O punhal tem duas faces: a que brota e a que geme. Eis a porção do falso que constitui a verdade... Se disser tudo, rest...

Os dias são mais irônicos que as palavras


O punhal tem duas faces: a que brota e a que geme.
Eis a porção do falso que constitui a verdade...
Se disser tudo, restará apenas a última mentira.
Rente ao chão, toda mentira resvala na inutilidade.
A verdade é incomunicável e não se fixada em palavras.
Entendo a sujeira como um vício da realidade.
Por mais que insista, os dias são mais irônicos que as palavras.
Tão limitada é a consciência dos seus limites que, como um asno, se permite tampar os olhos para trilhar seguro seu pedaço na história.
A verdade é um paquiderme que cobre os olhos com suas enormes orelhas.
O consolo é uma fraqueza que distingue o homem. É simples artifício da razão.
Só o contorno interessa os apressados.
O que há de injusto na estupidez?
Ondas guardadas, não devolvem o gosto de sal aos lábios despidos de lembranças.
Na perspectiva da ponte, o pássaro solitário nunca volta.
O núcleo dispensa a ponte sobre a rêmora das águas
da contradição.
O horizonte é o fluido
que deságua
na morada do abismo.
A ausência de espaço não poupará nem mesmo as sombras.
O lugar do horizonte o seu próprio nome diz.

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