O som que me circula Me faz rodilha E de mim também feito de som Assimétrico aos meus limites, ele É a ponte sobre o que eu e...

O teu bigode, um tapete de flores

poema antonio aurelio cassiano poesia paraibana
O som que me circula Me faz rodilha E de mim também feito de som Assimétrico aos meus limites, ele É a ponte sobre o que eu era e a Água corrente que me torno E me despeço da pele Deixando-a entre pedras E musgos, como num leito de rio Me esfacelo em lógica Me ato em puro éter E recebo o sentido do que se move Corto-me em dissonâncias Amarrando-me aos braços de guitarras Para ouvir serias Tudo isso se passa Por dentro e por fora de mim Quando me torno música
De bigode espesso Negro em pele branca Róseos lábios Um beijo pronto No desejo e O medo não Ah, se fosse eu O vento E não haverias de me negar Negro bigode Ranhuras De nucas E dormiria eu janelas Ao vento Ventanas plenas de desejos O teu bigode Um tapete De flores
Minh'asas Arco no céu Esticadas Azul luz Para o pouso Caminho E eu pergunto Nos olhos Poços cheios de lágrimas O vento partido Incerto pouso E mais nada Nada mais Do que é e flutua Estrada Um perfume De rosa Esperando ao sol
Sou pus Tenho vida Que transforma Vida Sou mistério Ebulição Sou construção E latejo Pústula Erupção Romper Das carnes mortas Renovação!


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