Eu não vim pra falar da reles droga Que campeia o sonho adolescente Nem da dor quando à sarjeta joga A escória humana de minha gente

Meus heróis morreram de overdose

ambiente de leitura carlos romero stelo queiroga poesia jesus esperanca nao violencia

Eu não vim pra falar da reles droga
Que campeia o sonho adolescente

Nem da dor quando à sarjeta joga
A escória humana de minha gente

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Nem também sobre Janis ou Elis
Jimmy Hendrix ou Amy a infeliz
Amo Elvis de Cássia eu era fã
Todos deram ao vício o amanhã

A overdose que abordo é a insana
Que permeia a natureza humana
Que aflora de modo inconsequente
E de tempos em tempos é presente


Violência que ceifa um Conselheiro
Que transforma o estio num braseiro
Quis com exército terracota fanático
De uma pátria sertã ser rei lunático


Overdose de ódios inclementes
Assassina vil das consciências-lume
Algoz escrava da segregação de mentes
Luther King imolado por negrume


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A ira fundo-impregnada em corações
Que calou um grande líder pacifista
Da Índia arrastou famintas multidões
Voz de Gandhi e a nobre causa altruísta


Mas entre tantos heróis que hoje aqui cito
Há só um que é vencedor de todo o ódio
Com razão reina no mais alto pódio
Incansável em seu amor infinito


Um rei andarilho com grande majestade
Que converte milhões e até hoje conquista
Não há por mais frio coração que resista
À sua palavra que é espada da verdade


Enviado pra confirmar o antigo projeto
Do Pai que criou vida e o mundo inteiro
À cruz levado pelo mesmo ódio abjeto
No único sacrifício válido e verdadeiro.


Stelo Queiroga é engenheiro e poeta
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