Conforme a cultura, o que é considerado bonito, pode variar bastante. Em algumas regiões da China, até o início do século XX, pés...

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Conforme a cultura, o que é considerado bonito, pode variar bastante.

Em algumas regiões da China, até o início do século XX, pés pequenos e com formato de lótus eram considerados um padrão de beleza feminina. As mulheres tinham seus pés firmemente atados para impedi-los de crescer, resultando em deformidades e dificuldades de locomoção. Na Etiópia, as mulheres da tribo Mursi usam discos para alargar os lábios. Entre os maoris, o povo nativo originário da Nova Zelândia, quanto maior for a posição social de um homem dentro do seu clã, mais tatuado é seu corpo.

      Peregrinação Ando perdida pelo vale de lágrimas Bem queria seguir outro caminho, mas sou prisioneira de um jardim de s...

poesia paraibana milfa araujo valerio
 
 
 
Peregrinação
Ando perdida pelo vale de lágrimas Bem queria seguir outro caminho, mas sou prisioneira de um jardim de saudades enquanto aspiro vaga essência de esperança Já não tenho resistência Deixo-me ser levada por janelas de luz que me hipnotizam, Como se não soubesse dos pesadelos ocultos, mas vivos prontos para atacar Por que não me disseste desse lugar de peregrinação e de pelejas vãs? Por que me deixaste entrar nesse rio? Para ser tragada pela correnteza?

A solidão é uma força poderosa, capaz de nos envolver e consumir o tempo da nossa memória. Ela nos transporta para um lugar de reflex...

solidao aprendizado vida interior
A solidão é uma força poderosa, capaz de nos envolver e consumir o tempo da nossa memória. Ela nos transporta para um lugar de reflexão profunda, onde pensamentos e ideias que pareciam impossíveis na infância se revelam possíveis na idade adulta.

A solidão nos confronta com a nossa própria essência, despertando medos e inseguranças, mas também permitindo autodescobertas fascinantes.

Peço perdão aos leitores, por voltar insistentemente ao tema, tão instigante, quanto importante, dos espaços habitados por Augusto ...

joao pessoa antiga
Peço perdão aos leitores, por voltar insistentemente ao tema, tão instigante, quanto importante, dos espaços habitados por Augusto dos Anjos, na capital. O fato é que estou tentando montar um quebra-cabeça, de que o descaso, com o escárnio que lhe é peculiar, subtraiu várias peças.

O texto desta semana, com um título misterioso – Onde está o número 17? –, diz respeito a um dos lugares onde o poeta morou, nesta capital. Em carta à mãe, Dona Córdula, chamada carinhosamente pelo poeta de Sinha Mocinha, datada de 16 de julho de 1908, Augusto dos Anjos noticia que teve de mudar-se, às pressas, da casa onde morava, para outra residência,

    OLHAR POÉTICO Olha a flor com olhos de jardineiro que cava a terra e planta a semente que rega e limpa na espera paciente...

poesia paraibana marineuma oliveira
 
 
OLHAR POÉTICO
Olha a flor com olhos de jardineiro que cava a terra e planta a semente que rega e limpa na espera paciente de que ela brote vingue e floresça

Ok, ok, ok! Se você não lembra ou não conhece a belíssima canção de Simon e Garfunkel, "The sound of silence" , interromp...

simon garfunkel sound silence
Ok, ok, ok! Se você não lembra ou não conhece a belíssima canção de Simon e Garfunkel, "The sound of silence" , interrompa a leitura e ouça aquela extraordinária peça. Depois volte para a emoção que vou derramar aqui.

Parece que todo esforço empreendido por nós, porcos, em trazer um pouco de limpeza e de higiene para as pobres aldeias...

historia evolucao animal porco sociedade
Parece que todo esforço empreendido por nós, porcos, em trazer um pouco de limpeza e de higiene para as pobres aldeias do passado neolítico desses nossos atuais (e de muito tempo) carrascos, terminaram por nos colocar, no conceito desses mesmos verdugos, em perene débito até com as noções mais elementares de asseio e higiene pessoal.

Roupas coloridas, semblantes risonhos, fragrâncias no ar. O conjunto de duas guitarras, um órgão, um contrabaixo, uma bateria e um cant...

baile nostalgia
Roupas coloridas, semblantes risonhos, fragrâncias no ar. O conjunto de duas guitarras, um órgão, um contrabaixo, uma bateria e um cantor iniciava o longo repertório com músicas alegres, os sucessos da época apropriados à dança solta e livre.

Qualquer par, então, servia aos requebros e trejeitos. Afinal, ninguém se enroscava naqueles começos de baile quando, não raramente, o salão acomodava grupos de quatro ou cinco na comunhão da mesma música e mesmo ritmo.

Há um pedacinho da Praia de Cabo Branco que é mágico. Ali, nas curvas finais do bairro que se estende entre a falésia às suas costa...

cabo branco paraiba joao pessoa
Há um pedacinho da Praia de Cabo Branco que é mágico. Ali, nas curvas finais do bairro que se estende entre a falésia às suas costas e o Oceano Atlântico diante dos seus olhos, ocorre a aproximação da barreira com as águas salgadas. Uma pista separa mar e terra. As ondas mostram seguidamente o desejo de beijar o relevo e força passagem. O homem, um teimoso em mostrar que pode domar a natureza, reconstrói a estrada, que, provavelmente, voltará a ser danificada. Um ciclo em que o ser humano perde sempre.

      Alguma coisa acontece no meu portão Nascido de um sonho Eu mordiscava os mundos a medida que percebia algo de doce...

poesia capixaba jorge elias
 
 
 
Alguma coisa acontece no meu portão
Nascido de um sonho Eu mordiscava os mundos a medida que percebia algo de doce (a presença) Espiava futuras andanças, tecia despedidas para a imagem muda do pai (Era a menina que partia pela fresta amarela) Chuva, testemunha de minhas urgências, este consolo no sem sentido. (pai, você já pensou em pegar o sol e jogar lá longe?) Alguma coisa acontece no meu portão (Pai, meus olhos estão encharcados de sono) Ficou a casa, entrecortada de silêncios (E se lançarmos o silêncio para longe,

Quando eu era adolescente eu era muito magra, pouco peito e a minha mãe, desavisada, dizia que a minha bunda era grande. Imagina! apena...

maturidade velhice tempo
Quando eu era adolescente eu era muito magra, pouco peito e a minha mãe, desavisada, dizia que a minha bunda era grande. Imagina! apenas tomava corpo de mulher. E eu, pré-adolescente, me olhava no espelho e me sentia deslocada. Como a maioria das meninas dessa idade. Para ficar sem forma, eu usava cinta, hã?. Depois, sob o olhar do namorado, que dizia estar tudo lindo, fui me apoderando do meu corpo – aquele que eu tinha, e me achando melhor. Ou seja, precisei do olhar do outro, de um homem, para referendar a minha fina estampa.

A pequena Serraria, que se esparrama sobre o espinhaço de uma nesga de serra no Brejo paraibano, produziu talentos em diferentes ramos...

Piedade Medeiros magisterio paraibano
A pequena Serraria, que se esparrama sobre o espinhaço de uma nesga de serra no Brejo paraibano, produziu talentos em diferentes ramos das artes e do saber. Gente que se destacou no Magistério, no Jornalismo, na Música, na Poesia e na Pintura em tão alto grau, como prova basta citar Hermano José, Roberto Luna, Libânio Mendes, Nathanael Alves e Clóvis dos Santos Lima.

Era uma escolinha de subúrbio. Sem os embelezamentos da arquitetura moderna, adotando a temível palmatória. O professor vinha no seu ...

grupo escolar professor
Era uma escolinha de subúrbio. Sem os embelezamentos da arquitetura moderna, adotando a temível palmatória. O professor vinha no seu Ford 29, parava o carro, com orgulho, puxava uma bolsa de couro maltratada do assento e cortava, num jato, os dois únicos compartimentos do pequenino educandário. A escola do mestre Tibúrcio respeitado por toda a cidadezinha, aconchegava, se muito, cerca de vinte alunos. Todos bem selecionados, num verdadeiro vestibular do ensino primário, em que o próprio professor comandava as aulas.

Este texto é dedicado à minha filha arquiteta e urbanista Ingrid Maux Dias. Charles-Edouard Jeanneret-Gris (1887 – 1965), conheci...

arte arquitetura urbanismo
Este texto é dedicado à minha filha arquiteta e urbanista Ingrid Maux Dias.

Charles-Edouard Jeanneret-Gris (1887 – 1965), conhecido por Le Corbusier, foi arquiteto, urbanista, escultor e pintor suíço. Em sua Carta de Atenas, publicada em 1933, no tópico 92, ele afirma:

“A arquitetura preside os destinos da cidade. Ela ordena a estrutura da moradia, célula essencial do tecido urbano, cuja salubridade, alegria, harmonia são subordinadas às suas decisões. Ela reúne as moradias em unidades habitacionais

Um dia Marília chegou em casa trazendo uma novidade que impressionou a todos: Alexa! Esta é um aparelho eletrônico que faz tudo o que ...

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Um dia Marília chegou em casa trazendo uma novidade que impressionou a todos: Alexa!

Esta é um aparelho eletrônico que faz tudo o que é busca na internet. Localiza endereços, número de celulares, cotação da Bovespa e do dólar, passagens aéreas, estatísticas eleitorais... Tudo!

E, principalmente, localiza e toca as músicas que você quiser: os frevos de Fuba e de Alceu Valença; os acordes de Django Reinhardt
alexa tecnologia cronica humor
Amazon
que seu pai adora, acompanhados pelo violino de Stephanie Grapelli ; maracatus, rumbas, bolero e cha cha cha. E tudo o que é música.

Poucas coisas são tão poderosas quanto voltar a um lugar em que se foi feliz na infância. Rever paisagens em que seus risos de criança...

amazonia oiapoque
Poucas coisas são tão poderosas quanto voltar a um lugar em que se foi feliz na infância. Rever paisagens em que seus risos de criança parecem estar gravados na areia fina, navegando em águas que dançam entre as pedras.