, avançando lentamente, sentindo-me em crise. Acabo de chegar à Mata do Buraquinho, sabe? Ao meu redor, essa multidão e toda essa tristeza, tolos bastardos PeTralhas e Bolzolóides. Que coisa feia de gentalha! E, pensando aqui na vida e nos filmes que eu vi, cara, como são necessárias as lembranças! Eu tava me lembrando agora de “Bastardos Inglórios”. Que título e que sacadas teve o Tarantino! Não sei se você lembra desse filme. Lembro a
Cena de Bastardos Inglórios” (2009), dirigido por Quentin Tarantino ▪️ Fonte: UFSC
você: uma tropa de soldados, na Segunda Guerra, ia em busca de nazistas para matar e deixar alguns vivos com a marca da suástica nazista na testa. Um outro filme é viver o cotidiano aqui em João Pessoa. Como ainda é bom, mesmo com uma claque votando em candidatos processados por corrupção, numa narrativa notoriamente insana, trash, como um filme que vi há muito tempo. Tu te lembras de “Salò ou os 120 Dias de Sodoma” (1975), último filme de Pier Paolo Pasolini? É uma alegoria extrema e desesperada sobre o poder absoluto e a degradação do ser humano. Assemelha-se ao caso do ex-governador Ricardo Coutinho, denunciado e preso pelo GAECO, do Ministério Público, julgado e culpado pelo TJ-PB e com processo arquivado no STF. Avaliem e imaginem o quanto custou, quem pagou e qual escritório de advocacia de Brasília! Ele é um dos deputados a serem eleitos?!
Voltando à tela, como em “Salò ou os 120 Dias de Sodoma”, o desejo desapareceu, substituído pela obrigação, pela obediência e pelo domínio da depravação e da ganância humana. Sem catarse ou prazer voyeurístico, o espectador tem que perceber a violência estrutural que transforma vidas em objetos de consumo e descarte. Essa chave ajuda a pensar a eleição brasileira, realizada sob crise de confiança, disputas no STF, acusações de politização da Justiça Eleitoral e desgaste entre os Poderes, com que o escândalo do Master nos presenteou.
Cena de Salò ou os 120 Dias de Sodoma” (1975), último filme de Pier Paolo Pasolini ▪️ Fonte: UFSC
Vivemos o risco de cidadãos de bem serem “PeTralhas e Bolzolóides”, pústulas eleitorais manipuláveis, transformando o voto, instrumento legítimo de responsabilização e mudança institucional.
Voltemos ao passeio narrativo. E a gente, como sociedade, que impressão tem como eleitores independentes ou dependentes? A gente tá vivendo uma INGLÓRIA, porque bastardos todos nós somos de alguma coisa, nem que seja das ideias ou desses falsos ídolos e mitos que as pessoas acham que têm e nos quais se espelham, nas convivências e nas aparências.
Cena de Salò ou os 120 Dias de Sodoma” (1975), último filme de Pier Paolo Pasolini ▪️ Fonte: UFSC
Mitos e ídolos sem a mínima categoria: pústulas, vermes e bactérias humanas, inqualificáveis.
Sinceramente, eu vou votar nulo, não tenho dúvida. Quero que os bolsonaristas e os PeTralhas explodam!
Porque você vê, de um lado, pessoas que acreditam em Lula, que há 20 anos mente e acaba com o país com seus asseclas. É tristeza nas veias, para alguns. E Bolsonaro vai além do mau-caratismo de terceira categoria. No mais, seria esculhambar com o coitado de Incitatus, o cavalo de Calígula.
Então, vai acreditar em vão no bom, no mau e no ruim? Pra mim, o negócio é o seguinte, cara: tem que implodir. E implodir é botar essa direita pra mostrar, pela segunda vez, que é torpe e vil, pois a esquerda PeTralha já teve 20 anos de poder. E aí é phoder.
Que se olhem no espelho e se enxerguem! Eu não voto neles, não, mas vamos nos “atrapalhar”, porque esse PeTralhismo e esse Bolzolóidismo são de pura escrotagem. Ó querido professor poeta, essa é com S, não, com X. Não vai mudar porra nenhuma: qualquer um dos dois é igual. Pé de coco não dá jaca!
Cena de Salò ou os 120 Dias de Sodoma” (1975), último filme de Pier Paolo Pasolini ▪️
Mas, meu caro, este ano chegamos ao nível em que o dia a dia está mais para “Saló, de Pasolini”. Fica bom pra você? Não. Você é partidário, e partidários são partidos. Eu não acredito em político, nem em gente que se vende ou se agrega à marginália da corrupção. Por isso, eu quero que tudo exploda, porque tenho, ainda, uma leve esperança de achar que sou anarquista.
Então, acho que o caos é necessário. O caos e a alternância, menos a miséria dos “betianos”.
É, querido e velho amigo, aquele abraço, saudades! Sinceramente, temos que ser necessariamente, minimamente, escatológicos e imorais, porque é legal para o STF, que doutrina o imoral como legal. Isso de toga... imagine-os reunidos nus. Nossa Senhora da Aparecida, triste moreninha de PeTralhas e Bolzolóides.
Que insanidade é essa? Será possível? Vai ter que buscar alternativa, a mais triste: será a solidão.
Vamos melhorar a prosa, meu camarada… Quando a coisa é boa, cabra, é impressionante como CBD e THC são importantes para pobres criaturas que precisam controlar suas mentes.
GD'Art
Estou em busca da receita perdida, pois beber álcool e dirigir é crime; agora nos frustram do melhor dos remédios e das essências das plantas, salve Jah.
É o seguinte: tico-teco e as sinapses neurais nos trazem alguma coisa assim muito boa, porque pensar é maravilhoso. E viajar, sem pudor, onde o papel em branco aceita tudo, vixe!!!
E pensar é interessante quando você coloca a cronologia nele. Quando começa a botar a linha do tempo no pensamento, é muito bom e revelador. Realmente, o tempo é tudo.
GD'Art
Pra pensar seriamente, tem que ser um pouco bukowskiano, escatológico, pois a vergonha e a “desimaginação” é que podem surtir alguma coisa na cabeça de algum desses babacas.
Extrupien-se! Eu não quero ir nesse vagão. Não sou cúmplice nem conivente. Sou um tolo bastardo que pensa como um anarquista ateu, graças a Deus…
Vou pegar a estrada. A cada dia, a saída é a estrada. Pra não morrer na solidão da leitura crítica pessoal.
Que salvem as pastoras e ciganas que a lapinha já queimou.