Sou fã da escritora, atriz, roteirista, Fernanda Torres, embora não tenha lido o seu romance de estreia, Fim. Acho-a uma atriz de peso e engraçada. “Tapas e Beijos" me fazia rir muito. E os filmes Os Normais, O que é isso, Companheiro?, Terra Estrangeira, Eu sei que vou te amar,Casa de Areia, dentre tantos.
Pequenininha, lá está ela, sempre com uma multidão à sua frente. E ninguém sabe por quê... Indecifrável, dizem que é. Uma esfinge, quem sabe. Mas, indecifrável é o mistério de ser tão atraente há séculos. Pudera. Recheando compêndios de estética e história das artes há tanto tempo, jamais passaria despercebida de qualquer visitante do Louvre.
O amor é um sentimento complexo e multifacetado que permeia todas as áreas de nossas vidas. Ele pode ser encontrado em relacionamentos românticos, amizades, família e até mesmo em nossa conexão com o mundo ao nosso redor. O amor é uma força poderosa que nos impulsiona a sermos melhores, mais compassivos e mais conectados uns com os outros.
Muitos pensam que ser revisor de textos é exercer um ofício que se restringe a viver à cata de erros de ortografia, concordância, crase, regência, colocação pronominal, acentuação, pontuação, repetição de palavras, etc. Bem, dado que muitas são as pessoas que não dominam a gramática normativa (incluindo pré-concluintes do curso de Letras), já se deve considerar que o conhecimento desse aspecto da língua é um grande feito. Todavia, a revisão vai para além do normativismo, ela visa o aperfeiçoamento do texto, o que implica considerar questões relacionadas à precisão vocabular – a busca pela palavra “exata”,
Neste 06 de dezembro de 2023 lembramos com saudade dos 15 anos do adeus ao poeta, cronista, jornalista, romancista, professor e advogado Luiz Augusto Crispim que naquele sábado nublado da Primavera, foi embora para viver na Órbita que sempre sonhou, sem se despedir de nós.
A obra de arte, geralmente, é um fenômeno histórico. Estudar uma expressão artística é compreender a diversidade cultural de um país e suas variações temporais ao longo dos séculos. As análises sociológicas da arte frequentemente se apresentam como desafios complexos para críticos e filósofos, pois entender a essência da arte e de sua função social é uma tarefa árdua e complicada. Estar diante de uma obra de arte é vivenciar a sua manifestação cultural num determinado período da história.
O fato de o Sol aparentemente girar ao redor da Terra... ou de nós, fez-nos pensar durante séculos que éramos o centro, o objetivo do Universo e, consequentemente, de Deus. O sistema planetário concebido pelos antigos confirmava isso, assim como os autores do Antigo Testamento, que embarcaram na fantasia e criaram a cena em que Josué detém o Sol e a Lua para que houvesse tempo de terminar a batalha com a vitória sobre os amorreus.
Colapsidade
Um minuto mais e a cidade
Colapsa, setada por Raios
Bruxos, lançados por despojos
Do ocaso
Um minuto só e ela imerge
Dragada por seu próprio porto
Aquele do Capim
Onde sempre vejo a mesma mulher
Adoecida no leito
A Pobre mulher um dia deflagrada
Um dia Eustáquio adoeceu gravemente. Os médicos resolveram interná-lo, mas de nada valeram os remédios e as vitaminas que lhe davam; o homem estava cada vez mais pálido e começava a definhar. Pelo visto, tinha pouco tempo de vida.
Vivi minha primeira vez em muitas descobertas, durante essa existência por vezes cansada de novas buscas. A primeira viagem, a visita ao Museu, o primeiro castelo na areia, a roupa nova no verão, a primeira comunhão e a festa de minha formatura na faculdade foram inesquecíveis.
Porém, muitos rostos que talvez tenham cruzado em nossa calçada nem sequer sabem o que tudo isso significa, ou como poderia ser realizado, porque
A casa da minha infância
A casa da minha infância
tinha muitas janelas,
por elas eu fugia para o mundo
e me sentia livre como um passarinho.
A casa da minha infância
ficava numa rua enladeirada,
quando chovia a água escorria no meio fio,
colocava barquinhos de papel e navegava por muitos mares.
Segismundo Spina, no livro Episódios que a vida não apaga (São Paulo: Humanitas FFLCH/USP, 1999, p. 149) afirma que o “Aurélio não tinha, como não tiveram os próprios dicionaristas Cândido de Figueiredo e Laudelino Freire, estofo filológico para um trabalho sério, no campo da lexicografia”. Também não têm estofo os responsáveis pelos verbetes do Dicionário Houaiss. Eis, numa análise rápida, algumas inadequações que revelam ou a pressa ou a incompetência dos que elaboraram o léxico do Houaiss. Consulto o CD de 2009, da ed. Objetiva.
Augusto dos Anjos, sabe-se, morou na capital paraibana, então chamada de Paraíba, no período que vai de 1908 (ano da morte de Machado de Assis) a 1910. A rigor, não teve uma casa para chamar de sua, tantas foram as suas moradas, principalmente na Rua Direita (atual Duque de Caxias). Como bem disse José Américo em célebre palestra, o poeta estava sempre “pulando de uma casa para outra, nas ruas da Capital”, o que certamente retratava a instabilidade financeira,
Faculdade de Direito (Recife) Caio Fernandez
profissional e pessoal do homem triste que não logrou fixar-se em nossa aldeia, a despeito de ter tudo para isso: um berço senhorial (não importa se decadente), um diploma de bacharel em Direito pela prestigiosa Faculdade do Recife, inteligência e talento mais que provados nas páginas dos jornais da época. Às vezes penso que tudo tinha de ser assim – difícil - para ele, para que do sofrimento e das dificuldades pudesse brotar o Eu, sua obra única e imortal. Quem sabe, tivesse tido ele sucesso na província, bom emprego, bom salário, reconhecimento e prestígio social, tivesse se perdido para as letras – as altas letras, diga-se -, como tantos valores costumam se perder na volúpia das facilidades e na preguiçosa acomodação da bonança. A felicidade, que eu saiba, nunca gerou grande arte. Não sei a razão, mas é assim. E talvez foi por isso que alguém já escreveu que “só os idiotas são felizes”. Será?
Enrolando os sonhos com as mãos
Papel de presente
da papelaria da esquina
Na caixa embalo sonhos
Lembranças que escolhi a dedo
Presentes de loja
Nem sempre cabem no bolso
Estico números
Que sirvam no cartão de débito
Debruço no papel meus olhos
Grato coração
O tempo da prece sentida
A palavra com que reconheço
a cada ser único que amo
Todos com nomes próprios
Partes vivas do enredo
Datam de três ou quatro anos minhas limitações de viagem. Não falo das que alvoroçavam o ânimo de algumas boas e antigas amizades como Arnaldo Tavares, Carlos Roberto de Oliveira, Luiz Augusto Crispim ou Franciraldo Loureiro, para quem todos os batentes, dentro ou fora do país, não passavam de domésticos.
Em sentido comum, a palavra "nada" se refere à ausência de algo, à inexistência ou ao vazio. Em termos científicos, o mais próximo de tal ideia seria o vácuo no espaço, que consiste num ambiente que contém pouca ou nenhuma matéria, mas que, numa perspectiva mais acurada, está longe de ser realmente “nada”, devido à presença de campos quânticos. Na física e na cosmologia, a ideia do "nada" não se alinha com a ausência total de algo, pois, em escala subatômica, o vácuo quântico é um estado cheio de atividade. Na matemática, o mais próximo da ideia de "nada" são o zero e o conjunto vazio, dois conceitos fundamentais nas operações aritméticas e na teoria dos conjuntos, respectivamente.