Catavento Quero me dedicar aos cataventos poder abraçar ar puro as pás remam as nuvens mergulho de pássaro no vazio ch...

Quero ser folha no sopro do catavento

poesia paraibana clovis roberto
 
 
 
Catavento
Quero me dedicar aos cataventos poder abraçar ar puro as pás remam as nuvens mergulho de pássaro no vazio cheio Quero ser folha no sopro do catavento Salto em círculos, cambalhotas e ritmos Suave ao deitar no chão Vida em ciclos, ventos
Janela passada
Vida espia pela janela arremete-se mundo afora encontra passagem e atalha ao som do vento balança Janela de outras vidas arquitetura passada tempos de outras espiadelas uma tela rabiscada Vida e janela, janela revida da paisagem à pedrada madeira mora, vidraça quebrada aberta, fechada, perdida, retalhada
Janela passada
Tronco serrado Planície forçada, da vida tirada largada ao chão, fincada à terra madeira morta, assassinada pela força da serra, lâmina afiada um corte reto, implacável, de ponta a ponta um ruído, um baque, a queda o tronco que fica, a testemunha que grita nova morte consumada
Guerra viva
Explode a tela “game” sem goma de mascar escancara e escarra o bruto, pó e sangue mistura o boletim é fogo em chuva o remoto se descontrola a morte, na caixa mágica dói, sem doer, pausa agonia que se liga, desliga, religa se troca o canal, se afasta no real, sem escapatória aos vivos, a guerra

COMENTE, VIA FACEBOOK
COMENTE, VIA GOOGLE

leia também