Longe seguem velhos e surrados tênis Passos que se escorrem dentro da noite Há uns que vão são quase comparsas destas ...

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Longe seguem velhos e surrados tênis Passos que se escorrem dentro da noite Há uns que vão são quase comparsas destas escuridões Rua larga Vagos homens vagam Faróis se cruzam no verde que diz: Vai! Há risos e protestos e bocas nos bares gritando silêncio nas casas novela das nove Correm líquidos copos e bocas Deitam-se garrafas bêbadas Bêbados e mulheres de prazer e dor Homens pássaros e feras Há urros de fome e não sei de quê rasgos gemidos de posse de bicho cio da besta procurando carne perfurando carne cio de bala cio de morte de faca que sangra o peito Vermelho de sangue quente de sal e plasma plastificando a calçada Calçada suja de vermelho e corpo Mais gritos rasgando a noite Não é bala não é p.ta não é roubo não é foice não é carne de fêmea rasgada de novo e escorre o sangue novo não de faca não de bala não de unha não Já nasceu outro rasgando a mãe Rasgando à faca outros soltos pelas ruas Velhos tênis Homens tênis Surrados todos

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