Diriam que ela é suportável nas crianças e em alguns endemoniados perdidos nos acostamentos das autoestradas – sempre carregando nas costas suas sacolas cheias de coisas-nenhumas. Elas não aprenderam ainda a ser gente;
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Para que compartilhar a loucura? Tem-se que guardar em segredo a penúria dos instintos que nos avassalam a alma. A loucura transborda, ...
O intruso
Diriam que ela é suportável nas crianças e em alguns endemoniados perdidos nos acostamentos das autoestradas – sempre carregando nas costas suas sacolas cheias de coisas-nenhumas. Elas não aprenderam ainda a ser gente;
João Batista de Brito, nosso notável professor, cronista e crítico de cinema e de literatura, é daquelas pessoas discretas por natureza...
O discreto charme de João Batista de Brito
O escritor João Guimarães Rosa é conhecido pelo caráter revolucionário e, obviamente, universal de sua obra, com características marca...
O fantástico em Rosa na Terceira Margem do Rio
Faz tempo, muito tempo, que não leio o céu com esse nome. Foi como aprendi a chamar a abóbada celeste que cobria de luz ou de estrel...
O firmamento
Era assim que ouvia de minha mãe, não com o céu amojado de chuva a castigar a lama do brejo ou dos mangues, mas com o amplo e infinito céu bem aberto, pleno de claridade, em condições de acolher todos os sonhos ou esperanças.
Narrar é sobreviver. É vencer o tempo e as armadilhas da vida. E enganar a morte. Foi assim com Sherazade e continua a ser com todos a...
Sísifos do sempre
Foi assim com Sherazade e continua a ser com todos aqueles que dão sequência ao texto ou ao "risco do bordado" que a humanidade vai desenhando e tecendo ao longo de sua história.
Em 1909, o geógrafo Paul Walle foi encarregado pelo Ministério do Comércio francês de empreender uma viagem pelo Norte e Nordeste do ...
A Capital da Paraíba na primeira década do século 20 vista por um geógrafo francês
Ontem, eu olhava o pôr do sol nesta terra incendiada. Havia fuligem a flutuar, junto com um cheiro de coisas perdidas. Estava tão distr...
É lá que vou te esperar
Estendemos uma toalha – dessas de piquenique – sobre o gramado. E comemos doces, lambendo os dedos, rindo de coisas tolas.
A morte é um dos maiores mistérios da vida. Ninguém sabe ao certo o que acontece depois que deixamos este mundo, mas sabemos que é inev...
A vida é um milagre
ARQUETIGRAMAS I Antigamente a noite ardia em círios Desfalecia em flores apodrecidas As virgens ...
Há muitas outras coisas, mas pouco delas se sabe
I Antigamente a noite ardia em círios Desfalecia em flores apodrecidas As virgens carregavam segredos Para a cova Em antiguidade mais recente O ódio, entre pesados tributos Passou a exigir também um incêndio Assim, no instante final da purga Na tarde borrada por insultos Um herege recebe as terríveis Explicações do fogo Em outra, mais antiga Em tempo sem leis de tempo (Quando insuspeitos serão os poemas) Qualquer horizonte é prenúncio da horda, ninguém Homem ou deus Opõe-se a um pântano Não se conhece a morada do deus Cuja boca sopra Ventos e rios Nem mesmo a um poema Cabe parar na forma Grafado na pedra
O título do livro do meu confrade Eitel Santiago, que ora apresento a Vossas Senhorias, Impressões esparsas , deve ser entendido com a ...
As artes como linha de frente da arenga
MELANCOLIA O som da chuva nas telhas, nas plantas, nas pedras, nos vãos. A água correndo nas calhas, nas bicas, na...
O som da chuva nas telhas... memória ativada
O som da chuva nas telhas, nas plantas, nas pedras, nos vãos. A água correndo nas calhas, nas bicas, nas ruas, no chão. Memória ativada, lá vem a saudade dos tempos de outrora em meu coração.
Não escrevo sobre alegrias, mesmo, dentre elas, a mais pura. Essa, eu deixo para viver, apreciando cada sorver de um néctar que pouco dura, mas se espalha e contagia.
Dor compartilhada é dor dividida que nos conforta nas agruras da seara que é a vida.
Mesmo sendo repetitivo, a insistir, não me canso de ouvir o canto claro e harmônico Do bem-te-vi.
Quase caí quando o pé direito das minhas legítimas havaianas rebentou. O primeiro grande problema foi identificar o nome correto da “pe...
A japonesa quebrou
Essa é uma pergunta feita por muitos estudantes da rede básica e até mesmo de cursos superiores. Revelam-se assombrados com a quantidad...
Para que estudar gramática?
Vou preservar a identidade do meu interlocutor, um engenheiro espanhol desembarcado em João Pessoa no começo da década de 1970 a serviç...
O galã, a loura e o papel-jornal
É fim de tarde e o corrimão Do tempo Em espiral se alonga O Céu se mancha De laranja E a memória navega Pontos brilhan...
A luz da manhã e seus cafés fumegantes
A mente viaja solta pelos profundos oceanos dos tempos idos e das lembranças. Consigo escutar o colocar da ficha telefônica em contato...





















