Eu criaria um Céu se nele coubessem as minhas asas, Mas os sonhos dos homens que recolho, que abraço, precisam de um mundo que se ...

Anjo tombado

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Eu criaria um Céu se nele coubessem as minhas asas, Mas os sonhos dos homens que recolho, que abraço, precisam de um mundo que se expande aos limites do descabido Por isso a queda no inominável da ausência, a frustração de me vender ao vento, de tombar perante o branco da página, do não escrito, desse eterno retorno ao desespero.
(poema inédito)

As cores amanhecerão diferentes na tarde de tua lucidez.
Cada manhã traz consigo uma nova geografia.
Acorda-se do último sonho em uma esquina vazia.
No desespero, buscou o refúgio das ruas, com suas casas e prédios a dar sentido às calçadas.
Restará sempre a dúvida: em que pernas poderemos apoiar esta existência sem sentido?
A máxima lucidez são estes tentáculos que te assombram.
O olhar perdido na ausência é insubornável.
Toda incerteza procura o aconchego das sementes.
Já observaste, mesmo quebrada a cruz, sempre resta um pouco de fé em nossas mãos.

Excetos do livro Breviário dos Olhos

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  1. "Já observaste,
    mesmo quebrada a cruz,
    sempre resta um pouco
    de fé em nossas mãos." Bem Jorge Elias Neto.

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