6.10.23
Tenho acompanhado, eventualmente, uma ou outra repercussão noticiosa da morte de astros, ou estrelas globais, com o pesar, somente, d...
Tenho acompanhado, eventualmente, uma ou outra repercussão noticiosa da morte de astros, ou estrelas globais, com o pesar, somente, de quem lamenta algo penoso, mas plausível. Isto é, sem o sentimento de grande perda expresso por todos os que deles e delas se fizeram mais próximos e mais íntimos em razão de tê-los a poucos passos do sofá doméstico, no transcurso habitual das novelas de agora.
6.10.23
5.10.23
Quando o Banco Noroeste foi vendido ao Santander descobriu-se uma fraude de quase 250 milhões de dólares, que correspondiam à metade ...
Quando o Banco Noroeste foi vendido ao Santander descobriu-se uma fraude de quase 250 milhões de dólares, que correspondiam à metade do capital daquela casa bancária. A maioria das pessoas pararia por aqui no que diz respeito a esse fato. Não é o meu caso. Como não tenho absolutamente nada para fazer na vida, fui pesquisar o assunto porque vivo à caça de histórias boas de contar.
5.10.23
5.10.23
VIDA Meu poema é liberdade, é cheio de inspiração. Colhido no coração, me tira a passividade. Expressa a minha saudad...
VIDA
Meu poema é liberdade,
é cheio de inspiração.
Colhido no coração,
me tira a passividade.
Expressa a minha saudade,
faz o peito latejar,
não é fácil epigrafar.
Meu poema é sem medida,
eu vou chamá-lo de vida,
para Aninha se encantar.
5.10.23
5.10.23
Há duas formas para reviver-se um mesmo passado. Uma é individual e memorialista, a outra, além de coletiva, é histórica. Em qual...
Há duas formas para reviver-se um mesmo passado. Uma é individual e memorialista, a outra, além de coletiva, é histórica. Em qualquer dos 2 casos, o indivíduo encontrará – acaso pretenda – sinais inequívocos de seu percurso existencial. A primeira pode ser bloqueada e atirada na lixeira do esquecimento por uma eventual capitulação de funções cerebrais nos períodos finais do curto tempo de vida dos indivíduos, uma perda que não será sentida por ninguém mais além de familiares próximos.
5.10.23
4.10.23
Os heróis caíram ao chão, incapazes da própria defesa. Um era o bonequinho do Homem-Morcego, derrubado num canto do piso, esquecido p...
Os heróis caíram ao chão, incapazes da própria defesa. Um era o bonequinho do Homem-Morcego, derrubado num canto do piso, esquecido pelas pequenas mãos que o dominavam. Há milhares de quilômetros dali foi por terra, melhor, cortada da conexão com a terra, a heróica e simbólica árvore do Reino Unido, serrada pelos braços de um jovem de 16 anos. O motivo, não importa. Após dois séculos sinalizando o encontro de dois cumes postos lado a lado, ela era como o buquê em representação da união. O corte implacável e inexplicável soa como o rompimento dos laços homem-natureza. Heróis por terra.
4.10.23
4.10.23
Em 1973, com apenas 24 anos de idade, dando os meus primeiros passos como jornalista, fiz uma reportagem sobre a crise do abacaxi para...
Em 1973, com apenas 24 anos de idade, dando os meus primeiros passos como jornalista, fiz uma reportagem sobre a crise do abacaxi paraibano, publicada com destaque no Jornal O Norte. Naquele momento, nossa fruta, uma das campeãs da pauta de exportações do Brasil, enfrentava sérios problemas, em razão de pragas que ninguém sabe como chegaram por aqui, embora os técnicos, em seus estudos, tivessem apresentado suas suposições.
4.10.23
4.10.23
Este texto é dedicado ao amigo artista plástico paraibano FLÁVIO TAVARES (1950). O qual me apresentou seu quadro O EU, que está fixad...
Este texto é dedicado ao amigo artista plástico paraibano FLÁVIO TAVARES (1950). O qual me apresentou seu quadro O EU, que está fixado em Academia Paraibana de Letras do estado da Paraíba.
A obra de arte, em geral, cria uma conexão estética entre o artista e o espectador. Essa correlação estimula a empatia entre eles, despertando o senso crítico para reconstruir a dignidade humana e a apreciação da beleza, seja de forma objetiva ou subjetiva.
4.10.23
3.10.23
Desde os primórdios da existência humana, nas antigas civilizações, já imperavam entre os homens, os códigos, normas e condutas, ins...
Desde os primórdios da existência humana, nas antigas civilizações, já imperavam entre os homens, os códigos, normas e condutas, inspiradas na finalidade de se manter a ordem e amparar juridicamente as gerações.
3.10.23
3.10.23
Em recente viagem à Serraria, grande foi a surpresa ao reencontrar um primo vaqueiro, parente por laços familiares dos Nunes e dos Mend...
Em recente viagem à Serraria, grande foi a surpresa ao reencontrar um primo vaqueiro, parente por laços familiares dos Nunes e dos Mendes. Sem nunca ter se afastado da nossa região, ele é o típico vaqueiro do Brejo, pois na ocasião do nosso encontro carregava as indumentárias dos que se embrenham pelas matas em busca de um boi fujão, semelhante aos antepassados, avôs e pai, revelados como bons pegadores de gado em lugares de topografia de difícil acesso.
3.10.23
3.10.23
As crises são produtivas e mesmo desejáveis. Precisa-se delas para crescer. Isso é verdade t...
As crises são produtivas e mesmo desejáveis. Precisa-se delas para crescer. Isso é verdade tanto para a História quanto para os indivíduos. Historicamente, a períodos de crise sucedem outros de euforia e progresso (os pós-guerras atestam essa verdade). No que diz respeito às pessoas, há relatos de crises que ensejaram profundas mudanças existenciais.
3.10.23
2.10.23
Quando ouvimos falar sobre a morte, nossos olhos eventualmente ficam pasmos ou marejados. Porém quando são mortas 52 milhões de aves de...
Quando ouvimos falar sobre a morte, nossos olhos eventualmente ficam pasmos ou marejados. Porém quando são mortas 52 milhões de aves devido à gripe aviária, muitos olhos ficam indignados, porque perderam dinheiro. Uma onda de coronavírus causada pela BQ.1, a "neta" da Ômicron, não deve atingir os humanos no mesmo patamar de mortes das galinhas, mas os alertas nos deixam novamente mascarados nas ruas.
2.10.23
2.10.23
Quando viajo lá para trás nos meus tempos, surgem-me duas figuras que encantaram meus verdes anos: Meu avô, o Vico e o irmão dele, o Mi...
Quando viajo lá para trás nos meus tempos, surgem-me duas figuras que encantaram meus verdes anos: Meu avô, o Vico e o irmão dele, o Miro. Ambos cresceram em berço de poucas letras, mas souberam driblar essas destemperanças que a vida lhes impôs. Desta feita vou contar um pouco mais de tio Miro.
O velho Vico foi homem de leitura, para mim sabido que só um danado. Quando se aventurava pelos sertões da Mantiqueira não se perdia em mata fechada, pois era capaz de, quando achasse uma clareira, se guiar pelas estrelas. Conhecia os mistérios da eletricidade e também porque o mundo tem quatro estações. Nunca ouvira falar nas leis da Física, mas conhecia os enigmas que permitiam o equilíbrio de suas edificações.
2.10.23
2.10.23
Eu não sabia, confesso. Mas fiquei sabendo que existe, há poucos anos, na estrutura governamental da Inglaterra um Ministério ...
Eu não sabia, confesso. Mas fiquei sabendo que existe, há poucos anos, na estrutura governamental da Inglaterra um Ministério da Solidão. Isto mesmo, leitor, um Ministério da Solidão, acredite quem quiser. Que coisa extraordinária, pensei. Até para países civilizados e desenvolvidos é algo fora do comum, absolutamente singular, pleno de criatividade e salutares consequências, imagino. Pois não será a solidão um dos males que mais aflige a humanidade, desde sempre, mas bastante acentuado nas últimas décadas, principalmente nos centros urbanos, onde reinam o anonimato e a impessoalidade?
2.10.23
1.10.23
Foi lamentável sua conduta quanto à relevância dada ao ocorrido. Você sabe como ela é, inteiramente livre no pensar e no agir. O fato ...
Foi lamentável sua conduta quanto à relevância dada ao ocorrido. Você sabe como ela é, inteiramente livre no pensar e no agir. O fato de ter uma condição libertária na forma de pensar e na prática da vida lhe permitia enfrentar o senso comum com autoridade emprestando ainda mais autenticidade a sua existência.
1.10.23
1.10.23
Os blocos de calcário cavados e arrastados penosamente por muques selvagens para terminar no mais suntuoso e melhor conjunto barr...
Os blocos de calcário cavados e arrastados penosamente por muques selvagens para terminar no mais suntuoso e melhor conjunto barroco “de todo o Estado do Brasil” - que é como “o livro das Grandezas” de 1618 considera a Igreja e Convento de Santo Antônio, da Paraíba – esses blocos continuam comunicando ao visitante de hoje a mesma forte emoção dos que se extasiaram ao subir os três degraus em curva ritmada anunciando o esplendor de arte e cantaria que os esperava lá dentro, em 1609.
1.10.23
1.10.23
Dando continuidade ao perfil do jornalista e escritor Adalberto de Araújo Barreto, vamos contar como se deu a sua ascensão à presidênci...
Dando continuidade ao perfil do jornalista e escritor Adalberto de Araújo Barreto, vamos contar como se deu a sua ascensão à presidência da Associação Paraibana de Imprensa. Creio que se trata de uma atualização importante, sobretudo se levarmos em conta que a API completou nove décadas no último dia sete de setembro. Ao longo desses 90 anos, Adalberto esteve à frente da entidade por menos de quatro — entre 1960 e 1964 — tempo suficiente para deixar sua marca na história da Associação, como veremos nas linhas que seguem.
Por 20 anos, entre 1940 e 1960, José Leal Ramos, decano da imprensa paraibana, havia presidido API, entidade que ajudou a fundar em 1933. Jornalista da “velha guarda”, ele havia atuado em diferentes órgãos de imprensa, pontificando com mais destaque no jornal O Norte, do qual havia sido diretor, e onde assinou as colunas A margem da atualidade e Minuta. Para muitos, a API era sinônimo de José Leal, e ele estava fadado a ser o “eterno presidente” da Associação.
1.10.23