Em 1973, com apenas 24 anos de idade, dando os meus primeiros passos como jornalista, fiz uma reportagem sobre a crise do abacaxi para...

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Em 1973, com apenas 24 anos de idade, dando os meus primeiros passos como jornalista, fiz uma reportagem sobre a crise do abacaxi paraibano, publicada com destaque no Jornal O Norte. Naquele momento, nossa fruta, uma das campeãs da pauta de exportações do Brasil, enfrentava sérios problemas, em razão de pragas que ninguém sabe como chegaram por aqui, embora os técnicos, em seus estudos, tivessem apresentado suas suposições.

Este texto é dedicado ao amigo artista plástico paraibano FLÁVIO TAVARES (1950). O qual me apresentou seu quadro O EU, que está fixad...

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Este texto é dedicado ao amigo artista plástico paraibano FLÁVIO TAVARES (1950). O qual me apresentou seu quadro O EU, que está fixado em Academia Paraibana de Letras do estado da Paraíba.

A obra de arte, em geral, cria uma conexão estética entre o artista e o espectador. Essa correlação estimula a empatia entre eles, despertando o senso crítico para reconstruir a dignidade humana e a apreciação da beleza, seja de forma objetiva ou subjetiva.

Desde os primórdios da existência humana, nas antigas civilizações, já imperavam entre os homens, os códigos, normas e condutas, ins...

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Desde os primórdios da existência humana, nas antigas civilizações, já imperavam entre os homens, os códigos, normas e condutas, inspiradas na finalidade de se manter a ordem e amparar juridicamente as gerações.

Em recente viagem à Serraria, grande foi a surpresa ao reencontrar um primo vaqueiro, parente por laços familiares dos Nunes e dos Mend...

Em recente viagem à Serraria, grande foi a surpresa ao reencontrar um primo vaqueiro, parente por laços familiares dos Nunes e dos Mendes. Sem nunca ter se afastado da nossa região, ele é o típico vaqueiro do Brejo, pois na ocasião do nosso encontro carregava as indumentárias dos que se embrenham pelas matas em busca de um boi fujão, semelhante aos antepassados, avôs e pai, revelados como bons pegadores de gado em lugares de topografia de difícil acesso.

As crises são produtivas e mesmo desejáveis. Precisa-se delas para crescer. Isso é verdade t...

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As crises são produtivas e mesmo desejáveis. Precisa-se delas para crescer. Isso é verdade tanto para a História quanto para os indivíduos. Historicamente, a períodos de crise sucedem outros de euforia e progresso (os pós-guerras atestam essa verdade). No que diz respeito às pessoas, há relatos de crises que ensejaram profundas mudanças existenciais.

Quando ouvimos falar sobre a morte, nossos olhos eventualmente ficam pasmos ou marejados. Porém quando são mortas 52 milhões de aves de...

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Quando ouvimos falar sobre a morte, nossos olhos eventualmente ficam pasmos ou marejados. Porém quando são mortas 52 milhões de aves devido à gripe aviária, muitos olhos ficam indignados, porque perderam dinheiro. Uma onda de coronavírus causada pela BQ.1, a "neta" da Ômicron, não deve atingir os humanos no mesmo patamar de mortes das galinhas, mas os alertas nos deixam novamente mascarados nas ruas.

Quando viajo lá para trás nos meus tempos, surgem-me duas figuras que encantaram meus verdes anos: Meu avô, o Vico e o irmão dele, o Mi...

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Quando viajo lá para trás nos meus tempos, surgem-me duas figuras que encantaram meus verdes anos: Meu avô, o Vico e o irmão dele, o Miro. Ambos cresceram em berço de poucas letras, mas souberam driblar essas destemperanças que a vida lhes impôs. Desta feita vou contar um pouco mais de tio Miro.

O velho Vico foi homem de leitura, para mim sabido que só um danado. Quando se aventurava pelos sertões da Mantiqueira não se perdia em mata fechada, pois era capaz de, quando achasse uma clareira, se guiar pelas estrelas. Conhecia os mistérios da eletricidade e também porque o mundo tem quatro estações. Nunca ouvira falar nas leis da Física, mas conhecia os enigmas que permitiam o equilíbrio de suas edificações.

Eu não sabia, confesso. Mas fiquei sabendo que existe, há poucos anos, na estrutura governamental da Inglaterra um Ministério ...

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Eu não sabia, confesso. Mas fiquei sabendo que existe, há poucos anos, na estrutura governamental da Inglaterra um Ministério da Solidão. Isto mesmo, leitor, um Ministério da Solidão, acredite quem quiser. Que coisa extraordinária, pensei. Até para países civilizados e desenvolvidos é algo fora do comum, absolutamente singular, pleno de criatividade e salutares consequências, imagino. Pois não será a solidão um dos males que mais aflige a humanidade, desde sempre, mas bastante acentuado nas últimas décadas, principalmente nos centros urbanos, onde reinam o anonimato e a impessoalidade?

Foi lamentável sua conduta quanto à relevância dada ao ocorrido. Você sabe como ela é, inteiramente livre no pensar e no agir. O fato ...

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Foi lamentável sua conduta quanto à relevância dada ao ocorrido. Você sabe como ela é, inteiramente livre no pensar e no agir. O fato de ter uma condição libertária na forma de pensar e na prática da vida lhe permitia enfrentar o senso comum com autoridade emprestando ainda mais autenticidade a sua existência.

Os blocos de calcário cavados e arrastados penosamente por muques selvagens para terminar no mais suntuoso e melhor conjunto barr...

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Os blocos de calcário cavados e arrastados penosamente por muques selvagens para terminar no mais suntuoso e melhor conjunto barroco “de todo o Estado do Brasil” - que é como “o livro das Grandezas” de 1618 considera a Igreja e Convento de Santo Antônio, da Paraíba – esses blocos continuam comunicando ao visitante de hoje a mesma forte emoção dos que se extasiaram ao subir os três degraus em curva ritmada anunciando o esplendor de arte e cantaria que os esperava lá dentro, em 1609.

Dando continuidade ao perfil do jornalista e escritor Adalberto de Araújo Barreto, vamos contar como se deu a sua ascensão à presidênci...

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Dando continuidade ao perfil do jornalista e escritor Adalberto de Araújo Barreto, vamos contar como se deu a sua ascensão à presidência da Associação Paraibana de Imprensa. Creio que se trata de uma atualização importante, sobretudo se levarmos em conta que a API completou nove décadas no último dia sete de setembro. Ao longo desses 90 anos, Adalberto esteve à frente da entidade por menos de quatro — entre 1960 e 1964 — tempo suficiente para deixar sua marca na história da Associação, como veremos nas linhas que seguem.


Por 20 anos, entre 1940 e 1960, José Leal Ramos, decano da imprensa paraibana, havia presidido API, entidade que ajudou a fundar em 1933. Jornalista da “velha guarda”, ele havia atuado em diferentes órgãos de imprensa, pontificando com mais destaque no jornal O Norte, do qual havia sido diretor, e onde assinou as colunas A margem da atualidade e Minuta. Para muitos, a API era sinônimo de José Leal, e ele estava fadado a ser o “eterno presidente” da Associação.

As desativadas estações ferroviárias do interior. Cachos de matos assanhados, flores tímidas, montanhas feitas pelas formigas entre as...

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As desativadas estações ferroviárias do interior. Cachos de matos assanhados, flores tímidas, montanhas feitas pelas formigas entre as paralelas dos trilhos calados. Pela plataforma, sopram ventos indefinidos quais fantasmas de antigos passageiros que arrepiam as horas do sininho que comandava a partida eletrizante dos vagões. A correria dos que chegavam apressados carregando suas emoções nas maletas e embrulhos de jornal. A saudade ainda aguarda que os trens voltem a animar os carregadores com seus chapéus cocos, os chapeados.

Há livros que são para consultar, há livros que são para ler, há livros que são para reler, há livros que devem ser lidos com frequênci...

sertoes euclides cunha
Há livros que são para consultar, há livros que são para ler, há livros que são para reler, há livros que devem ser lidos com frequência, constantemente, permanentemente. Os sertões fazem parte desta última classificação.

Quando eu soube que a polícia do Estado do Espírito Santo apreendera 31 frascos da droga fentanil, com traficantes, comecei a pesquisar...

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Quando eu soube que a polícia do Estado do Espírito Santo apreendera 31 frascos da droga fentanil, com traficantes, comecei a pesquisar o assunto. Três meses depois cheguei à conclusão que se trata do começo de um inferno que mata nos E.U.A. mais gente do que acidentes de automóveis ou armas de fogo. Informaram-me que lá já morreram mais americanos vítimas de opioides do que todos os mortos em todas as guerras que o país lutou desde a II guerra mundial.

Sendo hoje o dia mundial do coração, na qualidade de cardiologista, resolvi brindar os caros leitores, do Ambiente de Leitura Carlos Ro...

Sendo hoje o dia mundial do coração, na qualidade de cardiologista, resolvi brindar os caros leitores, do Ambiente de Leitura Carlos Romero, com a temática que se segue:

Com base em dados fisiológicos, o comando da vida física, e a modulação do comportamento humano, estão centralizados no cérebro, mas é o coração que simboliza o sofrimento humano, o amor, e o ódio, a alegria e a tristeza, a coragem, e o medo. Órgão de maior simbolismo do corpo humano, o coração carrega em si, diferentes crenças, e valores construídos, pelo senso comum, através de milênios. A história nos revela o coração-símbolo, com vários significados: coragem, vontade, desejo, emoções, vida e amor.

O vento Leste me traz o cheiro de bacalhau na brasa e faz com que eu suspenda o chamego com o ring neck, o periquito de pescoço anelado...

bacalhau churrasco
O vento Leste me traz o cheiro de bacalhau na brasa e faz com que eu suspenda o chamego com o ring neck, o periquito de pescoço anelado de quem espero, ao ponto da impaciência, que aprenda a dizer um mísero “olá, tudo bem?”. Debruço-me, então, na janela a fim de observar, dois andares abaixo, no prédio vizinho, o grupo ruidoso em torno de uma churrasqueira. Ali, sim, fala-se pelos cotovelos. E, ao que parece, come-se bem.

Nos dias de hoje, caminhamos encurvados não diante de Deus, mas sim encurvados diante da tecnologia. Nossas cabeças baixas, imersas em ...

vicio celular tecnologia
Nos dias de hoje, caminhamos encurvados não diante de Deus, mas sim encurvados diante da tecnologia. Nossas cabeças baixas, imersas em telas de celulares, nos privam de enxergar o que acontece ao nosso redor. Estamos tão envoltos em um mundo virtual, que nos afastamos do contato real com pessoas próximas e nos tornamos distantes daqueles que estão ao nosso lado fisicamente.

É inegável que a tecnologia trouxe inúmeros avanços e facilidades para o nosso dia a dia. Através dos smartphones, temos acesso a informações ilimitadas, conexão instantânea com pessoas de diferentes lugares e

“Poesia não é meio de vida É um modo de viver” Viver e morrer, qual a glória? A pergunta, inscrita num poema de Professor Hildeb...

hildeberto barbosa literatura paraibana
“Poesia
não é meio de vida
É um modo de viver”

Viver e morrer, qual a glória? A pergunta, inscrita num poema de Professor Hildeberto Barbosa Filho, tem uma intensidade mágica especial. São versos de uma vitalidade agressiva que nos lança nas grandezas e misérias do que somos, enquanto inexoravelmente para a morte.

“Por que motivo as crianças, de modo geral, são poetas e, com o tempo, deixam de sê-lo?”, questiona Drummond no artigo “A educação do ...

literatura poeisa infantil
“Por que motivo as crianças, de modo geral, são poetas e, com o tempo, deixam de sê-lo?”, questiona Drummond no artigo “A educação do ser poético” (1974). A comparação entre as crianças e os poetas é quase um clichê. Essa analogia ocorre pelas frequentes associações tão caras ao universo infantil. Tanto a criança quanto o poeta manifestam o assombro e uma leitura especial diante de acontecimentos que, para muitas pessoas, parecem banais ou corriqueiros, passam até despercebidos.

      Baco Baco fez seu império libertando performances Criadores Poetas Homens comuns de lentas atitudes Baco posta- se à ...

 
 
 
Baco
Baco fez seu império libertando performances Criadores Poetas Homens comuns de lentas atitudes Baco posta- se à mesa Com os copos certos Serve- se do poder Da paixão Liberta o que se faz escuso Dá voz ao fraco Acende a tocha das verdades Não tolera a rigidez formal Enlouquece em ardor os homens Faz gemer de cio as mulheres E depois narcotiza em delírio a realidade Oferece a dádiva do esquecimento Todos os convivas conversavam em tom próximo do silêncio Ao fim, falavam de si, da vida e seus tormentos Quedaram - se mudos Sem culpa Libertos da sofrível mentira do veneno do olhar alheio
Na bagagem
Papéis em branco Asas da pipa gigante Empinando palavras Dobraduras de origami Pássaros libertos Voam
Árvore
E me enredo na complexa rede de vida em casca, sou seiva, musgo, pele nodosa a me multiplicar em séculos. Visto tons de infinitos verdes, folhas de enervação distinta. Tenho-a em mim árvore preciosa. Amo sua mudez distinta seu silêncio de raiz, sua força que me abraça em seus braços longos e me leva ao céu.