Um pousar de nota musical. Por entre os fios, o bem-te-vi estaciona no contraste do papel céu-azul, teto do mundo. A inexistência de nuvens. A chuva se afastou e um tímido sol aquece ao redor, do teto às asas passarinhas, espalha um mar inverdito de azul.
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No alto, proteção para descansar as asas. Acima, o azul imenso cortado com suavidade extrema por uma lua de início crescente, que irá desabrochar em breve nos gigantismos terrenos, feito um abajur gigante, de temporadas mensais.
O bem-te-vi ignora o tempo. Vestido com sua blusa amarela de vivo elegante, é único. Recolhe as energias do sol, aproveita a paz do vento, saboreia a tranquilidade como nenhum ser dito humano é capaz. O pleno pássaro faz bem-querer, antes de retornar ao ninho que há certamente próximo dali, armado em alguma copa de árvore da pracinha.
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Embaixo, testemunho seu partir. Permaneço imóvel, agora a olhar o vazio deixado pelo bem-te-vi. A observar a falta da figura de asas recolhidas e canto afiado. E a mente voa...







