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Para Lena, cúmplice das lutas e glórias que ajudaram a transplantar a fé para um otimismo plural, sublimado, Saulo Mendonça ...

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Para Lena, cúmplice das lutas e glórias que ajudaram a transplantar a fé para um otimismo plural, sublimado,
Saulo Mendonça

Sem a mínima inconveniência e outras pretensões, quero proclamar que hoje posso e anuncio o meu aniversário chamando-o de "renascimento".

Sim! Foi aquele que nunca esqueci ter vivido nas trevas por que passei, numa perspectiva insegura, algo quase que um estorvo, mergulhado numa dúbia esperança.

Fascinante, como tudo se deu por milagre! E, súbito, a dubiedade foi esfacelada e vencida pelos pedidos da minha oração e dos amigos espalhados por vários estados brasileiros, emitidas generosamente, por extenso, pelas suas mentalizações e mensagens.

Está completando dois anos (28.04.2021) da passagem do soldado da Polícia Militar do Estado da Paraíba Antônio Augusto da Silva, o não me...

Está completando dois anos (28.04.2021) da passagem do soldado da Polícia Militar do Estado da Paraíba Antônio Augusto da Silva, o não menos famoso e conhecido por toda população pessoense pela alcunha de “Apito de Ouro”.

Parceiro em um trabalho integrado ao trânsito da capital da Paraíba, ficou conhecido pelas suas mungangas, mas também pela sua abnegada atuação, como um bom soldado de trânsito que era e que, simultaneamente, contribuiu para o ordenamento e a segurança no trânsito das vias da nossa querida Jampa.

Suas atuações chamavam a atenção dos motoristas e transeuntes, pedestres em circulação, os quais recebiam, além das ordens do apito, as suas orientações de disciplina, de uma forma maneira, branda, educada, atraente e até divertida.

Alguns outros se notabilizaram no mundo e foram também especiais, pela atuação e forma, adotando um padrão atípico da função exercida.

Temos conhecimento de algumas outras histórias, a exemplo do soldado Castelo, Guarda de Trânsito em Ribeirão Preto, que tinha um espírito humanista, e que sobressaiu no exercício de sua profissão, não apenas orientando o fluxo de veículos, imprimindo a paz e a ordem no trânsito, mas que também tinha o respeito especial aos velhinhos, para os quais tinha uma atenção diferenciada e um tratamento notório de desvelo.

Outro profissional de trânsito – salvo engano - existiu no Peru. Esse ficou conhecido por um gesto marcante que andou circulando por toda a América Latina: Uma moça, no trânsito, ficou preocupada, quase desesperada, ao ver que uma gatinha de um mês de vida ia ser esmagada por um ônibus. Quando observou tamanha preocupação da moça, imediatamente, dirigiu-se a ela e se expressou assim:

– Fique aí, deixe que eu cuido disso!

Num flash de segundos, parou todo o trânsito da avenida e salvou a gatinha. Colocou a felina na mão da moça que havia ficado em prantos. Recusou-se a receber qualquer recompensa e optou por não revelar a sua identidade, voltando a trabalhar normalmente.

Não sei se caberia ao Carlos Lacerda, no livro “A Casa do Meu Avô”, esse fato ser chamado de “pequeno nada”. Não sei. Tenho só a certeza de que são essas as pequenas atitudes com as quais o homem consegue ser melhor e indispensável ao convívio da humanidade. Que mal fazem, às vezes, essas blitze que só visam o interesse de arrecadação, explorando o cidadão, e que tanto esquecem o lado educativo, didático, humano, para tornar mais calmas e práticas as voltas que o mundo dá, e menos estressante a roda viva dessa vida meio insana? Seria outra realidade se a importância do respeito às regras fossem prioridade, no entanto, por meio educativo e conscientizador, para prevenir acidentes e acalmar a alma irrequieta das pessoas. - Quem já ouviu falar em um Guarda de Trânsito chamado Luizinho?

- Ele é o Luiz Gonzaga Leite, um nordestino de João Pessoa, há muito radicado em São Paulo, hoje aposentado.

Ninguém nunca foi atropelado no cruzamento do Teatro Municipal de São Paulo, diz ele, com orgulho e honra. O seu jeito criativo e inteligente de tratamento o fez ficar conhecido como o Guarda de Trânsito mais competente do Brasil. Nunca multava! Os bons resolvem a parada e não multam! Dizia que os motoristas e os pedestres eram todos seus aliados.

Mas, esse tal Apito de Ouro, meu amigo, esse foi completo em quase tudo! Mudou-se para outros mundos, outras ruas transversais, outros astrais, alamedas. Esse fantasmagórico “Apito de Ouro” foi-se com o seu último sopro, (último apito). Sem risos e sem mais as ferramentas de trabalho. Só um siso estático, apático aos sinais do tempo e de loucos ao volante que ele tratava com o seu “Gardenal” de calmaria, bem comprimido dentro do seu estado diferente de espírito.

Viajou sem multas, as quais nunca foram lavradas pelas suas mãos. Dirigiu-se num percurso isento de semáforos.

Agora, tudo azul e, por sinal, só uma lua, ainda a descrever a metáfora dos seus braços abertos, indicando e abrindo caminhos, alargando-os.

Paz no trânsito! No trânsito e na paz de Deus!!!

Tarde em Tambaú Restos de nuvens São bailados de andorinhas. Não me comoveu A morte daquela noite. O galo cantou Reló...


Tarde em Tambaú Restos de nuvens São bailados de andorinhas. Não me comoveu A morte daquela noite. O galo cantou Relógio de meu pai. Na parede, inerte, Fala-me de todas as horas.

“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena” Fernando Pessoa Foi no "Bar e Restaurante do Damião", em Alagoa Grande, num ...

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“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”
Fernando Pessoa

Foi no "Bar e Restaurante do Damião", em Alagoa Grande, num dia nebuloso, que ouvi a sutileza de uma sinfonia de sapos e pererecas, sublinhada pelo canto dos grilos, coadjuvantes da noite de um dia frio.

A moda das comemorações de aniversários natalícios, segundo o livro The Lore of Birthdays, dos antropólogos americanos Ralph e Adelin Lint...

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A moda das comemorações de aniversários natalícios, segundo o livro The Lore of Birthdays, dos antropólogos americanos Ralph e Adelin Linton, vem do Egito e da Grécia, por volta de 3000 a.C.

Apresentação Milimetricamente picotados como na delicada arte japonesa, o haikai é um lampejo de inspiração como fotografia do instant...

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Apresentação
Milimetricamente picotados como na delicada arte japonesa, o haikai é um lampejo de inspiração como fotografia do instante. Intuição que traduz grandezas em instantâneas miniaturas, moldadas em poucas sílabas contadas a dedo. Há 31 anos, Saulo Mendonça Marques ousou mostrar no primeiro livro (Libélula) a capacidade de dizer muito em pouco, nos pequenos poemas que ganharam o mundo, em outras línguas, inclusive japonês. Aqui ele exibe uma seleta amostra dos “bonsais” poéticos de seu lírico e balzaquiano jardim.

A Ponte do "Tê” é uma construção inacabada de via férrea situada na cidade de Alagoa Grande, interior do Estado da Paraíba.

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A Ponte do "Tê” é uma construção inacabada de via férrea situada na cidade de Alagoa Grande, interior do Estado da Paraíba.

Na pele, ainda o frio das noites diferentes de Alagoa Nova, batendo quase gelado nas paredes mornas da memória. ...

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Na pele, ainda o frio das noites diferentes de Alagoa Nova, batendo quase gelado nas paredes mornas da memória.

Esperava apenas que se encerrassem as tradicionais festas de fim de ano, para provar dos ares agradáveis da cidade aconchegante, que chegavam desgarrados das curvas serranas do planalto da Serra da Borborema, apelidada de Princesa da Borborema, mas que, na verdade, era a cidade de Alagoa Nova, terra de minha mãe.

Peço a Deus que Ele não permita que o destino me leve a morar em um apartamento de condomínio. Com todo o respeito aos que moram em edifíc...

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Peço a Deus que Ele não permita que o destino me leve a morar em um apartamento de condomínio. Com todo o respeito aos que moram em edifícios e a centenas de pessoas que já se acostumaram e se adaptaram a esse tipo de moradia.

Ora radicado em Moscovo, Rússia, o amigo Astier Basílio posava numa foto ao lado de uma pilha de livros, nada menos que a coleção de toda...

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Ora radicado em Moscovo, Rússia, o amigo Astier Basílio posava numa foto ao lado de uma pilha de livros, nada menos que a coleção de todas as edições do livro “ZÉ LIMEIRA, POETA DO ABSURDO", do escritor, poeta e pesquisador Orlando Tejo.

No contexto bíblico, o termo “igreja” significa reunião de pessoas. Por esta e outras razões dogmáticas, o correto é que, no acesso a edif...

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No contexto bíblico, o termo “igreja” significa reunião de pessoas. Por esta e outras razões dogmáticas, o correto é que, no acesso a edificações consideradas religiosas, haja sempre portas abertas à liberdade de seus cultores.

O pioneirismo da Paraíba em conceder o direito do voto aos presidiários aconteceu nos idos de 2010, aproximadamente. A notícia deu em qu...

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O pioneirismo da Paraíba em conceder o direito do voto aos presidiários aconteceu nos idos de 2010, aproximadamente. A notícia deu em quase todos os jornais do Estado e foi, sem dúvida, uma grande iniciativa, um grande reconhecimento, cujo direito, já há muito tempo, mofava atrás das grades, dentro das gavetas, impedindo esse exercício de cidadania, durante longos anos.

Não é nostalgia, qualquer coisa assim que entristeça, que nos leve ao banzo por alguns momentos. É relembrança mesmo, um mimo, um brinde, ...

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Não é nostalgia, qualquer coisa assim que entristeça, que nos leve ao banzo por alguns momentos. É relembrança mesmo, um mimo, um brinde, uns picos de memorialismo perenizado, inevitáveis, que nos fazem iniciar viagens pelas décadas de ouro das noites antigas de nossa encantadora capital paraibana.

Segundo os vernaculistas, a palavra “fiança” significa o direito que se tem através do valor pecuniário depositado por um acusado de crime...

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Segundo os vernaculistas, a palavra “fiança” significa o direito que se tem através do valor pecuniário depositado por um acusado de crimes menores, a fim de que se possa responder a um processo em liberdade. Em outras palavras mais simplificadas: significa ficar livre mediante pagamento em dinheiro, o que é, para os lúcidos, uma leviandade notória ou um privilégio discriminador, não somente no Brasil, mas na maioria dos países desse mundo tresloucado.

Já ouvi muitas vezes comentários à guisa desse nome: Jampa . Apelido, cognome, ou meme? Como queiram considerar. Definitivamente, é a cida...

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Já ouvi muitas vezes comentários à guisa desse nome: Jampa. Apelido, cognome, ou meme? Como queiram considerar. Definitivamente, é a cidade de João Pessoa, a que jamais deixará de sê-la, trançando as belezas que transbordam o matiz de suas águas, os seus mares, o seu verde e o seu barroco vetusto e belo.

Sempre achei que os estudos científicos sobre o comportamento humano são profundas viagens. Lembro-me de que na década de 1980, já lia os ...

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Sempre achei que os estudos científicos sobre o comportamento humano são profundas viagens. Lembro-me de que na década de 1980, já lia os artigos do Eduardo Mascarenhas, (desencarnado aos 54 anos) e Xênia Bier (que se passou aos 80 anos de vida). Lia-os com uma curiosidade aguçada. Hoje, com muito mais interesse, coleciono as palestras do psicoterapeuta Roberto Crema, criador da UNIPAZ, Universidade Internacional da Paz no Brasil.

Foi lendo a crônica do amigo Tarcísio Pereira que revi alguns costumes de um tempo remoto, quando se fantasiavam os modismos efêmeros e s...

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Foi lendo a crônica do amigo Tarcísio Pereira que revi alguns costumes de um tempo remoto, quando se fantasiavam os modismos efêmeros e suas elucubrações com ídolos de todos os segmentos artísticos, principalmente os do cinema.

Virou água Quando o voo levantou também fiquei nas nuvens. O “sinto” apertava,...

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Virou água
Quando o voo levantou também fiquei nas nuvens. O “sinto” apertava, deu-me um nó de silêncio.

O primeiro é o “Soldado Doido”. O outro que se chamava Bruno, lia mãos que hoje vazias, nos fazem lembrar só do passado. ...

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O primeiro é o “Soldado Doido”.
O outro que se chamava Bruno,
lia mãos que hoje vazias,
nos fazem lembrar só do passado.

Há coisas que nos sugerem os pólens para atraírem os beija-flores. Outras, que nos tangem e nos empurram para longe, quase à deriva, sem esperanças nem expectativas.

Um catador de papel era um assíduo transeunte de minha rua. Além do seu esforçado mourejar diário, conduzia o hobby de caminhar cantando e...

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Um catador de papel era um assíduo transeunte de minha rua. Além do seu esforçado mourejar diário, conduzia o hobby de caminhar cantando e cantar caminhando. Esgrimindo, fazia vibrar o som da voz que entoava as mais variadas melodias do cancioneiro popular.

Com a sua carroça tecia o seu itinerário seguindo e apanhando pedaços de sua remuneração encontrados no meio do caminho. Nada muito estranho. No entanto, foi olhando para aquele trabalhador de rua - de sol a pino e mesmo assim cantando - que reli um certo capítulo da história, aquele que um dia me deu lições sobre a aurora. Logo recapitulei: viver amanhecendo é amanhecer vivendo.