O altruísmo, como um dos pilares da convivência humana, se revela em gestos simples, mas profundos. A frase de Mahatma Gandhi ecoa em nossos corações: "A verdadeira medida de um homem não se vê nos momentos de conforto e conveniência, mas sim em seus desafios e controvérsias." Essa perspectiva nos convida a refletir sobre a importância do caráter e da integridade.
Perguntarão: o que essas três criaturas teriam em comum a ponto deste escrevinhador aqui tomar linhas à frente com tal assunto? Seria a espertise na arte da guerra? Não é. Os dois primeiros eram estrategistas; cada um no seu pedaço, mas eram especialistas. Já o terceiro, um cabo austríaco que se achava alemão...
Immanuel Kant (1724–1804), filósofo alemão, compreende o funcionamento do conhecimento humano a partir de três grandes faculdades: a de conhecer, a prática e a de julgar. Essas estruturam o modo como o ser humano se relaciona com o mundo,
GD'Art
consigo mesmo e com os valores estéticos. A primeira é a faculdade de conhecer, responsável pelo conhecimento científico. Nela, a razão opera dentro dos limites da experiência possível, produzindo conhecimentos objetivos e universais. Kant afirma que “todo o nosso conhecimento começa com a experiência, mas nem por isso deriva todo ele da experiência” (KANT, Crítica da Razão Pura, B1). Isso significa que, embora o conhecimento tenha início na experiência, ele depende de estruturas a priori do sujeito para se organizar. A segunda é a faculdade prática, ligada à moral.
Quanto mais refletirmos, mais seremos guiados por aquilo que realmente desejamos e queremos do que por aquilo que os outros impõem sobre nós por acharem que se trata de um objeto ou ideia de que necessitamos. O desejo é da esfera inconsciente, e o querer pertence ao nível consciente. A lógica produtivista e neoliberal tem automatizado as nossas escolhas.
Quando a Igreja na Paraíba soluçava fatigada e envelhecida nas práticas elementares de evangelização, vivendo no silêncio causticante de regras atrofiadas sob o sol da esperança, encoberto por nuvens escuras, surgiram entre nós dois padres com o “cheiro das ovelhas e pés no chão”. Vieram como mensageiros da esperança e de sonhos, como foram os profetas da Antiga Aliança.
Escrevo para refletir sobre minha iminente mudança de endereço. É um olhar sobre o espaço que nos cerca, os hábitos e as percepções.
Moro neste apartamento há 21 anos. Sempre me deslocando pelo mesmo bairro ou por suas vizinhanças, percorro ruas nas quais me reconheço e sou reconhecida, íntima das fachadas dos prédios. Por toda parte,
Essa história aconteceu no tempo do ronca, quando o recato das moçoilas era-lhes o maior trunfo para os casórios. Quanto mais pudibundas, mais candidatas à celebração nupcial. Daí que se esmeravam em ostentar um ilibado comportamento em sociedade; quando iam às tertúlias, era na companhia das genitoras ou de alguém a quem incumbia vigiá-las.
Ela o fez numa terça-feira comum, entre o primeiro e o segundo gole de café. Decidiu que, naquele dia, tentaria encontrar a empatia. Não a palavra desgastada em discursos, não o conceito bonito das redes sociais. Mas a coisa viva, o fio de ouro que une as almas. Ela imaginou que fosse uma questão de olhar nos olhos das pessoas.
A trajetória de um dos homens mais importantes da história paraibana e brasileira, José Américo de Almeida, começou no dia 10 de janeiro de 1887, quando nasceu em Areia (Brejo), no Engenho Olho d'Água. Portanto, neste 10 de janeiro lembramos seus 139 anos de nascimento. Ainda jovem, sua 'estrela' já parecia prenunciar uma polivalência de atributos de que seria um dos mais destacados escritores, políticos e humanistas do cenário nacional. Precoce,
Visitando mais uma vezO Nariz do Morto, de Antonio Carlos Villaça, deparo-me logo nas primeiras páginas com uma afirmação poderosa: “Minha infância foi isto: corredor”. E que corredor seria esse, perguntei-me.
E a passagem do ano foi na intimidade do meu canto. Com pernil, lentilha, romãs — que adoro pela cor e textura — e espumante. Assistindo, desde cedo, aos fogos ao redor do mundo. Gosto desse dia e de ver o calendário rodando mundo afora. Como no Natal, já fui invadida por angústias dessa festa também. Tinha problemas com o álcool em família, e essa apreensão só deixa todo mundo cabisbaixo.
Nos tornamos, pouco a pouco, o que normalizamos, valorizamos, conversamos e observamos. Essa é uma verdade denunciada por Paulo na Carta aos Efésios, quando ele afirma que alguns, tendo perdido toda a sensibilidade, entregaram-se aos excessos e passaram a praticar toda sorte de impureza.
Não sei das outras inumeráveis esquinas, mas, ao primeiro flagrante dessa invasão exposta dos Estados Unidos ao país irmão da nossa outra América, acode-me uma Venezuela derreada ao pé do muro da Igreja Universal, aqui na Epitácio Pessoa, onde passo todo dia coçando os bolsos para deitar alguma moeda na cuia de uma criança, de mão estirada, a outra a proteger os olhinhos apertados de índia do nosso sol inclemente.
No século XV, quando portugueses e espanhóis se aventuraram nas suas grandes expedições marítimas, os vínculos entre a Igreja e as coroas ibéricas já estavam, há muito tempo, entrelaçados. Além do interesse econômico e geopolítico, aquelas explorações tinham também um caráter religioso com o objetivo de converter à fé cristã os povos das terras a serem conquistadas. Por conta do aspecto religioso do empreendimento, os papas concediam privilégios
A figura de Sísifo atravessa os séculos como uma das mais densas metáforas da condição humana. Condenado pelos deuses a empurrar eternamente uma pedra até o topo de uma montanha — apenas para vê-la rolar novamente ao vale —, Sísifo encarna não apenas o castigo, mas a consciência do castigo. É nesse ponto que o mito se eleva da narrativa mítica à reflexão existencial: Sísifo não sofre apenas pelo esforço inútil, mas pela lucidez que o acompanha. E é precisamente nessa lucidez que se abre a compreensão da morte como horizonte absoluto da experiência humana.
São dois capítulos, ambos da Parte V de Os Miseráveis – Jean Valjean. Um, no Livro I, La guerre entre quatre murs (A guerra entre quatro paredes), o capítulo XIX, “Jean Valjean se venge” (“Jean Valjean se vinga”); outro, no Livro IV, Javert déraillé (Javert descarrilhado), capítulo único, com o mesmo nome. No primeiro, por intermédio de uma técnica da narrativa, induz-se o leitor ao erro, gerando uma expectativa e uma tensão, quebradas com o desenlace. No segundo, acentua-se um deslize da tradução em língua portuguesa, já existente no primeiro, apontando para a necessidade de estarmos sempre atentos à
Juca Paranhos, o Barão do Rio Branco, foi tão importante que, durante muito tempo, a cédula de maior valor do nosso dinheiro (mil cruzeiros) era uma homenagem a ele.
Não sou nada além do que me veem e me reconhecem. Do que já fiz de bom para o outro e do que aprendi de tantos. Viver é um privilégio imenso, porém, com risco da morte, essa mulher bela que espreita, aterroriza e estimula viver os desafios.
Contam que Gaspar morava lá para as bandas da Índia. Era, com seus 20 anos, um jovem gorduchinho. Foi ele que levou incenso ao Menino Santo. Baltasar, retratado como um homem de pele negra, levou mirra desde as cercanias do Golfo Pérsico, onde vivia. Por sua vez, Melquior, associado à Arábia, ofereceu ouro ao filho da jovem Maria.