Está na Bíblia que não é bom o homem ficar sozinho. Mas ele pensa que pode ficar o tempo todo isolado de tudo, esquecendo de que tudo que te...

Está na Bíblia que não é bom o homem ficar sozinho. Mas ele pensa que pode ficar o tempo todo isolado de tudo, esquecendo de que tudo que tem foi por causa dos outros. Acontece que a solidão tanto pode ser um remédio como um castigo. Que digam os prisioneiros.


Mas lembremos que solidão exige silêncio. E o silêncio é tão necessário na solidão, como ar que respiramos. Mas há também quem deteste ficar sozinho. Por que? Ora, ora, porque é na solidão que ouvimos a consciência, um tribunal íntimo, em que há juiz, advogado, promotor, escrivão, todos esses personagens de um julgamento. E haja acusações pelo que fizemos de mal feito. A consciência, às vezes, dói como fogo, arde que nem pimenta. Não se pode ter bom sono com uma consciência em brasa.


Agora estou me lembrando daquele bom homem, num hospital, cheio de dores pelo corpo todo. Aí, perguntaram-lhe onde é que não doía nele. A resposta foi: "sinto dores no corpo, menos na consciência". Feliz quem assim se sente.


Você quer saber o que é felicidade? Felicidade é ter a consciência tranquila. Informam que quando a gente sai deste mundo, lá no mundo espiritual, leva consigo um inferno ou um céu. O inferno é a consciência culpada.


Mas é na solidão, como já dissemos, que nos defrontamos conosco. Dizem que quem fala sozinho é doido. Ledo engano. Quem fala sozinho fala consigo mesmo. Logo, não fala sozinho.


Muita gente foge da consciência como o diabo da cruz. Mas Deus me livre de chamar ninguém de diabo. Se ele é nosso inimigo, que cumpramos o mandamento do "amai até o inimigo".


Deixemos o diabo e voltemos à solidão e ao silêncio. Quem faz e gosta de muito barulho é porque está com medo da consciência. O barulho faz esquecer muitas coisas. Assim como o sujeito toma álcool para esquecer muitas coisas, o mesmo ocorre com o barulho. E, aqui para nós, não está bem com a vida quem gosta de barulho. O barulho é uma fuga.


O homem que gosta do barulho esquece que o seu corpo é um templo, onde há muito silêncio. Os pulmões respirando o oxigênio, o coração distribuindo o sangue pelo organismo, o estômago cuidando da alimentação, o cérebro, lá no alto, produzindo pensamentos, tudo isso é feito no maior silêncio, enquanto o idiota se esconde no barulho.


O silêncio é divino. Jesus nunca fez barulho, embora muitos religiosos adorem a zoada, a exemplo dos fariseus que gostavam de chamar a atenção com suas orações em alta voz.


E fiquemos por aqui, lembrando que, na natureza, este templo divino, tudo é feito em silêncio e solidão.

Texto enviado por email, pela professora integrante da Academia Brasileira de Música, Ilza Nogueira, e seu esposo, violinista e professor un...

Texto enviado por email, pela professora integrante da Academia Brasileira de Música, Ilza Nogueira, e seu esposo, violinista e professor universitário Leopoldo Nogueira (foto).

A noite de ontem foi tudo de belo e emocionante: um evento que muitos se esforçam por tornar "pomposo" cativou pela singeleza, pela leveza dos pronunciamentos dos autores, pela contagiante fraternidade do "mestre de cerimônias", pela sinceridade convincente dos apresentadores das obras.

E ao final da sequência de pronunciamentos, quando os ouvintes já poderiam estar a "contar o tempo" e a "trocar a posição das pernas", estávamos todos "degustando" as palavras de Carlos, alimentados pelo seu senso de humor invejável, contagiados com sua congênita alegria.

No coquetel (por sinal, muito bem servido), podia-se sentir a continuidade de um ambiente fraternal e descontraído que foi construído durante a cerimônia, para culminar num brinde à vida e ao amor fraterno, ao luar e à brisa bemfazeja do Cabo Branco, que conspiravam a favor daquele bem estar geral. E se muitos vão a tais acontecimentos para "marcar presença", creio que, bem ao contrário, saímos todos intimamente marcados por um certo "encantamento" com que se distinguiu a noite de vocês.

Antes de poder parabenizá-los pelos livros (que ainda vamos ler e certamente apreciar), queremos agradecer-lhes pelo convite, que nos proporcionou uma noite especial e inesquecível.

Afetuosamente,

Ilza e Leopoldo Nogueira

"Duas coisas importantes numa viagem: o olhar e o pensar. Difícil ver sem refletir sobre o que vemos. Nisso, nós diferençamos dos irrac...

"Duas coisas importantes numa viagem: o olhar e o pensar. Difícil ver sem refletir sobre o que vemos. Nisso, nós diferençamos dos irracionais, que olham, mas não pensam."


"E esse olhar de despedida me dá um pouco de tristeza. Ah, se nós olhássemos as pessoas, os animais, as coisas, sempre com esse olhar de despedida! O transitório adquiriria uma aura de eternidade".


"É preciso subir em sabedoria e olhar tudo com muita compreensão e compaixão."


"Todo mundo tem uma droga na vida."


"Vejo muita gente apressada, talvez estressada, como se a vida fosse acabar, amanhã."


"Esperar, esperar, esperar, eis o verbo que mais conjugamos nessas viagens internacionais. Quanta maçada, meu Deus do céu."


"Aqui para nós, o que mais me aborrece nas viagens aéreas é aquela comidinha para doente."


"As cidades sorriem, através de suas flores e de suas luzes."


"O avião nos dá grande lição. Ensina-nos a estar sempre nas alturas, acima das mesquinharias. O metrô, coitado, vive debaixo da terra, longe do sol."


"Diz a sabedoria popular que ir a Roma e não ver o Papa é não ver nada. Parodiando o ditado, eu direi que vir a Lisboa e não provar de seu bacalhau é melhor não ter vindo, que me perdoe o leitor a insólita comparação. "


"O frio interioriza as pessoas, propicia ás reflexões."


"Decifrar idiomas é derrubar barreiras."


"Que seria da vida sem os rios e as pontes? São as pontes que superam os abismos. E aqui vai uma lição: sejamos pontes, jamais abismos."


"Nenhum povo é feliz, mesmo de barriga cheia, se lhe falta o oxigênio da liberdade."


"O sol, aqui, é como a lua. Só faz iluminar. E viva a capital paraibana, com o seu Cabo Branco, onde o sol nasce primeiro."


"Duas coisas que não faltam, aqui, cigarro na boca e celular no ouvido."


"Nada como um sorriso, mesmo que seja profissional, para nos confortar."


"Aqui para nós, leitor, eu não gosto de muito frio. Já a minha violinista adora o gelo. Ela só suporta o sol da pauta, seja ele maior ou menor."


"Entretanto, há uma coisa aqui igual em todo mundo, uma linguagem que todos entendem: o sorriso."


"Fechemos os olhos e procuremos sonhar, pois o sonho também é viagem."


"Por que há tanta alegria nas casas pobres e tanta melancolia nas residências luxuosas? "


"Tudo diminui quando a gente se eleva."


"Agora, se eu lhe disser uma coisa, você não vai acreditar. Vi sanitários, aqui, além de, rigorosamente, asseados, com música clássica."


"A gente conhece uma cidade pelo comportamento de seu povo".


"Respirar o ar de uma cidade é possuí-la"


"Curioso, eu não sinto o mínimo medo de voar. Uma ótima oportunidade para a leitura e a reflexão. E nisso meu pensamento coincide com o do filósofo Alain de Botton, em seu livro A arte de viajar. Poucos locais são mais propícios a conversas interiores do que um avião, um navio, um trem em movimento."


"Há os que viajam para fugir, os que viajam para consumir, os que viajam para se divertir e os que viajam para se instruir."


"A aeronave parece parada no espaço. E a impressão que eu tenho é que o comandante abandonou o avião".


"O que é vida senão um festival de adeus? Estamos a todo momento nos despedindo, saindo para algum lugar".


"Nos países do primeiro mundo os mendigos são brancos, gordos, discretos, bem nutridos, bebem cerveja e usam barba de profeta."

Viajar sempre com um livro de lado é uma maravilha. O velho Montaigne já dizia isso. Levava sempre um livro consigo. Aliás, a leitura já é u...

Viajar sempre com um livro de lado é uma maravilha. O velho Montaigne já dizia isso. Levava sempre um livro consigo. Aliás, a leitura já é uma viagem. Houve um escritor, cujo nome não me lembro agora, que escreveu um livro em que dizia que a melhor viagem que ele fazia era dentro de sua biblioteca.


Daí eu ter muita pena dos que viajam sem ler um livro. Gosto de ver uma pessoa lendo. Lá no Havaí, vi muitos turistas e banhistas lendo na praia, deitados na areia, ouvindo o mar e sentindo o afago da brisa. Parecia até que o mar queria ler, pois chegava perto dos leitores, com suas espumas.


Mas ler mesmo em viagem, não há local melhor do que no metrô, mesmo que esteja cheio. E que dizer do trem? Eis um ótimo espaço para a leitura, sobretudo quando está vazio.


Estou me lembrando agora de Chamonix, um dos lugares mais frios que fui na vida. Cercado de gigantescas montanhas geladas, só em olhá-las a gente sente o gelo entrando pelo corpo. Pois bem, foi nessa cidade que eu, na praça, quase li um livro todo. Preferi ler a subir pelo teleférico até às montanhas, como fizeram os meus companheiros de viagem.


Também é gostoso ler dentro de um avião, mesmo, vez por outra, sendo incomodado com aquele carrinho cheio de comida e bebida, trazido pelos comissários de bordo.


E vi, certa vez, uma senhora com os olhos voltados para as páginas de um livro, completamente alheia ao que se passava ao seu redor. Com a leitura, a viagem passa rápida.


Lendo a gente viaja duplamente. Muitas vezes, pelas estradas vazias da Austrália, com meu filho na direção do carro, deixei de contemplar a bela paisagem ao redor e ouvi Germano dizer: "deixe o livro para depois, veja o que você está perdendo". E as belas montanhas ao longe, gigantescas e silenciosas, dando lição de transcendência.


Quando estou me preparando para viajar, a primeira pergunta da minha Alaurinda, quando vai arrumar as malas, é: "quantos livros pretende levar?" Vou à biblioteca, e fico sofrendo a difícil escolha. E parece que todos os livros querem me acompanhar no seu silencioso grito: "me leve. "


A verdade, leitor, é que ler viajando é viajar duplamente.

Ouvir e ler são os dois passos essenciais para o aprendizado de um idioma. É assim que ocorre quando somos crianças. Ouvimos o que nossos ...



Ouvir e ler são os dois passos essenciais para o aprendizado de um idioma. É assim que ocorre quando somos crianças. Ouvimos o que nossos pais dizem e, naturalmente, tentamos repetir os sons. Nos primeiros anos, erramos a pronúncia e a concordância das palavras. Somos corrigidos e quando aprendemos a ler, passamos a aperfeiçoar a linguagem materna. Com o tempo, progredimos nos estudos e somos levados a desafios, que nos fazem fixar o que aprendemos.

Compreender! Eis uma das coisas mais belas da vida. Onde houver compreensão, haverá paz, concórdia, entendimento, felicidade. Mas a compr...

paz compreensao autoajuda ambiente de leitura carlos romero

Compreender! Eis uma das coisas mais belas da vida. Onde houver compreensão, haverá paz, concórdia, entendimento, felicidade. Mas a compreensão exige maturidade, experiência, sabedoria. O adulto compreende a criança. O sábio compreende o ignorante, e assim por diante.

Se você está estressado, se está com inapetência para a vida, se se sente mal humorado, que tal uma boa receita? De início lhe digo que o...

receita contra depressao melancolia autoajuda ambiente de leitura carlos romero

Se você está estressado, se está com inapetência para a vida, se se sente mal humorado, que tal uma boa receita? De início lhe digo que os remédios aqui indicados não vão para a boca, e sim, para os ouvidos. E nas farmácias não serão encontrados. A receita que sugiro e que me tem feito muito bem é uma receita musical. E quando falo de música, é evidente que estou me referindo à musica clássica ou erudita.

Não digo que o impossível acontece, mas o inédito, sim. Ora, vejam só... Pai e filho lançando livros! É o que vai acontecer, no próximo d...

livros bazer de sonhos viajar sonhar acordado ambiente de leitura carlos romero

Não digo que o impossível acontece, mas o inédito, sim. Ora, vejam só... Pai e filho lançando livros! É o que vai acontecer, no próximo dia 7, aqui em Tambaú, lá no alto do Hotel Litoral, com a vista do mar aos pés.

Se você tem um pouquinho mais de 35 anos e viveu, todo esse tempo, no planeta Terra, certamente vai lembrar dos rostos que aparecem nas i...

seriados anos 70 ontem e hoje ambiente de leitura carlos romero

Se você tem um pouquinho mais de 35 anos e viveu, todo esse tempo, no planeta Terra, certamente vai lembrar dos rostos que aparecem nas ilustrações abaixo. Caso não seja "tão velho" assim, pergunte a seus pais ou tios se eles se recordam dessa turma toda.

➽ Clique nos títulos das séries para ver alguns episódios completos.

➽ Clique no nome dos atores para ver suas biografias na Wikipedia.

➽ Veja, no final, os vídeos com as aberturas dos seriados de maior sucesso na década de 70.


Toda vez que temos uma reunião na família e começamos a relembrar velhos e bons filmes, a conversa sempre acaba envolvendo A Fantástica Fá...



Toda vez que temos uma reunião na família e começamos a relembrar velhos e bons filmes, a conversa sempre acaba envolvendo A Fantástica Fábrica de Chocolate, versão de 1971.

O filme marcou a infância de muita gente, mesmo de quem nasceu nas décadas de 80 e 90, principalmente por causa das reprises do SBT. Muitos sabem cantarolar, em um inglês inventado, o refrão da melodia dos Oompa-loompas (veja o vídeo e a letra).

Após uma dessas reuniões, fiquei curioso em saber o destino que tomaram os atores-mirins do clássico, que completou 40 anos em 2011. Acabei matando a curiosidade com o remédio mais eficaz: a internet.

Ah, o cavalo, como admiro este animal, que, outrora, era o principal transporte dos imperadores e das elites. Sim, havia o jumento, mas este...

Ah, o cavalo, como admiro este animal, que, outrora, era o principal transporte dos imperadores e das elites. Sim, havia o jumento, mas este era um transporte humilde. Nenhum estadista montaria num jumento. Eles preferiam o cavalo.


E fico pensando, que seria da nossa Independência, da nossa República, se não fosse sua excelência o cavalo? O "Independência ou morte" de Dom Pedro I e o "Viva a República" do marechal Deodoro, foram dados na garupa de um cavalo


Em todas as cidades do mundo não faltam monumentos, onde aparecem, montados num cavalo, grandes personagens da História.


Lembrar que um certo imperador, chamado Caligula, tanto admirava o cavalo que o fez senador. E, pensando bem, é melhor um cavalo senador do que um senador cavalo...


A verdade é que o cavalo é merecedor de todas as mossas homenagens, assim como o humilde jumento, não esquecendo que quando Jesus desejou fazer aquela triunfal entrada em Jerusalém, foi montado num burrico, que Ele pediu emprestado. O que não é de estranhar, porquanto o meigo nazareno não quis nascer num palácio, mas, sim, numa bucólica manjedoura, ao lado de animais domésticos.


Mas, voltando ao cavalo, não existe animal mais resistente, mais limpo, mais sadio, do que ele. Até as fezes cheiram. Seria devido à alimentação? O cavalo só se alimenta de capim, que é fácil de ser encontrado. Nada de carne. Só capim. E eu fico pensando, por que os vegetarianos não experimentam o capim na sadia alimentação?


A carne apodrece, mas o capim, não. E, continuando, o que mais admiro no cavalo é uma certa dignidade. Você nunca viu esse nobre animal brigando. E há ainda quem diga, a respeito de um estúpido: "aquilo é um cavalo". Não, leitor, esse animal, como defesa, só usa o coice, quando é importunado, e não agride ninguém. O homem é que, apesar de racional, muitas vezes não passa de um estúpido.


O cavalo é merecedor de todas as homenagens. Aliás, eu soube, faz tempo, que um prefeito de uma cidade do nosso interior, achou de construir um monumento em que aparece sua excelência o cavalo, bem na entrada da cidade, a quem, desde já, parabenizo.


E a nossa polícia ainda usa o cavalo como transporte. Dá gosto vê-lo, elegante, sereno, obediente, trotando pelas avenidas, colaborando com a segurança pública,


Quando eu era menino, meu pai me deu um cavalinho de pau de presente. Ah, como gostei! E agora estou me lembrando do Cavalo de Tróia dos gregos, que também era de pau. Cavalo e jumento, como foram e continuam sendo úteis à humanidade! O jumento é o símbolo da humildade. E hoje, há muitos deles pelas ruas de nossa capital, mal alimentados e mal tratados pelos seus donos. Curioso, outrora havia, nesta capital, a Sociedade Protetora dos Animais...


Alimentar-se só de capim, como é que pode? Sei não, leitor. Só sei que não há animal mais sadio, mais resistente, mais tranqüilo do que o cavalo. O cavalo, sim senhor! Vou, já já, tomar um chá de capim-santo...

Sim, Amo. Certamente você já deve ter ouvido essa pequena frase em algum lugar. Era assim que Jeannie, uma loirinha de 2000 anos, com poder...

jeannie é um gênio

Sim, Amo.
Certamente você já deve ter ouvido essa pequena frase em algum lugar. Era assim que Jeannie, uma loirinha de 2000 anos, com poderes mágicos, meio atrapalhada, atendia os pedidos do major Anthony Nelson, astronauta que a encontrou dentro de uma garrafa, nas areias de uma praia deserta.

A série Jeannie é um Gênio, criada pelo escritor Sidney Sheldon, transmitida originalmente de 1965 a 1970, foi (e ainda é) um dos programas mais bem sucedidos no mundo.

A atriz Barbara Eden fez o papel de Jeannie e o Major Nelson, por quem a gênia tinha grande devoção e obsessão, foi representado por Larry Hagman que também fez grande sucesso como o vilão J.R. Ewing do seriado Dallas.

Larry Hagman faleceu no dia 23.11.2012, aos 81 anos, em decorrência de um câncer na garganta. Infelizmente, não teremos uma reunião dos dois famosos personagens no cinquentenário da série.

Veja algumas fotos dos atores ao longo dos anos.

O povo diz: o sol nasceu, o sol foi se embora, o sol estragou minha pele, o sol se pôs... Quanta mentira! Quanta calúnia! O sol não nasceu, ...

O povo diz: o sol nasceu, o sol foi se embora, o sol estragou minha pele, o sol se pôs... Quanta mentira! Quanta calúnia! O sol não nasceu, nem morreu. O sol apenas foi iluminar a outra face da Terra. O sol nunca dorme. Ele está sempre trabalhando. E o seu trabalho é iluminar o nosso mundo. Haverá trabalho mais belo, mais sublime?


Dizem-me que isto é uma verdade: que o sol, um dia, morrerá e o nosso planeta ficará mergulhado na escuridão. Sem o calor solar, prevalecerá o frio. Tudo ficará gelado.


Agora é a vez de gritar. Vamos, minha gente, aproveitar o sol, que apesar de envelhecido, ainda nos aquece com a sua luz. Vamos á praia. Vamos nos encontrar com o astro-rei, que está distante de nós não sei quantas milhas. Ninguém ainda se atreveu a visitar o sol. Que o homem vá à lua, ande na lua, plante no seu solo uma bandeira norte-americana, que tudo isso foi possível. Não viram lá ninguém. Solidão completa. Onde o homem não está, a vida desaparece, a vida perde o sentido. É o homem que dá vida às coisas, embora, às vezes, se torne um destruidor, um depredador, um poluidor. Mas que seria da vida sem as negatividades, sem o jogo dos contrastes?


O inverno se foi, e o sol agora vai dominar e iluminar nossa capital com mais intensidade. As praias vão ficar cheinhas de gente. Agora o que vai dominar é o short, é o biquíni. Para o poeta Manuel Bandeira o biquíni foi uma das melhores invenções humanas.


Sol. Sol e mar. E ninguém quer saber se o sol, um dia, morrerá, como todos nós. Nada se eterniza. É o jogo da vida. Tudo é transitório. Tudo se resume nesta frase do mestre Kardec: "Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sempre, tal é a lei. "


Estou quase deixando este computador, botar um short, e sair para me encontrar com o sol, lá na praia.


E viva a luz. Que seria do mundo sem ela? Luz rima com Jesus. Rima também com cruz. Mas esqueçamos Jesus na cruz Infelizmente a gente só o vê pendurado na cruz. Que masoquismo!


Quando Goethe estava quase morrendo, abriu os olhos e rogou: "Quero luz, mais luz!" A luz alegra. O sorriso é como a luz. As pessoas que não sorriem, trazem a escuridão no rosto. Seja um homem- luz, leitor. Que a sua presença seja sempre bem-vinda.


Que linda esta expressão: "ela deu à luz". Sim, todos nós saímos do túnel do ventre materno para um encontro com a luz. Acostumado à escuridão, o menino chora no encontro com a luz.


Lembre-se que quando Jesus nasceu, uma estrela, como uma seta candente, iluminou a humilde manjedoura.


E vamos á praia, que o sol está nos chamando.

Viver, conviver e transcender. Eis aí três verbos muito significativos. Muitos apenas vivem, isto é, atendem às suas necessidades fisiológic...

Viver, conviver e transcender. Eis aí três verbos muito significativos. Muitos apenas vivem, isto é, atendem às suas necessidades fisiológicas, isto é, comem, fazem sexo, dormem e trabalham, que ninguém é de ferro. Mas viver mesmo é respirar. A gente não pode passar mais de um minuto de narinas tapadas. Absorver o oxigênio, esse alimento gratuito e invisível, é uma maravilha. Quando nascemos e recebemos pelas narinas o ar, os pulmõezinhos doem e a criança chora. Eis aí um importante ato de viver. E tudo graças aos pulmões, que muitos intoxicam de nicotina.


Viver é fundamental. Vivem o vegetal, o animal e o homem. Acontece que não se pode viver sozinho, a não ser para respirar. O resto dos nossos atos devemos aos outros. Enquanto o pessimista e ateu Sartre disse que "o outro é o inferno". Esqueceu ele esta verdade, quase um truísmo, que tudo que temos devemos aos outros.


Continuando, podemos também dizer que mais importante do que viver é conviver. E poucos querem aceitar esta verdade: nada somos sem os outros. Se, como disse o filósofo pessimista, o outro é o inferno, então procuremos transformá-lo num paraíso, isto é, num amigo ao invés de um inimigo. Não há maior burrice do que fazer inimigos. Procuremos, portanto, fazer amigos. Amigos de verdade. Só assim teremos paz, dormiremos bem, viveremos melhor. Manter inimigos é dormir sobre um barril de pólvora. Quer saber de uma coisa? Você conhece uma pessoa pelos amigos que tem, não é meu amigo Roberto Carlos, tu que desejas um milhão de amigos?


Nada, portanto, de inimizades. Daí aquela recomendação de Jesus: "Reconcilia-te, depressa, com o teu adversário enquanto estás a caminho com ele". Sim, porque depois, vai ser mais difícil. Aproveitemos a oportunidade para uma reconciliação.


Viver, conviver... E o que vem a ser transcender? Transcender é sublimar-se. É muito mais do que viver e conviver. É sair da materialidade, da horizontalidade para a verticalidade. Transcender é espiritualizar-se. É sair da animalidade para a angelitude. Muitos já conseguiram esse estado divino.


Certa vez Jesus disse que "éramos deuses". Disse mais. Disse deveríamos ser perfeitos como o Pai, isto é, Deus.


Mas a subida para esse estado de sublimação só ocorre com a transcendência.


Você começa a transcender nas pequenas coisas. Uma leitura edificante, uma boa música, uma conversa sadia, um passeio à beira-mar, uma oração fervorosa, uma visita a um jardim e assim por diante. A vida não é somente comer, fazer sexo, trabalhar incessantemente. Muitos procuram transcender bebendo álcool ou tomando droga. Eis aí uma transcendência que não lhe dá paz.


Viver, conviver, transcender. Uma trindade muito importante em nossa existência. Mas o importante é fazer bem tudo isso. Não sejamos apenas animais ou homens. Sejamos deuses, como advertiu Jesus. A vida é muito importante para se botar fora. E ninguém é feliz sem a transcendência.

Que seria do turismo sem os garçons? Eis aí uma classe que merece todo o nosso respeito e admiração. Seja nos restaurantes, seja nos hotéis,...

Que seria do turismo sem os garçons? Eis aí uma classe que merece todo o nosso respeito e admiração. Seja nos restaurantes, seja nos hotéis, sua presença é indispensável. O garçom é, sobretudo, um artista. Artista em atender os fregueses, artista na maneira de trazer os pratos solicitados, artista no bom humor, na excelente memória que não os deixa esquecer de nada.


Garçom mal humorado nunca vi. O bom humor é o melhor dos temperos para que haja uma boa refeição. E quando a gente viaja por este mundo afora, o garçom é tão necessário como o taxista, o recepcionista do hotel, a camareira, esta muito pouco valorizada pelos hóspedes, que, às vezes, nem sequer as cumprimentam.


Mas o personagem mais importante nas viagens que empreendemos, é sua excelência o garçom Não esquecer, por outro lado, a garçonete. Lembro-me de umas jovens, num restaurante da cidade de Sidney, na Austrália, que nos acolheram com muita amabilidade, sobretudo, quando souberam que éramos brasileiros. Elas eram gaúchas, estudavam na universidade australiana, no curso de hotelaria, e nas horas vagas se dedicavam ao serviço de garçonete naquele restaurante.


Em Londres, na recente viagem que fizemos, muito me impressionou, no hotel Sofitel St. James, onde nos hospedamos, o garçom-chefe, chamado "maitre", tinha toda a pinta de um diplomata. Elegantíssimo, bem humorado, sabia até português. E no amplo salão do restaurante, onde ele se movimentava com o seu sorriso e sua maestria, muito nos impressionou. O homem era de uma mobilidade admirável. Não parecia que tinha apenas dois olhos. Estava atento a tudo. Um verdadeiro maestro regendo uma orquestra.


Eu admiro muito aquilo que não sei, ou não posso fazer. A profissão do garçom é um exemplo. Jamais eu daria para aquela profissão, assim como nunca tive jeito para advocacia e muito menos para dentista.


Há garçons admiráveis pela postura, pela maneira como se afeiçoam com as pessoas. E quando sabem que somos brasileiros, aí vêm logo citando Ronaldinho. Ah, como gostaria que eles mencionassem Villa Lobos, a presidenta Dilma ou mesmo o Lula. Até quando o nosso país será apenas conhecido pelas chuteiras ou carnaval?


E os garçons são equilibristas admiráveis, carregando os pratos cheios de comida, numa desenvoltura que faz gosto. Aqui para nós, não vejo profissão mais difícil do que a de garçom. Palmas para eles!

Eis-me, aqui, frente ao computador e pensando em Sócrates, filósofo de minha predileção. Acabo de tomar um gostoso banho de chuveiro elétric...

Eis-me, aqui, frente ao computador e pensando em Sócrates, filósofo de minha predileção. Acabo de tomar um gostoso banho de chuveiro elétrico. Não há coisa melhor do que um bom banho morno. E fico pensando: será que o filósofo do "conhece-te a ti mesmo", teria o conforto de um banho desse? Ignoro se o filósofo cuidava do asseio do corpo, ele que viveu o tempo todo cuidando do espírito?...


E o computador, cujas teclas parecem sorrir para mim, como a dizerem: "vem, cronista, escrever tuas crônicas"? Sócrates, com toda a sua inteligência, jamais imaginou que o homem inventasse essa tela em cujas teclas vou digitando a crônica.


Escrevo num clima de muita paz, de muito silêncio, e ninguém para me importunar. Mas vá ver que o filósofo tinha a mulher Xantipa para, vez por outra, importuná-lo, embora, graças a ela, que cuidava das coisas práticas da vida, o grande pensador pôde pensar, meditar e construir sua filosofia. Quem ia ao mercado fazer compras, era Xantipa, cujo senso prático era admirável. O filósofo pensava, e ela varria a casa, fazia a comida e cuidava da roupa do marido. O trabalho de Sócrates era arquitetar idéias. Ora, ora, isso para Xantipa era negócio de doido. E um dia, devido à falta de dinheiro para ir ao mercado, onde o marido ensinava sua filosofia, ela não agüentou e desabafou. Disse-lhe o diabo, enquanto ele se postava em profundo silêncio. Diante do indiferentismo do marido, Xantipa pegou uma lata d'água e jogou em cima dele. Foi um banho inesperado. Mas, enxugando-se, o filósofo apenas monologou: "depois da trovoada vem a chuva".


Logo após, o maior filósofo da História, saiu de casa e foi a pé até a praça. Nenhum transporte para levá-lo até lá.


E fico pensando. Como a vida mudou! Estou ainda sentindo o frescor de um bom banho, sentado diante do computador, o carro na garagem me esperando, o celular aqui junto, enquanto Alaurinda toca o seu violino, pois, quinta-feira próxima tem concerto.


Mas será que Sócrates construiria sua filosofia com tantas solicitações da vida moderna, tanta poluição sonora, e tanto engarrafamento na rua? Está muito difícil pensar nos tempos de hoje. A vida é um corre-corre constante. A TV só traz propaganda de automóveis e más noticias. A propaganda domina o mundo de hoje. Tudo virou negócio. Até a tradicional revista Veja, outrora tão gostosa de ler, virou catálogo de anúncios.


Vende-se tudo, hoje em dia. E o estudante universitário costuma dizer que pagou determinada disciplina. Vá ver que pagou mas não estudou, e deve estar mais interessado em fazer um concurso do que o próprio curso.


E vou encerrar a crônica, pois o estômago está gritando de fome. Fome de comida, enquanto o nosso filósofo tinha fome de conhecimentos, e costumava, humildemente, dizer "o que sei é que nada sei".