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Chamada de Divina Arte , a Música Erudita tem o dom de sintonizar as emoções humanas com os sentimentos e estados de espírito mais elevado...
10 Razões para Você Gostar da Música Clássica
Chamada de Divina Arte, a Música Erudita tem o dom de sintonizar as emoções humanas com os sentimentos e estados de espírito mais elevados.
E les vêm de longe para ficar mais perto do mar. Sempre nos feriados e domingos. Não são ricos, portanto, não possuem automóveis. Para a cam...
A busca do prazer
Eles vêm de longe para ficar mais perto do mar. Sempre nos feriados e domingos. Não são ricos, portanto, não possuem automóveis. Para a caminhada usam os pés. Os pés, que são os veículos dos mais pobres. Moram à margem de uma avenida, que se chama Beira-rio, e o rio não é outro, senão o Jaguaribe, que também é um pobre rio, poluído, abandonado, que, muitas vezes, zangado, não deixa ninguém passar na avenida. Repetindo, eles vêm de longe, molhados de suor e iluminados de alegria, a alegria de estarem vivos apesar de tantos problemas em suas vidas.
O mar ainda está distante. O mar imenso e belo de Tambaú e Cabo Branco. Um mar que tem qualquer coisa de divino. Mar dos ricos e mar dos pobres.
Mas estou, aqui, da varanda do apartamento, vendo-os na caminhada em busca do mar, que não exige nenhum pagamento para possui-lo. Um mar gratuito, que beleza.
Eles caminham alegres, como se fossem para uma festa. Homens, mulheres e crianças. Crianças segurando a mão dos pais , crianças carregadas nos braços, que o calor está brabo. E não caminham em silêncio, mas sempre conversando. Conversando e rindo, como se a vida fosse um piquenique. E até os cachorros lhes servem de companhia.
Do outro lado, paralela à Beira-rio, está a sofisticada e rica avenida Epitácio Pessoa. onde você jamais veria um espetáculo como ao que estou me referindo.
Sobretudo nos domingos e feriados é que assistimos àquela andança dos mais carentes, em busca de um pouco de felicidade em suas vidas. Uma caminhada que tem qualquer coisa de romaria. Vão num contentamento infantil, sejam adultos ou crianças. Mas, quando regressam daqueles momentos de prazer, as fisionomias trazem um pouco de melancolia e de cansaço nos seus semblantes. Voltam para uma realidade que eles procuraram esquecer por alguns momentos.
Beira-rio, que beira a pobreza, que beira o mar.
O ra, ora, indagará você: Quem é Sabiniano e quais são as suas superstições? Ele, Sabiniano Maia, foi um homem admirável. De estatura baixa...
As superstições de Sabiniano

Ora, ora, indagará você: Quem é Sabiniano e quais são as suas superstições? Ele, Sabiniano Maia, foi um homem admirável. De estatura baixa, calvo e de uma voz mansa. Mansa a voz, manso o comportamento. Nunca o vi zangado. Católico até os ossos, era o que se costuma dizer: um homem em paz com a sua consciência. Chegaria a acrescentar: temente a Deus, como também se costuma dizer, embora, erradamente, pois Deus não é nenhum Satanás para impor medo, sobretudo aos próprios filhos. Deus é amor.
Mas vamos adiante. Sabiniano era político, mas um político honesto, incapaz de uma desonestidade, de um desvio de verba, tão comum hoje em dia. E lembrar que ele era dado às letras. Escreveu livros e foi jornalista. Tanto é assim, que foi convidado para diretor deste jornal, A União, na época da Ditadura. Quem governava o Estado, naquele tempo, era o desembargador Severino Montenegro. Foi quando o nosso tradicional matutino ficou reduzido ao Diário Oficial. Pois bem, Sabiniano, que gostava muito de mim, chegou ao ponto de dizer: “o Diário é oficial, mas vou ver se abro um pequeno espaço para uma crônica sua”. Aí eu vi que o homem me tinha muito apreço.
Sabiniano, como já disse, era político e como político exerceu o cargo de prefeito em Campina Grande e Guarabira, se não me engano. E como edil foi de uma honestidade Admirável. Nenhum deslize. O dinheiro público para ele era sagrado como a hóstia, já que ele era um fervoroso católico.
Alma sensível, Sabiniano, vez por outra, escrevia uma crônica. Crônica suave e lírica. E escreveu livros, inclusive um intitulado “Superstições”, editado pelo jornal católico “A Imprensa”.
Mas foi Altimar Pimentel, que num texto chamado “Dia do Folclore”, analisou a obra de Sabiniano, concluindo com as seguintes palavras: “Muitos foram os que escreveram sobre as nossas tradições populares. José Américo de Almeida, Coriolano de Medeiros, Mário de Andrade, Ariano Suassuna, e Sabiniano Maia.
E as tradições estão muito bem ilustradas em “Superstições”. O livro é gostoso de ler. A pesquisa de Sabiniano foi longe. Lendo-o é que percebemos como somos supersticiosos. Vejamos algumas que andei pescando no seu livro, que está a merecer uma reedição.
Mas para encerrar, vejamos algumas superstições: “Criar pombos dá azar”; “Gato miando no telhado também”; “Coceira na palma da mão traz dinheiro”; “Entrar com o pé direito em casa, sempre traz felicidade”; “Canto de grilo traz dinheiro”; “Quem passar debaixo de um arco-íris muda de sexo” - ora vejam só...
São numerosas as superstições populares anotadas por Sabiniano. Só assim ele esquecia o prosaísmo dos relatórios de prefeito.
T em vez que desejamos fazer um jejum de gente, isto é, ficar sozinho. Sozinho não, que ninguém fica só. Quando não tem ninguém para convers...
Distração e reflexão
Dizem que existem céu e inferno. Céu para os bons e inferno para os maus. E o mais grave é que esse inferno é eterno. Deus nem tem pena daqueles infelizes, criados por Ele. Ora, aqui para nós, o inferno é uma consciência culpada, e o céu o contrário. O remorso é um fogo, que vai diminuindo, graças ao arrependimento. Um pensador já disse que a felicidade é a consciência tranquila. Eis uma grande verdade.
Voltando ao começo, é quando estamos sozinhos que conversamos com nossa consciência. Daí a necessidade de silêncio e de solidão. Barulho é para quem deseja livrar-se do diálogo com a consciência. Barulho, álcool, droga, diversão, são meios usados para esquecermos a nós mesmos. E o trabalho também é um excelente entorpecente.
Talvez, eu esteja dizendo o óbvio. Mas não custa nada repetir. É a consciência, na sua mudez, no seu silêncio , que nos condenará ou absolverá. E para isso não faltam promotor para acusar, advogado para defender e juiz para julgar.
Por que uma pessoa se suicida? Sem dúvida, mordida por um remorso. Para quem não acredita na vida depois da morte, o suicídio se torna uma excelente fuga.
A solidão, às vezes, é uma beleza. Só assim conversamos conosco. Sim, porque numa festa, num lugar barulhento, com a cuca cheia de álcool, seja de cachaça ou de uísque, o nosso verdadeiro eu está esquecido.
Depois da festa, da diversão, do esquecimento, a grande indagação é aquela do poeta-filósofo Drummond: “E agora, José?”
É a tal coisa: depois da diversão vem a reflexão. E é aí que a consciência fala.
F ui testemunha de sua presença, aqui na nossa capital. Vindo de Alagoa Nova, com quatro anos de idade, para aqui morar, foram os bondes que...
Ah, sim, os bondes!...
Muita gente gostava de pegar o veículo em movimento, o que implicava num grande perigo. Mas isso ficava para os mais jovens. Chamava-se “amorcegar” o bonde. Gente da alta sociedade não escolhia outro transporte. E uma senhora, professora, e, por sinal solteirona, pelo fato de haver alcançado o veículo, em movimento, e ter gritado “peguei-te”, ficou com esse apelido. Passaram a chamá-la, simplesmente “Dona Pegueite”. Foi o preço do seu arrojo.
Mas a verdade é que o bonde era o transporte mais procurado por todos, sobretudo pela segurança que ele oferecia. Ainda não havia táxis. Havia os carros de aluguel, que ficavam na praça do Ponto de Cem Réis, aguardando fregueses.
Se você desejava dar um passeio, lendo um livro ou um jornal, o bonde era a melhor opção. Um passeio terapêutico. Tinha gente que ia até o fim da linha saboreando aquele momento de muita paz. E não faltava namoro, namoro que terminava em casamento, como foi o caso do memorável arquiteto Clodoaldo Gouveia, com a sua Isaura, minha sogra.
Viajar lendo, viajar dormindo, viajar sonhando, viajar refletindo, o bonde proporcionava tudo isso. Vez por outra, o bonde parava para mudar o trilho, E quem fazia esse serviço era o motorneiro. Não me esqueço de um cobrador que apelidaram de “Caju Azedo”. Ora, vejam que maldade...
Bonde, que depois alcançou a praia de Tambaú, naquele tempo ainda deserta, só sendo procurada pelas famílias ricas para o chamado veraneio.
O bonde não chegava para quem queria. E como era gostoso ouvi-lo, altas horas da noite, correndo pelos trilhos! Todos os bondes desaguavam no Ponto de Cem Réis. Era a sua parada obrigatória.
O escritor Ascendino Leite, no livro “Minha Cidade” relembra, com muito humor, a presença daquele transporte na nossa vida cotidiana, e a chegada festiva dos bondes ao Ponto de Cem Réiis. cujos trilhos foram, estupidamente, arrancados, quando ainda hoje o bonde marca presença nas grandes metrópoles estrangeiras.
Agora é encerrar a crônica com o título acima: “Ah, sim, os bondes!” Bondes que ainda correm na imaginação do cronista. Bondes de “Pegueite”, de “Caju Azedo”. Bondes de todas as classes sociais. Bondes bons para pensar, refletir, sonhar, namorar.
Se você chegou até aqui, certamente está procurando um texto curto e simples para ler, em inglês, com o objetivo de aprender um pouco mais ...
Pequenas histórias em inglês para iniciantes
Se você chegou até aqui, certamente está procurando um texto curto e simples para ler, em inglês, com o objetivo de aprender um pouco mais o idioma. Comece, então, por essa pequena história.
E u estou ansioso para vê-la. Eu ou ele? Acho que é ele, o menino que ainda há em mim. Mas, ela veio de longe. Nasceu numa selva. Não sei se...
Vamos vê-la?
Não sei se foi casada. Viveu muito tempo trabalhando para os outros, sem receber gratificação. É verdade que foi muito aplaudida pelas multidões de vários países. Mas o que ela desejava mesmo era viver no país onde nasceu. Melhor dizendo, viver no seu habitat, longe das multidões, dos refletores, do barulho.
O leitor perspicaz, sem dúvida, já sacou. Estou me referindo à elefanta que veio morar em nossa cidade e que está se preparando para se apresentar ao público. Está hospedada, como já noticiaram, no Parque Arruda Câmara, ainda se aclimatando, para depois se apresentar ao público, notadamente, ao público infantil ou aos adultos com espírito de criança.
As nossas colunas sociais, a começar pela do amigo e vizinho de página, Abelardo Jurema, não noticiaram a sua chegada à nossa capital. Mas não faltará oportunidade para que o colunismo social lhe dê o merecido destaque à aparição pública da mais nova pessoense. E eu já estou imaginando a nossa elefantazinha sendo objeto do noticiário, não só dos jornais, da TV, mas até da Internet. Tomem nota do que estou dizendo, a nossa, hoje paraibana elefantazinha (que tal promovermos um concurso para a escolha de seu nome?), vai se constituir numa das nossas melhores referências turísticas. O menino que há em mim está ansioso para vê-la, agora no seu verdadeiro ambiente. Não mais num circo, mas rodeada de árvores e outros animais.
O prefeito Cartaxo não deve ficar indiferente ao acontecimento turístico e ecológico. Espero vê-lo no parque, na ocasião de seu debut. Mais ainda, espero vê-lo fotografado junto da agora paraibana elefantazinha. O próprio governador Ricardo também deve estar presente ao poético evento.
Mas vamos terminar a crônica. Que o atual diretor do Parque Arruda Câmara procure dar maior realce a essa aparição pública da nossa elefantazinha. Que os nossos colégios levem as crianças até aquele paraíso verde, que espero não esteja contaminado pela poluição sonora e outras sujeiras.
E o nome da jovem? Repito: que tal um concurso para sua escolha? Mas, o importante, agora, é a sua aparição pública. Vamos vê-la?
D epois da Rua Nova, que motivou tantas evocações que o tempo ainda não conseguiu apagá-las, que tal apertarmos a memória e desvendar outros...
Outras evocações urbanas
A igreja agora olhava, não para a Rua Nova, mas para a profana Duque de Caxias, onde o Carnaval era a maior atração, que, a exemplo de sua vizinha, a Rua Nova, mantém, ainda, seu aspecto colonial, e esbarra na praça João Pessoa, famosa por suas retretas, e que já foi jardim publico, toda cercado de grades.
Carnaval na Rua Direita, com seus blocos, lança-perfumes, confetes, serpentinas. Com as pessoas nas janelas dialogando com as do corso. O tradicional carnaval era, sem dúvida, a maior atração turística da Capital. Mas a Rua Nova não a invejava. De festa bastava-lhe a da Padroeira. Não invejava nem os bondes que corriam nos trilhos da Rua Direita até o Ponto de Cem Réis.
Os bondes, por que diabo arrancaram seus trilhos? Bondes que corriam por toda a cidade: Tambiá. TrIncheiras, Comércio, Tambauzinho. Bondes, coisa do passado? Mentira. Até hoje as modernas capitais européias os mantêm. Transporte seguro, limpo e por que não dizer: poético.
E a Lagoa, lá no belo Parque Sólon de Lucena, que também tem a sua história? Foi lá que meu pai comprou um sítio, paraíso de minha infância, e onde acampavam os circos que vinham de fora, para alegria da meninada e desespero dos gatos. E por que o desespero? Ora, ora, é que o dono do circo dava entrada gratuita ao menino que trouxesse um gato para matar a fome do leão. Que horror!...
Mas, está bom de encerrar estas notas do nosso cotidiano, que começaram na Rua Nova e terminaram na Lagoa. A verdade é que em matéria de festas, a Rua Nova e a Duque de Caxias foram insuperáveis. Só a Festa das Neves ainda tenta perdurar, conquanto sem aquela beleza de outrora. Que me diz o grande cronista das nossas evocações, o arguto e lírico Carlos Pereira? E, aqui pra nós, depois que descobriram Tambaú, a cidade sofreu grande mudança na sua vida social.
Carnaval na antiga Rua Direita, Festa das Neves, na Rua Nova, retretas na praça João Pessoa, do jeito como eram, agora não passam de um sonho...
Eles fumavam e bebiam muito uísque e conhaque. Portavam pistolas e lâminas fatais, guardadas elegantemente no bolso interno do paletó. Mas...
Um pequeno tributo ao Film Noir
Eles fumavam e bebiam muito uísque e conhaque. Portavam pistolas e lâminas fatais, guardadas elegantemente no bolso interno do paletó. Mas, por outro lado, não falavam palavrões... não ficavam dizendo termos vulgares a cada cena. Era assim o chamado Film Noir. Boas histórias detetivescas, com excelentes interpretações, envoltas em mistérios e muitas sombras.
A nunciada a sua vez de falar, ele ergueu-se da mesa, sem muita pressa, mas com um sorriso de homem em paz com a vida. Pegou o microfone e c...
A fala e o exemplo
S eu nome mesmo era José Lins do Rego. Popularizaram-no para Zé Lins. E o primeiro livro que me chegou às mãos e aos olhos foi “Menino de E...
Zé Lins na minha vida
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O mundo como você nunca viu antes
O site WorldMapper apresenta uma curiosa relação de mapas políticos, mostrando os territórios dos países de acordo com as suas respectivas classificações nos mais diversos temas.
A Rua Nova dorme o seu sono histórico, com suas casas de portas e janelas agarradinhas umas às outras, mergulhadas num silêncio místico, gr...
Uma rua dentro de mim (conclusão)
T udo o que eu disse, até agora, sobre a Rua Nova foi pouco. A rua da minha adolescência, a rua-museu, a rua que guarda em suas calçadas min...
Uma rua dentro de mim (II)
S im, eles são mudos. Melhor dizendo, eles falam, mas em silêncio. São centenas deles, aqui, à minha disposição. Não sei se gosta...
Mudos que falam
Eis aqui um passatempo interessante para os beatlemaníacos: ouvir as músicas dos quatro fabulosos com a parte vocal isolada dos sons instr...
10 fabulosas músicas dos Beatles com os vocais isolados
Eis aqui um passatempo interessante para os beatlemaníacos: ouvir as músicas dos quatro fabulosos com a parte vocal isolada dos sons instrumentais.






































