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Com certeza os queridos leitores já compraram medicamentos em farmácias e na hora do pagamento foi pedido o seu CPF para terem direito...
A sabedoria das farmácias
Vivemos em um universo complexo que nos instiga a buscar explicações. Somos plurais em nossa opção sexual, mas a natureza fez a mu...
Afinal, que mulheres nós somos?
Somos plurais em nossa opção sexual, mas a natureza fez a mulher, a única que fecunda, gesta, pare.
É a mulher que amacia o útero e carrega por um tempo precioso uma vida dentro de si. Corpos individuais que se unem para um novo ser vir ao mundo.
MULHER, PRIMAVERA TODO DIA Se inspirado eu estivesse, o que diria? Quanto de afeto num poema escreveria? Que o meu olha...
Mulher, primavera todo dia
Se inspirado eu estivesse, o que diria? Quanto de afeto num poema escreveria? Que o meu olhar, ao vê-la, se enternece, E a natureza, no seu dia, resplandece?! Creio que moldaria uma escultura, Mesmo sendo poeta, e não escultor; Buscaria extrair a beleza e a doçura,
A prima querida ainda guarda alguns biscuits da mãe dela e da nossa avó. Infelizmente, não sei que fim levaram aqueles que minha mã...
Nos recantos da memória
Quando O Quadro-Negro foi lançado pela José Olympio, em 1954, era improvável que a ele eu pudesse ter acesso, nem mesmo à notícia de ...
A representação minimalista de ''O Quadro-Negro''
É o verão que se despede... Quem tem olhos para ver, e ouvidos para ouvir, que escute e se deleite. Observem que as tardes se colorem ...
O nascimento de Osíris
Alcides, Bartolomeu e Dalvinha são personagens do causo. Chico Quebra-mola, só entra no último parágrafo e assim, sua importância no ...
Falou, está falado!
Já fazia bem uns dez anos que Bartolomeu e Dalvinha resolveram juntar os trapos com a benção da igreja e a legitimidade dos cartórios. Foi um festão para ninguém botar defeito. Não tiveram filhos. Bartolomeu estava na vida que pedira a Deus. Sua oficina “Amortecedores Albar” ia de vento em popa e sempre apinhada de clientes.
Em algumas noites, aprendo que o instante vale mais que o eterno. No instante, posso suspirar profundamente e viver longas histórias q...
Quinze dias com Laura
A anomia social é a desintegração das normas sociais que pode ser o princípio de um fato social desprovido de dignidade humana. Por fat...
Anomia social
Elogiar é uma forma genuína de reconhecer as qualidades e conquistas de alguém, demonstrando apreço e encorajamento. No entanto,...
Elogios e bajulações
No entanto, é crucial diferenciar entre elogios sinceros e bajulações vazias. Elogios autênticos são aqueles que são dados com sinceridade, reconhecendo verdadeiramente os méritos e esforços da pessoa.
Em tempo pratrasmente vivido, Gonzaga Rodrigues , Antônio David e eu fizemos itinerário sentimental no encontro das águas do Rio Gram...
As águas e os sonhos
Já na Paraíba a partir de 62, vi muito doutor dizer tauba em lugar de tábua, auga — e não água — , além de preciosidades como estrupo, ...
Tarugos de expressão
No sertão, em que vivi de 62 a 70, ouvi frequentemente coisas como telça-feira, galfo, mulé lindra, latra di leitche, o di cumê, e tive trabalho pra fazer uma mocinha, numa peça que montei para as freiras, deixar de dizer “mas-si” em lugar de “más”. De repente, um som d'Espanha em plena caatinga: otcho como oito, mutcho como muito. Ou da França, com tanta véia em lugar de velha, teia em lugar de telha. Na montagem de “A Bátalha de OL
“Rol irrá!”.
— Não: "Rol irá!"
— Não foi o que eu disse?
Já a expressão “visse”, em vez de “viste” virou forma de carinho. Ô, mas há coisas lindas, no linguajar do povo. Fiquei encantado quando meu pedreiro me mostrou as pedras no muro de uma casa, sugerindo-me botar equivalentes no da minha, ou seja: “tarugos desta expressão”. E quando o minifundiário me contou, na carteira agrícola do BB, em Pombal, que tivera de atravessar o riacho na enchente, com “água batendo aqui, no casamento”!
Jamais me esquecerei de que a primeira coisa que fiz no meu primeiro dia de trabalho na Paraíba, um paulista na carteira agrícola da agência do Banco do Brasil de Patos, foi a chamada do primeiro camponês a ser atendido, no meio de uma multidão deles:
— Severino! — eu disse em voz alta.
Ninguém se apresentou.
— Severino! — repeti.
Ninguém.
Eu disse ao chefe:
— Não está.
E ele:
— Está sim. Quer ver?
E bradou:
— Sévérinu!
— Présente!
Rir e chorar são gestos diferentes que visam a efeitos bem diferentes. Ambos responsivos, liberalizantes – mas a liberação do riso, s...
O riso, o choro
Quando falamos na busca para a cura de problemas emocionais, um dos diferenciais para pensar melhor nossas vidas consiste em utilizar...
Abrir uma janela para a alma
Uma parte de mim É multidão Outra parte estranheza E solidão Ferreira Gullar Acho que, desde muito pequena, fui uma criança solitá...
Sozinha
Ferreira Gullar
Achei imperativo, antes de iniciar a temática que se segue, citar uma assertiva que deve aflorar do âmago de todos aqueles que exerce...





































